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A temporada de 2020/21 foi fértil em inúmeras surpresas no que concerne ao Futebol Europeu. Vários foram os emblemas que se reinventaram e registaram desempenhos verdadeiramente sublimes, reencontrando o trilho dos triunfos, ainda que de forma inesperada.
Os exemplos são diversos e repetem-se um pouco por todo o “Velho Continente”: ainda estão bem frescos na nossa memória os festejos do Sporting CP que, após 19 anos de jejum, se sagrou campeão nacional. Também o Club Atlético de Madrid se impôs no país vizinho, conquistando a Liga Espanhola, habitualmente dominada por Real Madrid CF e FC Barcelona. Em Itália, o FC Internazionale Milano, de Antonio Conte, demonstrou uma consistência notável e superiorizou-se a uma “Vecchia Signora”, crónica campeã transalpina em anos recentes.
Já por terras gaulesas (onde mora, talvez, a maior surpresa de todas), o cenário foi idêntico, com o LOSC Lille, magistralmente comandado por Christophe Galtier, a destronar o Paris Saint-German FC, arrecadando o título francês, uma década após a sua última conquista e com forte ADN lusitano.
Se, por um lado, é apontado ao futebol francês o facto de ir “a reboque” do poderio económico do PSG, por outro, o improvável trajeto dos Les Dogues é a prova de que um planeamento seguro e meticuloso do plantel pode levar de vencida os milhões provenientes do Médio Oriente.
Com as formações na grelha de partida a prepararem a temporada que agora se inicia, a expectativa de assistir aos astros subirem ao palco novamente é incomensurável – ainda para mais quando o regresso dos adeptos aos estádios de futebol é uma realidade. A emoção está garantida e a incerteza é a palavra de ordem. Assim, proponho-me a traçar uma previsão sobre os quatro primeiros classificados da Liga Francesa, que promete, certamente, centrar as atenções de milhões de aficionados.
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Aqui estão os melhores momentos do nosso amistoso contra o @FCPorto!
— Olympique Lyonnais 🇧🇷🇵🇹 (@OL_Portugues) August 1, 2021
Olympique Lyonnais – Habituado a marcar presença na principal prova de clubes da UEFA em anos recentes, o Lyon entra na presente temporada ávido de conquistas e de almejar uma melhor classificação do que o quarto posto, conseguido na Liga Francesa em 2020/21 (e o consequente acesso à Liga Europa). A verdade é que a formação gaulesa sofreu um duro golpe nas suas ambições com a saída da estrela da equipa, Memphis Depay, para o FC Barcelona.
A incerteza ainda é muita, numa equipa em processo de adaptação e de assimilação de novas ideias, visto que o técnico Rudi Garcia foi substituído pelo holandês Peter Bosz no comando dos destinos do clube. Após quatro temporadas na Liga Alemã, ao serviço de BVB Dortmund e de Bayer 04 Leverkusen, o timoneiro dos Países Baixos promete apresentar um estilo de jogo atrativo e com um pendor fortemente ofensivo, marcado por uma pressão asfixiante sobre qualquer oponente, como foi sendo seu apanágio por terras germânicas.
A qualidade do plantel é inegável, recheado de talento e potencial, com Maxwel Cornet, Houssemm Aouar, Lucas Paquetá, Bruno Guimarães e Moussa Dembélé em destaque. Até ao final do mercado de transferências é expectável que ainda se registem muitas alterações, especialmente no setor mais ofensivo do terreno, numa tentativa de ocupar a vaga deixada por Memphis, mas é certo que Peter Bosz tem muito por onde trabalhar e várias pérolas para potenciar.
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📺 De la remise du trophée de @Ligue1UberEats aux célébrations dans @lillefrance, on se souviendra pendant longtemps de ce 24 mai 2021 🥰
Quel souvenir gardez-vous d’hier ? pic.twitter.com/FYidSl2ZKd
— LOSC (@losclive) May 25, 2021
LOSC Lille – É com grande entusiasmo e, certamente, ainda em lua de mel com a conquista da quinta Liga Francesa da sua história (colocando um ponto final na série de três campeonatos consecutivos – sete nos últimos oito anos – do Paris Saint-Germain) que o Lille encara a época de 2021/22.
Com um plantel coeso com opções nos vários sectores, mas com um XI base muito rotinado e com poucas mudanças ao longo da temporada, Christophe Galtier montou uma formação extremamente competitiva e eficiente que tem colhido os seus frutos.
Um misto de experiência com a irreverência da juventude, que tinha tudo para dar certo, e sob um olhar muito atento e criterioso de uma equipa de Scouting de excelência (que ocupa, naturalmente, um papel determinante no título conquistado) foram os ingredientes que ditaram o sucesso da formação do Norte de França, com um sotaque bem português.
Talentos como Jonathan David, Ikoné, Tiago Djaló ou um renascido Renato Sanches, incorporados com uma forte “espinha dorsal” formada por alguns jogadores experientes que pudessem servir de suporte a toda esta juventude, como José Fonte (37 anos), Benjamin André (30 anos) e o goleador Burak Yilmaz (36 anos), afiguraram-se como uma combinação perfeita.
