Superliga Europeia | A competição que (quase) ninguém quer

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TUDO GIRA À VOLTA DO DINHEIRO

Passemos, então, à génese desta Superliga: o dinheiro (diz-se por aí que é uma palavra feia). Reunir os maiores e os melhores na mesma competição dá muito dinheiro. Os números avançados pela imprensa dão conta de um investimento “à cabeça” de cinco mil milhões de euros. Até 350 milhões só pela participação. O prémio para o vencedor da prova seria de mil milhões de euros. Por comparação, o Liverpool arrecadou 111 milhões com a vitória na Liga dos Campeões em 2019.

Entre direitos televisivos, direitos de imagem e publicidade, os promotores desta iniciativa teriam o monopólio de uma das indústrias que mais dinheiro move no mundo. Lucros que chegariam e sobrariam para proveito próprio e para distribuir por clubes e jogadores.

Para já, são 12 clubes que estarão interessados em avançar com esta ideia. De Inglaterra,  Arsenal FC, Manchester United FC, Liverpool FC, Manchester City FC, Chelsea FC e Tottenham Hotspur. De Espanha, FC Barcelona, Real Madrid CF e Club Atlético de Madrid. De Itália, FC Internazionale Milano, AC Milan e Juventus FC. Espera-se que venham a ser 15 clubes “fixos” (os fundadores) e cinco convidados.

Clubes que, hoje, são multimilionários, autênticas máquinas de fazer dinheiro. Mas que têm origens humildes. Alguns fundados por trabalhadores fabris, outros criados em bairros pobres. Clubes que, hoje, são geridos por investidores que pouco ou nada têm a ver com a sua história. Mas que têm milhares de adeptos, famílias inteiras, que há várias gerações apoiam o mesmo clube independentemente dos resultados (perguntem-lhes se concordam com esta ideia megalómana). Clubes que estão dispostos a negar a sua própria história e a virar as costas aos seus adeptos mais fiéis, em troca dos interesses financeiros dos seus donos.

Ainda dizem os organizadores que a Superliga seria disputada a meio da semana e que é compatível com os campeonatos nacionais. Mas como pode ser compatível se os 15 ou 20 clubes, que já são mais ricos que os outros, vão passar a ganhar ainda mais dinheiro? Como é que um clube espanhol de meio da tabela vai fazer frente a um Real Madrid que ganhou mil milhões de euros só em prize money? Tal sugestão nada mais é que uma forma dissimulada de garantir que as competições internas perderiam competitividade e o interesse do público.

Vasco Borges
Vasco Borgeshttp://www.bolanarede.pt
Frequentador de estádios e consumidor de bifanas desde os 5, aprendeu cedo que é melhor a ver do que a jogar futebol. Aos 22, estuda Jornalismo e vai escrevendo sobre os jogos que valem o preço do bilhete e as estórias que só se ouvem no bar, ao intervalo.                                                                                                                                                 O Vasco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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