Última horaTorreense ‘Til I Die On The Beach
Publicidade

Huddersfield Town AFC 0-1 Nottingham Forest FC: O fim de uma espera de 23 anos

Leonardo Pereira · 4 min

Nottingham Forest FC jogadores
Foto: Nottingham Forest FC

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: SOFRER ATÉ AO FIM PARA REGRESSAR AO ESCALÃO PRINCIPAL

Depois do Fulham e do Bournemouth confirmarem a subida à Premier League, restava preencher uma vaga que seria atingida pelo playoff. Huddersfield e Nottingham Forest defrontavam-se num jogo de nervos à flor da pele que ditava o retorno de uma das equipas ao principal escalão.

Uma entrada algo nervosa por ambas as equipas deu lugar a um grande jogo ao nível esperado. O primeiro lance perigoso surgia para os Tricky Trees fruto de uma bola parada onde Ryan Yates tirou tinta ao poste. Esse lance acabou por atribuir confiança ao Nottingham que assumiu o controlo, começando a construir lances perigosos. Destacavam-se Yates e Garner na equipa de Nottingham

Por vezes, os Terriers conseguiam avançar no terreno, muitas vezes pelos pés de Thomas, mas sem muito perigo, uma vez que a equipa da cidade de Nottingham conseguia cerrar os desenhos ofensivos.

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Depois de tantas ameaças, os Tricky Trees saltaram para a frente do marcador com um autogolo ao minuto quarenta e três, depois de um passe muito tenso de James Garner que acabou num alívio problemático de Levi Colwill que acabou dentro da própria baliza.

No segundo tempo, o Huddersfield entrava com outra atitude, mas o Nottingham não baixava a guarda e lutava pela vantagem para subir ao escalão principal vinte e três anos depois. Os azuis e brancos conseguiam já construir jogadas, mas linha defensiva vermelha continuava compacta e assertiva e era um obstáculo que parecia impossível ultrapassar pelos Terriers.

O Nottingham serenava o jogo e não parecia procurar o segundo golo e do outro lado, o Huddersfield crescia no terreno. A fase final do encontro era apenas do Huddersfield e o sofrimento era até ao último momento do jogo para os Tricky Trees.

Mas o resultado manteve-se até ao fim do encontro e o jogo terminou com a vitória do Nottingham Forest e com a subida à Premier League vinte e três anos depois.

 

A FIGURA

Ryan Yates – O médio do Nottingham Forest foi o destaque do encontro ao estar envolvido no golo e em mais momentos de perigo tal como o primeiro de bola parada. A linha do meio-campo esteve impecável com Yates em sintonia com Garner. Yates foi fundamental ofensiva e defensivamente a fazer com Garner uma linha compacta e difícil de passar.

 

O FORA DE JOGO

Levi Colwill – Os Terriers não entraram bem no jogo, a sofrer muito defensivamente e a não conseguir arranjar soluções fáceis para construir. Colwill sofre por ter marcado o autogolo que acabou por ditar a vitória e subida de divisão do adversário e também por estar presente na linha defensiva que foi muitas vezes ferida.

 

ANÁLISE TÁTICA – HUDDERSFIELD TOWN AFC

Carlos Corberán entrou em campo com o sistema 3-4-3, procurando um jogo dinâmico. Pipa e Toffolo surgiam como alas e desciam nos momentos defensivos.  Thomas surgia como desequilibrador da linha defensiva do Nottingham mas tinha uma inquebrável linha defensiva pela frente. Os Terriers não entraram bem no jogo e penaram por isso. Não conseguiram dominar o meio campo e apenas apareceram no jogo nos momentos finais.  O técnico espanhol não perdeu tempo em tentar mudar o rumo do jogo e fazia alterações. A penetração da linha defensiva dos Tricky Trees não era fácil e a opção acabou por ser até a saída do melhor marcador Danny Ward.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lee Nicholls (7)

Harry Toffolo (5)

Naby Sarr (5)

Levi Colwill (5)

Tomy Lees (6)

Jonathan Hogg (5)

Lewis O´Brien (6)

Pipa (6)

Sorba Thomas (7)

Danny Ward (7)

Danel Sinani (5)

SUBS UTILIZADOS

John Surrell (6)

Rhodes (6)

Holmes (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – NOTTINGHAM FOREST FC

Com vista no retorno à Premier League vinte e três anos depois, o técnico galês Steve Cooper apostou no familiarizado sistema tático 3-4-3 com os alas Spence e Colback a descer nos momentos defensivos. O dinamismo deste sistema tático permitiu por um lado, assumir o controlo do jogo e por outro lado, ter um bom jogo defensivo. Os três homens do meio campo estiveram em sintonia com a linha defensiva e com a linha atacante, proporcionando linhas muito juntas durante o jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Brice Samba (7)

Djed Spence (8)

Joe Worrall

Colback (7)

Cook (7)

Ryan Yates (9)

James Garner (8)

Philip Zinckernagel (8)

Keinan Davies (7)

SUBS UTILIZADOS

Sam Surridge (6)

Max Lowe (7)

Ethan Horvath (-)

Leonardo Pereira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.