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Cristiano Ronaldo a dar meia volta no ar e a aterrar de braços abertos ao longo do corpo: SIIIIIIII!, gesto repetido 50 vezes por época, apenas intercalado por aqueles dias especiais em que aponta o indicador, não a outros, mas a si mesmo: eu estou aqui!. Messi a pegar na bola e fintar um, dois, três antes de marcar ou, simplesmente, a fazer um passe desde o meio campo que, inexplicavelmente, deixa um colega na cara do guarda-redes. Neymar a controlar de calcanhar aquela bola que vem pelo ar desde o outro lado do campo e a arrancar para cima do adversário com ar gozão; Bale a fazer jus à alcunha de Expresso de Gales e a percorrer 50 metros em apenas três ou quatro passadas; o “tosco” Suárez a ganhar três ressaltos antes de marcar mais um golo e dar três beijinhos na mão, sorrindo com os seus tão famosos dentes; e Iniesta a rodar sobre si próprio, escondendo a bola de cinco adversários.

Que este gesto se repita mais vezes Fonte: Facebook de Cristiano Ronaldo
Que este gesto se repita mais vezes
Fonte: Facebook de Cristiano Ronaldo

Mas haverá mais! Oblak a agarrar uma bola como se tivesse cola nas luvas, Navas a atacar o esférico felinamente, Sergio Rico a fazer uma enorme defesa a um tiro à queima-roupa, Diego Alves a travar mais um penálti e Ter Stegen a reclamar o papel de novo Neuer. Pepe a fazer um corte genial, seguido de um enorme disparate, algo em que Sergio Ramos também é especialista. Godín a comandar a defesa e a ter tempo ainda de ir lá acima marcar de cabeça; Piqué a mostrar que é tão bom dentro de campo como polémico no Twitter. Mustafi a sair com classe, Rami a limpar tudo e Marcelo a fintar dois adversários, sem sequer precisar de acelerar. Busquets sempre a aparecer no caminho da bola e a entregá-la redondinha, tal e qual como faz o seu irmão gémeo Bruno Soriano. O pequeno grande Modric, de cabelinho ralo, a comandar o meio campo e Saúl Ñiguez a crescer de dia para dia. Carlos Vela a fazer magia, Paco Alcácer a mostrar toda a sua inteligência, Soldado e Bakambu a destruírem uma defesa, Gameiro a ultrapassar o central em velocidade, Iago Aspas a combinar com Orellana, o jovem Aduriz a tentar bater o seu recorde de golos aos 35 anos, e Griezmann, teimoso, a querer entrar na luta pelo pichichi.

Fora do relvado, veremos Zidane a sorrir muitas vezes, porque se sente bem mais confortável assim do que a falar, e nunca veremos os dentes a Luís Enrique, empenhado em manter a sua relação difícil com a imprensa (e com o resto do mundo, aparentemente). Ouviremos, semana a semana, Simeone repetir os seus mantras: “jogo a jogo” e “o esforço não se negoceia”. Aliás, não só ouviremos, como veremos isso mesmo, com aqueles onze jogadores de vermelho e branco a correrem que nem loucos, mas em perfeita harmonia, com outro louco no banco a dar instruções lá para dentro, mas também para a bancada. Veremos Quique Flores, sempre cavalheiro e cortês, e veremos Paco Jémez, o fundamentalista do tiki-taka, o Guardiola dos pequeninos, sempre polémico e sempre fiel às suas convicções, a tornar o Granada na segunda equipa com mais posse de bola na competição, só superada pelo Barcelona.

Simeone volta a fazer acreditar os "colchoneros" Fonte: Facebook de Diego Simeone
Simeone volta a fazer acreditar os “colchoneros”
Fonte: Facebook de Diego Simeone

Sabemos que tudo isto vai acontecer. Não sabemos o momento exato, mas já sabemos os dias. É que já é conhecido o calendário da Liga Espanhola. De 21 de agosto a 21 de maio, a melhor liga do mundo estará de volta!

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