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Os números mostram que, por direito, André Silva é um dos pontas de lança do momento no futebol europeu. Na Bundesliga, o avançado do Eintracht Frankfurt FAG vinha estando envolvido na luta atroz pelo título de melhor marcador com Robert Lewandowski e Erling Haaland. O português, a duas jornadas do fim do campeonato alemão, leva 25 golos, os mesmos que o jogador do Borussia Dortmund, e, não fossem os 39 de Lewa, bem que poderia ter esperanças de ficar com esse título para si.

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA 

Bola na Rede: Grande parte dos golos que marcas são conseguidos ao primeiro toque. Vês isso como uma limitação no teu jogo ou como um reflexo das tuas características enquanto ponta de lança mais puro?

André Silva: É a minha forma de tentar que as coisas saiam bem. Já tive em várias equipas, vários clubes, com vários treinadores e é o que me permite agora adaptar às circunstâncias e tentar fazer o melhor. Sei a maneira como nós jogamos no Eintracht, sei como é que os jogadores são, sei como é que a equipa funciona, sei qual é o meu trabalho e em que é que posso ajudar mais a equipa. Se visse isso como uma limitação, estaria errado. Acho que é a coisa mais difícil de se fazer e que pode tornar o jogo mais simples é o primeiro toque. Por isso, se os golos foram dessa forma, sinto-me feliz e contente por esse feito. Não é fácil, com o primeiro toque, meter a bola sempre onde se quer, com a bola parada ou controlada é muito mais fácil. É impossível ver isso como uma limitação, mas sim como um ponto forte. O importante é adaptar-me às circunstâncias e perceber de que forma consigo fazer o meu melhor, que é marcar golos. Se as coisas correm bem dessa forma é o que tento fazer.

Bola na Rede: Na forma de jogar deste Eintracht Frankfurt, és muitas vezes poupado ao jogo de apoios frontais e acabas por fixar a linha defensiva, abrindo espaço para serem outros colegas a desempenharem essa missão. Que benefícios é que isso traz ao teu jogo?

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André Silva: Não são os benefícios que traz ao meu jogo, mas são os benefícios que traz ao Eintracht. Não há muitos jogadores que façam movimentos à profundidade. Se eu fosse buscar a bola mais atrás, permitia à outra equipa que subisse mais, que fechasse mais espaços e que nós não conseguíssemos chegar lá à frente. Uma coisa que isso me pode trazer a mim é estar mais perto da baliza ou, nos movimentos que faço, aparecerem poucos jogadores para me tentarem tirar a bola, visto que estão todos preocupados com a bola.

Bola na Rede: A posição “9” da seleção nacional é sempre uma das menos consensuais. Como tem sido estar na disputa por esse lugar?

André Silva: É uma coisa que não meto na cabeça. É algo que tento fazer automaticamente. Claro que quando temos adversários na liga como o Haaland e o Lewandowski isso faz-nos competir de uma forma melhor e dá-nos uma motivação extra que permite evoluir mais. Estou focado em mim, tento fazer o melhor que posso. Depois, as comparações e isso já não fazem parte de mim.

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