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Fernando Santos acerta na equação

Nada percebo de tática como o Fernando Santos, pouco percebo de Futebol. Mas amo-o muito.

Talvez tenha estado a sonhar durante 90 minutos, bem esticadinha no sofá, ao balanço de três ou quatro médias, depois de 11 horas de trabalho.  Mas acho que não.

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Não digo que tenhamos andado durante os últimos 90 e tal jogos, ao comando de Fernando Santos, sempre a “patinar na maionese”. Sinceramente, acho que não.

O que venho aqui dizer é que, simplesmente, o selecionador engenheiro chegou ao 11 certo, no sítio certo. Amém.

A qualidade dos atuais “magriços” é, desde há muito tempo, inegável, e talvez por isso, enquanto adeptos, nos tenha custado ver tantas exibições aquém das expectativas.

Contudo, convenhamos que não é fácil juntar um plantel, muito menos com o pouco tempo que os selecionadores têm para isso.

E o que tem Fernando Santos?

Fernando Santos tem tudo. Patrício, a segurança do primeiro guarda-redes português a atingir as 100 internacionalizações.

À sua frente, uma muralha de luxo: a juventude das laterais!

Com uma boa degustação de vinho no eixo central, forma um equilíbrio de tal forma sóbrio que nos faz acreditar que, para eles, defender é estar proibido de aproveitar a adrenalina linda das montanhas russas.

Que temporização incrível, meus senhores!

Não fosse isto ótimo por si só, todos têm, à sua maneira, um papel preponderante na saída para o ataque.

Como já vem sendo hábito referir, está bem claro que, hoje em dia, um bom defesa não está em campo apenas para defender.

Os nossos patrões da retaguarda colocam a “redondinha” exatamente onde querem e as bolas longas a abrir linhas são precisamente o tipo de momento que mais desejamos ver em repetição.

Além disso, o poder de explosão e a visão que vemos nas alas são de comer e chorar por mais. A velocidade da objetividade no passe de Nuno Mendes, surreal.

(Também gosto muito de ti e dos teus pontapés “canhão”, meu Super Guerreiro!)

Dali para a frente, é outro “fartote”. Como bem sabemos, há de tudo. Coube a Fernando Santos confirmar que, definitivamente, são estes os 11 que jogam melhor juntos.


Ronaldo é Ronaldo. Ponto.

Palhinha é o pulmão, a raça. E volta e meia ainda saca um golo “malandreco” da cartola.

Bruno Fernandes é o cérebro all around com pés de veludo.

Bernardo Silva é o brincalhão com a técnica e corda todas. Sempre o foi. E o momento de forma incrível pelo qual está a passar não tem passado despercebido a ninguém.

João Moutinho aparenta conseguir comandar “em silêncio” e ostenta ser o único futebolista à face da terra capaz de cruzar em arco daquela maneira.

Pelo menos até aparecer Rúben Neves. Que bola foi aquela?!

André Silva é o que vai buscar par a qualquer lado e, além disso, sabe bem onde estar quando “as meninas” querem repetir a dança.

E para ainda apanhar as canas da festa, duas questões-chave.

Primeiro, as posições e as movimentações parecem definidas a 100%. Todos sabem onde estar, quando estar.

E todos estão disponíveis para relembrar o companheiro caso ele, por momentos, se esqueça.

A pressão alta, por ser tão inteligente no posicionamento e, consequentemente, forte na antecipação, pareceu não cansar nem um alentejano.

O terceiro homem estava sempre pronto para criar o “triângulo da morte”.

Além de tudo isto? Oh. O banco é de luxo, malta. E os “meninos” das seleções mais jovens, idem.

Não, não jogámos contra nenhuma seleção de luxo. Não posso, no entanto, deixar de ficar entusiasmada com o que vi. Porque não foram os cinco golos que me animaram verdadeiramente. Foi a exibição.

Otimista e sonhadora? Sou sim, obrigada. Vamos juntos, vamos todos, e venham muitas mais assim!

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