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O azevinho está na árvore e está estendido nas toalhas de mesa. Os docinhos prontos a comer e o bacalhau a demolhar. Até a elegância desta quadra do ano nos parece imbuir do espírito, com roupas quentes, um charme a mais e um leve perfume doce no ar. É inverno. Será? Sim, no hemisfério norte. Mas a sul, para os trópicos, a coisa está diferente. Não é só a temperatura meteorológica que aumenta, fruto do solstício de verão. E perguntamo-nos se até pode existir outro tipo de temperatura. Sim. De paixões. Ei-las.

O Atlético Mineiro perdeu com o Raja Casablanca por 3-1. Uma vergonha para o Galo e também para o futebol brasileiro, no geral. Convenhamos que a gozação nas redes sociais de que o clube mineiro foi alvo até pode ter sido divertida. Mas o Brasileirão ganharia ainda mais com a presença do Galo, pelo menos, na final. De nada valeu a corrida desenfreada dos marroquinos para Ronaldinho Gaúcho para o “assaltarem” com mimos, na esperança de trocas de bugigangas desportivas. Na certa, Gaúcho preferia estar na pele dos magrebinos.

Nem a volta do Ronaldinho quebrou o marasmo do Galo. / Fonte: ansabrasil.com.br
Nem a volta do Ronaldinho quebrou o marasmo do Galo. / Fonte: ansabrasil.com.br

É estranho passar o Natal com calor. Acreditem na experiência…
A Portuguesa de Desportos desceu de divisão. A notícia foi avançada ainda na semana passada. Pela rapidez da periodicidade ainda nos conseguimos debruçar sobre o assunto, mas não com a escalpelização a que ele obriga. Porque o Flamengo também foi lá para trás. Mas sem penalizações de maior. É incrível como estas decisões são tomadas em cima do joelho. Pior. É inacreditável a falta de profissionalismo dos funcionários da Portuguesa e Flamengo que colocam jogadores castigados para jogar. O Fluminense não tinha nada que ver com a história. Mas acabou por ficar bem na fotografia e salvar-se do naufrágio.

Revolta nas hostes paulistas. / Fonte: esportes.r7.com
Revolta nas hostes paulistas. / Fonte: esportes.r7.com

As luzes de Natal enfeitam as ruas e cheira-nos a castanhas quando inalamos o fumo preguiçoso que se espraia no ar. Como nem tudo é mau, iremos usar a velha máxima para um 2014 com melhores entradas. As prendas estão no sapatinho. Tudo a postos. Porém, no Brasileirão tem de ser: “ano novo, vida nova!”.

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O Daniel Melo é por vezes leitor, por vezes crítico. Armado em intelectual cinéfilo com laivos artísticos. Jornalista quando quer. O desporto é mais uma das muitas escapatórias para o submundo. A sua lápide terá escrita a seguinte frase: "Aqui jaz um rapaz que tinha jeito para tudo, mas que nunca fez nada".                                                                                                                                                 O Daniel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.