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    Sub 21: Alemanha 0-1 Portugal: Sob a batuta do mestre Bruno

    Cabeçalho Seleção Nacional

    Portugal venceu esta tarde a Alemanha por 1-0, em mais um encontro de preparação para o Europeu de Sub 21. Num encontro onde Portugal foi sempre superior taticamente à seleção alemã, Portugal conseguiu um merecido triunfo, materializado com um golo fantástico de Bruno Fernandes.

    Rui Jorge apostou num onze com várias alterações em relação ao particular da semana passada, frente à Noruega. Apenas se manteve o quarteto defensivo composto por Fernando Fonseca e Kevin Rodrigues nas laterais, com Edgar Ié e Ruben Semedo no centro. Joel Pereira foi o guarda redes, relegando Miguel Silva para o banco de suplentes. Ruben Neves, Bruno Fernandes e João Carvalho formaram o meio campo, numa estrutura mais semelhante àquela que é mais utilizada pelo selecionador. No ataque, Daniel Podence iniciou o encontro, no apoio aos dois avançados mais móveis, Carlos Mané e Diogo Jota. A equipa alemã també tinha alguns elementos conhecidos do panorama do futebol mundial, como Matthias Ginter, central do Borussia Dortmund, Leon Goretzka e Max Meyer, ambos atletas do Schalke 04, ou Davie Selke, que nos marcou um golo no verão passado, no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos.

    O encontro tinha ainda outro aperitivo: nos últimos dois encontros entre Portugal e Alemanha em que a nossa seleção foi orientada por Rui Jorge, tivemos resultados bem distintos. Em junho de 2015, nas meias finais do Europeu Sub 21, Portugal goleou a Alemanha por 5-0, enquanto no verão passado a Alemanha goleou Portugal por 4-0 nos quartos de final dos Jogos Olímpicos.

    A partida começou equilibrada, com Toljan e Bruno Fernandes a terem remates ameaçadores para as balizas de Joel Pereira e Vlachodimos, respetivamente. O meio campo de Portugal, dotado de enorme qualidade técnica, estava a ter alguma dificuldade perante o musculado conjunto germânico, que tinha no seu capitão, o jogador do Wolfsburgo Max Arnold, um dos maiores dínamos. Depois de mais uma ameaça de Goretzka, Portugal esteve perto do golo num lance de transição rápida, com um remate perigoso de Diogo Jota a passe de Podence. O jogo continuou sempre na mesma toada, até que a nossa seleção teve um momento genial num lance de “laboratório”. Após um canto batido do lado esquerdo por João Carvalho, Bruno Fernandes rematou de primeira, de fora da área e sem deixar a bola tocar o chão antes de rematar sem hipóteses de defesa para Vlachodimos. Foi um golo absolutamente espetacular do médio da Sampdoria, capitão da nossa seleção de esperanças.

    Sempre que apostava na transição rápida, Portugal conseguia criar perigo à seleção alemã, principalmente devido à ação de Bruno Fernandes e João Carvalho. Apesar dos germânicos terem mais posse de bola, nunca foram capazes de dominar o encontro, tendo encontrado sempre pela frente uma turma portuguesa muito equilibrada e serena, que já equilibrava os índices estatísticos no final da primeira metade. Até ao intervalo, houve mais oportunidades para ambas as equipas. Carlos Mané e Diogo Jota viram Vlachodimos negar-lhes o golo com ótimas defesas. Do lado contrário, Kempf, Meyer e o perigoso Selke ainda ameaçaram a baliza de Joel Pereira, mas o guardião português esteve sempre atento e a seleção lusa conseguiu chegar em vantagem ao intervalo.

    No intervalo, Rui Jorge colocou em campo Rony Lopes e Ricardo Horta para os lugares de Diogo Jota e Carlos Mané. A Alemanha fez mais alterações no reatamento do encontro. Os alemães começaram melhor a segunda metade, mas a melhor oportunidade do primeiro quarto de hora foi de Portugal. Daniel Podence roubou uma bola no meio campo e levou-a até dentro da área onde, perante Vlachodimos, rematou ao lado. Pouco depois, Francisco Ramos e Gonçalo Paciência renderam Podence e João Carvalho, com Portugal a mudar o seu figurino, passando a ter uma referência mais posicional na frente de ataque. Contudo, o jogo estava muito mais morno do que nos primeiros 45 minutos. Nessa altura, saíram também os dois principais motores do jogo alemão, Max Meyer e Maximilian Arnold, tornando a seleção germânica mais lenta e mais previsível no seu jogo ofensivo. Para os seus lugares entraram Levin Oztünali e Hany Mukhtar, um jovem que ainda tem contrato com o Benfica e está emprestado ao Brondby.

    Até ao fim, os alemães tentaram empatar (destaque para um cabeceamento bastante perigoso de Philipp a dois minutos dos noventa), enquanto Portugal criou sempre algum perigo através de ataques rápidos. Contudo, o resultado não se alterou. Portugal teve mais uma excelente vitória na preparação para o Europeu da Polónia. A seleção comandada por Rui Jorge não perde desde 2011 e, a avaliar pelos desempenhos recentes, parece que esse mau resultado ainda não está próximo. Continua a ser espantoso o trabalho de Rui Jorge e a qualidade dos jogadores que vão aparecendo, como o exemplo mais recente do lateral esquerdo Kevin Rodrigues, que se estreou nesta dupla jornada. Assim iremos longe!

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    Diogo Janeiro Oliveira
    Diogo Janeiro Oliveira
    Apaixonado por futebol, antes dos livros da escola primária já lia jornais desportivos. Seja nas tardes intermináveis a jogar, nas horas passadas no FIFA ou a ver jogos, o futebol está sempre presente. Snooker, futsal e andebol são outras paixões. Em Portugal torce pelo Sporting; lá fora é o Barcelona que lhe enche as medidas. Também sonha ver o Farense de volta à primeira…                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
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