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Rangers FC 1-2 Celtic FC: Acreditar não basta e católicos “protestaram”

A CRÓNICA: VITÓRIA VERDE E BRANCA EM PARTIDA ELETRIZANTE

Na religião do futebol, os clássicos são um dos principais mandamentos. Então imaginem quando o título está praticamente em jogo. A três pontos de diferença, o Rangers FC recebeu o seu velho rival Celtic FC na penúltima jornada da fase regular da Liga Escocesa. Correção: seis pontos agora.

Haveria melhor forma de começar? Duvido. A intensidade de jogo foi idêntica ao ambiente do estádio: uma loucura. Em apenas seis minutos, já tínhamos dois golos (um de cada lado). O Rangers abriu as portas da emoção com um tiro de Aaron Ramsey (1-0) e o Celtic respondeu logo com golo de Tom Rogic, em recarga ao remate de Hatate (1-1).

Entre Protestantes e Católicos, foi uma guerra muito bem repartida com ligeira superioridade verde e branca até ao intervalo. Havia fé e quando há fé, há golo. Após uma confusão na grande área, o central Cameron Carter-Vickers gira e de pé esquerdo concretiza a reviravolta do Celtic (1-2, aos 42´).

Na segunda parte, prosseguia o mesmo cenário: jogo equilibrado, intenso e algo partido onde a fadiga já entrava no 11 inicial do Celtic (daí as substituições prematuras). Por conseguinte, a equipa de Glasgow crescia na partida e sufocava cada vez mais o adversário. Sentia-se então o desespero pelo golo, onde a muralha defensiva adversária e Joe Hart eram os guardiões de um Inferno iminente. Contudo, não se limitaram a defender: ainda dispuseram de uma grande oportunidade que poderia ter sentenciado o resultado.

O tempo chegou ao fim e o Rangers perdeu em casa contra o Celtic por 1-2, ficando agora a seis pontos dos rivais.

 

A FIGURA

Cameron Carter-Vickers (Celtic FC) – Marcou o golo da reviravolta e foi indispensável no capítulo defensivo da equipa: sete duelos aéreos ganhos, nove despachos de bola e três interceções. Juntamente com Carl Starfelt, liderou a proteção da baliza, ajudando a vencer.

 

O FORA DE JOGO

Fragilidades no processo ofensivo do Rangers FC – No geral, dispuseram de mais bola e remates (16). No entanto, não foram capazes de marcar e vencer a partida – muito devido às dificuldades na ligação entre setores e na construção, sobretudo o último passe para a criação de oportunidades mais flagrantes. Sem golos, não há felicidade.

 

ANÁLISE TÁTICA – RANGERS FC

Na 270ª edição do derby “Old Firm”, o Rangers perfilou-se em 4-2-3-1 contra o Celtic. Observámos uma entrada sufocante com uma boa pressão que se traduziu em golo inicial – acalmaram e dividiram a partida na restante parte. Já no segundo tempo, regressaram a esse espírito e encostaram o adversário às cordas, apesar das evidentes dificuldades na ligação entre setores e construção no último terço. Faltou alguém que dirigisse as operações e, consequentemente, faltou o golo. Acreditar não basta.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Allan McGregor (6)

Calvin Bassey (7)

Leon Balogun (6)

Connor Goldson (7)

James Tavernier (6)

Ryan Jack (5)

John Lundstram (6)

Ryan Kent (7)

Aaron Ramsey (7)

Joe Aribo (5)

Kemar Roofe (5)

SUBS UTILIZADOS

Scott Arfield (6)

Fashion Sakala (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – CELTIC FC

Alinhados em 4-3-3, a estratégia verde e branca reinou em Glasgow. Depois de um aperto inicial, conseguiram impor o seu jogo: pressão alta de modo a condicionar a primeira fase de construção do Rangers e forçar o erro; transição ofensiva em poucos toques e pensamento defensivo de toda a equipa na procura de ganhar os inúmeros duelos físicos. Viu-se algumas vezes Jota em constante rotação de posições (entre extremo-direito e esquerdo).

Na segunda parte, dada a vantagem, entregaram a posse ao adversário e retraíram-se cada vez mais em bloco baixo com o intuito de fechar os espaços e controlar a largura. Ainda assim, saíram algumas vezes em contragolpe.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Joe Hart (7)

Greg Taylor (4)

Carl Starfelt (7)

Cameron Carter-Vickers (8)

Josip Juranovic (6)

Reo Hatate (5)

Callum McGregor (6)

Tom Rogic (7)

Daizen Maeda (6)

Giorgos Giakoumakis (6)

Jota (6)

SUBS UTILIZADOS

Matt O´Riley (6)

Nir Bitton (7)

Anthony Ralston (6)

David Turnbull (6)

Liel Abada (5)

Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 16 de Portugal. Atualmente, o Diogo está na Universidade Católica a estudar Comunicação Social com o objetivo de seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 16 de Portugal. Atualmente, o Diogo está na Universidade Católica a estudar Comunicação Social com o objetivo de seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

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