Durante o sonho olímpico, uns adormeceram e outros acordaram…

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Argentina! Aquela que se pensava ser a dor de cabeça de outros candidatos ao ouro olímpico foi a maior decepção deste torneio. A albiceleste decidiu não apostar tanto no elenco como o Brasil, ainda assim reservou algumas dúvidas para aquela que se diz ser o futuro do futebol Argentino! Na minha opinião, melhores jogadores não foram convocados, à imagem do que aconteceu com a maior parte das seleções presentes nas olimpíadas. A derrota com as Honduras deixou todo os argentinos frustrados, desde os próprios jogadores às figuras emblemáticas do futebol Argentino. No entanto, cedo se percebeu que a Argentina não tinha futebol para as quartas-de-final da competição. É só ver os jogos com a Argélia e as Honduras. A menos que estivessem num grupo com outras equipas de pijama e travesseiro debaixo do braço, como os casos da: Suécia; África do Sul; e o “bombo da festa” Fiji.

Por fim, as únicas equipas que naturalmente também sonham com as medalhas olímpicas, mas a seriedade e a leveza com que abordaram todos os jogos fazem passar despercebido os momentos em que estão acordados e adormecidos são Républica da Coreia, Portugal e Honduras. O foco no apuramente foi bem evidente nesta fase de grupos.

República da Coreia foi a equipa que mais me surpreendeu em termos de futebol jogado. Eles jogam bem. São rápidos, inteligentes, bem posicionados defensivamente e com excelente dinâmica ofensiva. E mostraram isso com clareza frente ao atual campeão Olímpico e à sempre temível Alemanha. Até no jogo com Fiji marcaram 8 golos, mas poderiam ter sido uns 14 se não fosse o guarda-redes adversário. A frente de ataque da Coreia com o Son Heung-min (7), Hwang Hee-Chan (11), Ryu Seung-woo (10), Kwon Chang-Hoon (16) e Suk Hyun-jun (9) é desequilibradora e bem entrosada. Penso que as Honduras não são obstáculo à altura dos Coeranos e o Brasil será a prova de fogo para a afirmação desta nação asiática. Se não acusarem a pressão talvez conseguirão pelo menos repetir a medalha de bronze de 2012 em Londres.

Fonte: Seleções de Portugal
Contra todas as expectativas, Portugal passou em primeiro
Fonte: Seleções de Portugal

Portugal passeou de pantufas nos ‘gramados’ brasileiros, mas nem por isso se deitou na caminha. Bem pelo contrário, passeou classe e adormeceu os adversários como num conto de fadas. Sem se sobrepôr, mas também sem se amedrontar, falou de fininho e apresentou um jogo inteligente, consistente e competitivo. Recebeu elogios da candidata Argentina, da crítica brasileira, mas ainda assim não se enfeitiçou com os elogios e se manteve acordado. Alternou entre o fato e gravata com o fato de macaco e embora não tenha contado com mais de 20 das primeiras escolhas, não se escondeu, assumiu as despesas dos jogos, a ambição dos objetivos e reconheceu que qualidade de jogo não depende do nome nas camisolas. Portugal vale pelo coletivo, por isso não destaco nenhuma individualidade. Aqui falam muito do Paciência, mas é para quem não conhece a qualidade dos jogadores portugueses. Portugal se quer chegar na final terá desafios de fogo, mas é assim que se testa a fibra de um campeão e se chegar terá tudo para vencer. Pois, quem vence Argentina, Alemanha e possivelmente Nigéria tem legitimidade para vencer até o Brasil na final!

Honduras é até ao momento a equipa sensação da prova. Depois de ter garantido a vaga na próxima fase, foi quem eliminou a Argentina. Certo que o futebol não é o desporto rei nas Honduras, o que engrandece ainda mais o feito, mas diga-se de passagem mereceram. Deram trabalho a Portugal, venceram a Argélia marcando três golos e foram superiores à Argentina pois nunca poderiam jogar de igual para igual, mas apresentaram-se com humildade e com um jogo sólido defensivamente e objetivo em termos de ataque. Sabia que o empate chegava, mas abordaram o jogo com a mentalidade de marcar golos. Por exemplo, ao contrário da Dinamarca com o Brasil. Quando se subestimam adversários dá nisto! Choco Lozano tem brilhado nesta competição.

A chama olímpica continua acessa. Oito equipas continuam no sonho olímpico, mas depois de dia 13 só quatro continuarão a sonhar! Resta saber quem se manterá acordado e quem decidirá adormecer…

Paulo Sousa
Paulo Sousahttp://www.bolanarede.pt
Um português residente no Brasil. Vive com intensidade e aprendeu a não ter medo de escolher. Ama e trabalha com o Futebol, que colide com alguns dos seus valores morais. Futebolísticamente interessa-se por assuntos polémicos e desmistificar ideias não sustentadas em fatos. Inconformado, contagia-se pelos porquês que o levam a amadurecer.                                                                                                                                                 O Paulo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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