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Lançada em 1945, a música que dá título a este artigo só em 1963 tomou de assalto os tops britânicos, numa edição do grupo “Gerry and the Pacemakers”. Desde esse ano, a música tornou-se num hino, num grito de guerra de um clube que desde criança aprendi a admirar: o Liverpool FC.

E se desde esses tempos que admiro o clube que faz de Anfield Road a sua casa, até ao dia 24 de Maio de 2015, admirar o Liverpool significava admirar o seu mítico capitão, que depois de uma época na MLS, e de experimentar o peso de outra camisola apenas por esse período, escolheu retirar-se dos relvados, aos 36 anos, encerrando uma carreira em que conquistou (quase) tudo, excepção feita ao título de campeão da Premier League, e a títulos ao serviço da selecção.

Steven George Gerrard nasceu a 30 de Maio de 1980, em Whiston, uma pequena cidade a cerca de 20 quilómetros de Merseyside, condado em que se integra a cidade de Liverpool. Depois de dar nas vistas apenas com 9 anos ao serviço do modesto Whiston Juniors, os olheiros do Liverpool foram lestos em levar o pequeno Steven para Anfield, que passou assim a integrar a Liverpool Academy. Depois de cerca de 9 anos a representar as camadas jovens dos Reds, em 5 de Novembro de 1997, Gerrard assina o seu primeiro contrato profissional com o Liverpool, tendo assinado a sua primeira aparição com a camisola da equipa sénior do Liverpool a 29 de Novembro de 1998 (quis o destino que este artigo fosse publicado na data em que celebramos 18 anos da sua estreia na equipa principal), lançado nos minutos finais do encontro por Gérard Houllier.

Novembro de 1998: a estreia de um ícone do futebol Fonte: Daily Mail
Novembro de 1998: a estreia de um ícone do futebol
Fonte: Daily Mail

Gerrard só se conseguiu afirmar como titular no meio campo dos Reds na época 2000/01, e, coincidência ou não, é nessa temporada que conquista os primeiros troféus ao serviço do seu clube do coração: a Taça de Inglaterra, a Taça da Liga Inglesa, e a Taça UEFA, tendo vencido o prémio de Jovem Jogador do Ano da PFA.

Depois de uma temporada enquanto vice capitão, em 2003, Steven foi nomeado por Houllier capitão da equipa do Liverpool, um posto que só abandonaria em 2015, momento em que terminou a sua carreira de Red, tendo-se tornado, nesses 12 anos, no jogador que durante mais tempo serviu como capitão do Liverpool.

Em 2004, após saída de Houllier, chegou ao clube Rafa Benítez, treinador que mudaria a história do Liverpool durante a primeira década do novo milénio. Na temporada de 2004/2005, Stevie conquistou o seu maior título, e o mais alto galardão do futebol europeu de clubes: a Champions League.

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