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Recordo o ano de 2013, em Lisboa, e um dos sonhos de uma miúda anónima. Nessa altura, voltava à esplanada com faculdade onde havia concluído a licenciatura para, finalmente, estudar a língua que mais queria aprender: o alemão.

Entre isso e o trabalho louco de tentar ensinar adolescentes que pareciam ter a sua idade, arranjava sempre tempo para ir à bola. O Hugo, fiel benfiquista, acompanhava-a tanto nos estudos como na paixão pelo futebol e pela cultura alemã. Com as férias quase à porta, marcar viagem para Munique foi como somar um e um e escrever dois.

Ao terceiro dia, um sábado, o Hugo sugeriu ir visitar a Allianz Arena. O dissabor causado pela falta de bilhetes para o FC Bayern München x Hamburger SV não tinha sido esquecido, mas a necessidade de sentir a mística do estádio foi, como tem de ser, consideravelmente mais forte.

Ao seu lado, o Hugo apanhou-a distraída e de boca entreaberta, focada na intensidade daquele vermelho quente que o estádio emanava. Com toda a naturalidade do mundo, a olhar na mesma direção, passou-lhe um envelope para as mãos e disse: “Quis fazer-te a surpresa e correu exatamente como esperava. Vamos lá entrar e ver o jogo!”

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O choque foi total e as lágrimas saltaram-lhe pela janela, encavalitando-se umas nas outras sem medo de cair.  Até hoje, não sei descrever bem o que a miúda sentiu. Por isso, foco-me em acompanhar a Liga Alemã todas as semanas e escrever com a alma a espreitar por cima da caneta. Fica aqui a minha previsão daquilo que vai acontecer com os primeiros quatro lugares na próxima época.

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