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Cristiano Ronaldo acabou de receber a terceira Bola de Ouro da sua carreira, um prémio mais do que merecido para um ano de 2014 absolutamente arrebatador. Antes que se levantem dúvidas sobre a justiça desta eleição, aqui vão os dados mais relevantes que inviabilizaram os sonhos de Neuer e Messi.

Ronaldo ganhou a terceira Bota de Ouro da sua carreira, a segunda consecutiva, mercê dos 31 golos que apontou na Liga Espanhola 2013/14. Foi o melhor marcador da Liga dos Campeões da temporada passada, com 17 tiros certeiros, batendo o recorde de golos apontados numa fase final da maior competição europeia de clubes. Venceu a Liga dos Campeões pela segunda vez na sua carreira, em pleno Estádio da Luz, no passado mês de maio. Ainda no passado mês de dezembro, o astro português e o Real Madrid cumpriram a formalidade e conquistaram o Mundial de Clubes em Marrocos. Só nesta temporada, já marcou 33 golos em 28 jogos, e os números são ainda mais impressionantes se analisarmos apenas o campeonato espanhol: CR7 já apontou 26 golos em apenas 16 partidas! O único ponto fraco do seu ano civil foi o péssimo Mundial, onde não conseguiu destoar do nível apresentado pela equipa de todos nós.

Muita gente falou sobre esta disputa e algumas intervenções foram mesmo hilariantes, especialmente a de Michel Platini, que disse que o prémio de melhor jogador do Mundo devia ser para um jogador alemão porque a Alemanha venceu o Campeonato do Mundo realizado no Brasil. Contudo, Neuer, o candidato alemão presente nesta eleição, nem foi eleito o melhor jogador alemão do ano numa votação levada a cabo pela Federação Alemã de Futebol, que determinou para esse posto o médio do Real Madrid Toni Kroos. Curiosamente, Messi também não foi eleito o melhor jogador argentino do ano, perdendo essa distinção para Di María. Penso que estes dois factos apenas legitimam mais a eleição de Cristiano Ronaldo. Se os seus concorrentes nem sequer são eleitos os melhores do seu país, penso que também não era justo que fossem eleitos os melhores do mundo quando vemos as exibições de CR7. Cristiano Ronaldo foi inequivocamente o melhor futebolista mundial em 2014, e isso ficou devidamente registado nesta segunda feira na Suíça.

O menino formado no Nacional e no Sporting encheu mais uma vez de orgulho os portugueses, em especial os seus conterrâneos madeirenses e os adeptos sportinguistas, que, nas discussões com os rivais, têm sempre como uma das suas armas a formação. Ora, Cristiano Ronaldo é visto como o expoente máximo no mundo da qualidade da formação leonina. É certo que evoluiu muito no Manchester United devido à sua inesgotável capacidade de trabalho e ao dedo de Sir Alex Ferguson, mas a passagem por Alvalade deixou obviamente marcas muito positivas. Cristiano sempre retribuiu esse carinho aos “verde e brancos”, e ver Ronaldo a jogar pelo Sporting é um sonho que todos os sportinguistas desejam que se torne uma realidade, mesmo que seja em final de carreira. Fazendo as contas, é a quarta Bola de Ouro para jogadores formados no Sporting, juntando as três de CR7 à que foi conquistada por Luís Figo.

Fez-se justiça, e agora o internacional português está a apenas uma Bola de Ouro de empatar com o seu “eterno rival” argentino, Lionel Messi. Nesta disputa particular, penso que 2015 será mais um ano em que não haverá outro concorrente à altura destes dois deuses do futebol mundial. No ano que terminou, Neuer até poderia estar ao nível de Messi mas, ao nível de Ronaldo, não esteve ninguém. Cristiano Ronaldo foi mais uma vez eleito, com inteira justiça, Melhor Jogador do Mundo!

Foto de Capa: Facebook Oficial de Cristiano Ronaldo

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Apaixonado por futebol, antes dos livros da escola primária já lia jornais desportivos. Seja nas tardes intermináveis a jogar, nas horas passadas no FIFA ou a ver jogos, o futebol está sempre presente. Snooker, futsal e andebol são outras paixões. Em Portugal torce pelo Sporting; lá fora é o Barcelona que lhe enche as medidas. Também sonha ver o Farense de volta à primeira…                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.