Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

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William Carvalho: Fluidez.

Descrever William Carvalho pode ser, simultaneamente, descrever a diferença entre um trinco e um médio defensivo.

É certo que a principal função de um “6” será sempre defender, mas é impossível desvalorizar a importância do médio do Sporting na manobra ofensiva da Seleção Nacional.

Com uma cultura tática e uma inteligência muito acima da média, atributos que também contribuem para a sua eficácia no posicionamento defensivo, William garante, desde logo, muita qualidade na construção e saída de bola, algo que levou a que ganhasse o lugar a Danilo no Euro 2016.

Com William Carvalho em campo, Portugal ganha outra capacidade de circulação, conseguindo controlar a partida de uma forma eficaz. Apesar de não ser um jogador rápido, o médio dos leões imprime muita velocidade no jogo, pela qualidade que garante na posse desde a primeira fase de construção.

No processo defensivo, a sua falta de velocidade e agressividade é compensada pela forma inteligente como se posiciona, não precisando de grandes correrias para roubar a bola.

Um verdadeiro gentleman do futebol que faz o jogo de Portugal fluir.