A estabilidade defensiva foi um dos principais argumentos da conquista do título. A defesa menos batida do campeonato com 23 golos sofridos e 21 jogos sem sofrer golos. Um registo verdadeiramente assinalável na competitiva Ligue 1 e que promete ser imagem de marca na época que agora surge.
O clube atravessa, contudo, ainda um momento de indefinição, após a saída de um dos obreiros do título (Galtier foi apresentado no OGC Nice e para o seu lugar foi Jocelyn Gourvennec). A possível saída de alguns jogadores, nomeadamente Renato Sanches, que depois de um excelente Europeu atraiu imensos interessados, é outro dos motivos de incerteza no Lille. Mas não há dúvida de que o plantel será imensamente competitivo e será uma das formações em maior destaque no campeonato francês.
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𝗦𝗧𝗔𝗬 𝗥𝗘𝗔𝗗𝗬 👊💥
🔜 Retour de la @ligue1ubereats cette semaine ! #MondayMotivation pic.twitter.com/zLbezvfPOr
— Olympique de Marseille (@OM_Officiel) August 2, 2021
Olympique de Marseille – A irregularidade exibicional e em termos de resultados tem sido uma das imagens de marca da formação marselhesa ao longo das últimas épocas. Com várias oscilações na tabela classificativa (quinto lugar em 2020/21, segundo lugar em 2019/20, quinto lugar em 2018/19 e quarto lugar em 2017/18), é sempre imprevisível traçar um prognóstico sobre aquele que será o desempenho dos “Les Phocéens” a cada época que passa. Porém, o investimento que está a ser realizado no plantel comandado pelo “furacão” argentino, Jorge Sampaoli, pode e deve tranquilizar os adeptos da formação gaulesa.
Até ao momento, são já nove os reforços apresentados, nomeadamente Pau Lopéz, Willliam Saliba, Leonardo Balerdi (a título definitivo, depois de um empréstimo proveniente do Borussia Dortmund), Luan Peres, Mattéo Guendouzi, Gerson, Cristian Pavón, Cengiz Under e Konrad de la Fuente, e é desmedido o acrescento de qualidade que as caras novas trouxeram. Assim, Sampaoli terá ao seu dispor um dos conjuntos mais competitivos e repletos de talento (quer em número, quer em qualidade) dos últimos anos. Poderá ser uma oportunidade de aproximação do todo-poderoso Paris Saint-Germain, que tem dominado a seu belo prazer o campeonato e uma prova de afirmação, e estabilidade de um clube que tem conhecido várias faces.
Além dos reforços, o Marselha contará, igualmente, com caras bem conhecidas como Payet, que com os seus 34 anos continuará a espalhar magia por onde quer que passe, Arkadiusz Milik, que é sempre um perigo para as redes adversárias, e Darío Benedetto, ainda à procura de afirmação no futebol europeu.
A expectativa é grande e o mítico Vélodrome será, indubitavelmente, palco de partidas entusiasmantes.
1.
Première journée au Centre Ooredoo ✔️
💪 @SergioRamos pic.twitter.com/ssutpN9jsB
— Paris Saint-Germain (@PSG_inside) July 12, 2021
Paris Saint-German FC – A meu ver, a formação liderada por Mauricio Pochettino parte no primeiro lugar da “grelha de partida” para vencer a Liga Francesa de forma destacadíssima. O infindável poderio económico da equipa parisiense, assente nos milhões de Nasser Al Khelaifi, fazem do PSG um colosso, com um plantel de sonho, tendo a obrigação de estar sempre na rota dos títulos.
Após uma temporada profundamente desapontante, coroada apenas com a conquista da Taça de França, é com o dever de fazer mais e melhor que a comitiva de galáticos enfrentará a presente época. Depois de, no plano interno, ter sucumbido para o Lille e, na Liga dos Campeões ter sido eliminado pelo Manchester City FC nas meias-finais, é com grande responsabilidade que a preparação tem sido levada a cabo.
Vários nomes sonantes já aterraram em Paris como Gianluigi Donnarumma, para reforçar as redes gaulesas (depois de se ter afirmado como um dos destaques da Seleção Italiana no Euro 2020 e de ter recebido o prémio de melhor jogador do torneio), Achraf Hakimi, (que chega à capital francesa após uma época de altíssimo nível no Internazionale e como vencedor do Scudetto), Sergio Ramos (que, após não ter renovado contrato com o Real Madrid, abandonou a capital espanhola ao fim de 16 anos, deixando um legado inolvidável) e Georginio Wijnaldum (que chega proveniente do Liverpool FC, onde assinou cinco magistrais temporadas).
Se o treinador argentino já tinha à sua disposição um leque luxuoso de jogadores, com as mais recentes contratações, este é, inegavelmente, um autêntico balneário de astros. Será que, para além das individualidades, Pochettino conseguirá formar uma verdadeira equipa? Eu creio que sim e poderá ser uma temporada bastante risonha e gloriosa para os parisienses.
Artigo da opinião de Fábio Lopes
Artigo revisto por Joana Mendes









