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No principado do Mónaco mora uma equipa rejuvenescida. Leonardo Jardim, muitas vezes considerado um treinador defensivo e calculista, está a montar uma autêntica máquina de fazer golos. Prova disso é o facto de, até agora, apenas num jogo (contra o líder Nice) não ter conseguido encontrar as redes adversárias.

Em apenas 12 jogos no campeonato gaulês, leva já 36 golos marcados, só menos 21 do que em toda a época transata. Na ‘Champions’, em 4 jogos, soma também já 7 tentos apontados, num grupo que lidera e onde tem o apuramento muito bem encaminhado. É certo que não está no topo da Ligue1, mas com a qualidade atacante apresentada entusiasma os adeptos e augura-se um bom desfecho de época.

Este poderio ofensivo tem algumas bases nas quais assenta. Sempre que joga em casa, o técnico português não abdica de jogar com dois laterais muito ofensivos e que apesar da tenra idade são já duas esperanças do futebol francês, Mendy e Sidibé. Não raras vezes se transformam em extremos e surgem com regularidade a cruzar para os exímios finalizadores do ataque monegasco.  No centro da defesa destaca-se Glik, um polaco que já fez alguns golos e é um perigo constante para os adversários nas bolas paradas ofensivas.

Mas é no meio-campo que está o grande segredo da turma de Jardim. Fabinho, o ex-Rio Ave, é o jogador mais utilizado de toda a equipa, um lateral transformado em médio defensivo e que dá cobertura aos criativos, mas com uma amplitude de movimentos enorme, que lhe permite muitas vezes aparecer em situações de finalização. A alternância de funções com Bakayoko ou Moutinho permite-lhe soltar-se a qualquer momento.

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