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Chegado o tão aguardado dia da final, só faltava saber quem iria erguer a taça no final do dia. De um lado, a seleção vencedora do grupo A, a Espanha, que conseguiu resultados e exibições convincentes durante a competição, apesar da derrota na primeira jornada com a anfitriã Itália, por 3-1, não foi por isso que os espanhóis se deixaram ir abaixo.

Na segunda jornada venceram por 2-1 a Bélgica e na última jornada derrotaram a Polónia por uns expressivos 5-0. Nas meias finais, após terem começado a perder com a França, viraram o jogo e venceram por 4-1 a formação gaulesa.

Do outro lado, a seleção da Alemanha, que foi a vencedora do grupo B. Venceu por 3-1 a Dinamarca, ganhou por 6-1 à Sérvia e empatou na última jornada com a Áustria a uma bola. Nas meias-finais ganharam por 4-2 à Roménia, já nos últimos momentos da partida.

Relativamente às equipas iniciais, o treinador espanhol não fez qualquer alteração em relação ao onze que goleou a França, já o treinador alemão, fez duas mexidas, colocando Henrichs e Serdar a titulares.

No estádio da Udinese, em Itália, as equipas entraram com um jogo pausado, com as movimentações e com os passes muito controlados, não dando grande espaços para a criação de oportunidades, no entanto, a Espanha foi a seleção que mais bola teve nos primeiros minutos.

Aos 8 minutos, no primeiro remate à baliza, Fabián Ruiz atirou de longe, com a bola a parar apenas no fundo das redes de Nubel. O número seis que joga no Nápoles teve espaço e acabou por aproveitar da melhor forma para colocar a Espanha na frente.

Nos primeiros 25 minutos o jogo era controlado pela Espanha, visto que os jogadores alemães nem sequer conseguiam tocar na bola. A Espanha chegou a ter mais de 70% de posse de bola nos primeiros quinze minutos! Depois com o decorrer da primeira parte a seleção alemã equilibrou os números.

A Alemanha nunca criou verdadeiro perigo porque as suas investidas ou eram travadas pelos defesas ou os remates iam para fora.  Em toda a primeira parte só vimos um remate à baliza e deu golo!

O jogo esteve sempre muito tático, com alguns toques de classe por parte de alguns jogadores espanhóis, especialmente: Dani Ceballos, Ruiz e Olmo. Estes três no primeiro tempo foram dos homens mais ativos, sendo que grande parte do jogo espanhol era efetuado pelo corredor direito.

Aos 34 minutos, o árbitro recorreu ao VAR, após uma entrada duríssima de Vallejo, com o intuito de perceber se era entrada para vermelho. O árbitro apenas mostrou a cartolina amarela.

Com o apito para o intervalo a chegar, a seleção da Alemanha tinha que voltar com outras ambições, para tentar igualar a partida. A Espanha pareceu desacelerar nos últimos minutos e por esta altura era uma incógnita o estilo de jogo que ia adotar na segunda metade. Podia-se dizer que estava um jogo muito tático e sem oportunidades.

Um tiro do meio da rua de Ruiz, fazia o resultado ao intervalo                                                          Fonte: UEFA

Com o início do segundo tempo, a Alemanha entrou bem melhor, comparativamente à primeira parte, o jogo esteve mais equilibrado e finalmente vimos a seleção germânica a conseguir rematar à baliza de Sivera. Através do engenho de Dahoud e Waldschmidt, a bola circulou de forma mais fluída do lado alemão. A Espanha entrou no jogo, sem se preocupar muito em chegar à área adversária, tanto que o treinador até acabou por tirar o ponta de lança (Oyarzabal) e colocou um médio no seu lugar (Soler).

A Alemanha apoderou-se do jogo e era a seleção com mais posse de bola, precisamente na altura da melhor fase dos germânicos é quando chega o segundo golo da Espanha. Jogada conduzida por Ceballos, a bola a ser entregue a Ruiz, que remata de longe à baliza, o guarda-redes defende para a frente e Dani Olmo a aparecer com um remate picado na cara do guardião, aumentando assim a vantagem.

Aos 76 minutos, Fabian Ruiz dentro da grande área, depois de um grande passe, o seu remate a sair um pouco ao lado do poste esquerdo da Alemanha. Era um golo que punha um ponto final na questão.

Com 81 minutos de jogo, Dani Olmo a fazer um passe na esquerda, a bola a chegar a Carlos Soler e este a fazer a bola embater com estrondo na barra. Tanto Soler como Mayoral a entrarem bem no jogo, acrescentando variabilidade no jogo espanhol.

O ponta de lança da Alemanha, que tinha marcado em todos os jogos deste Europeu, a ficar muito perto de marcar também na final. Fez um remate que saiu ligeiramente ao lado do poste esquerdo da baliza espanhola, isto quando faltavam sete minutos para o fim dos 90 minutos. Waldschmidt se marcasse um golo na final batia o recorde individual de golos na fase final da competição, atingindo uns incríveis oito golos.

Aos 88 minutos, um remate de Amiri do meio da rua, com a bola a bater na cabeça de Vallejo, acabou por trair o guarda-redes Sivera e ainda deixava alguma esperança nos adeptos alemães, estava assim feito o 2-1.

Depois disto, a Espanha procurou controlar o jogo, impondo o seu ritmo mais pausado, sem perder a posse de bola, até ao final da partida.

A Espanha acabou por ser a melhor equipa nos 90 minutos, os seus jogadores apresentaram mais qualidade na troca de bola e pormenores com grande qualidade. Ceballos, Olmo e Ruiz foram peças vitais na caminhada deste Europeu. Com as substituições, o futebol continuou a fluir com extrema qualidade, muito devido à qualidade do plantel espanhol, visto que muitos dos suplentes atuam em grandes equipas da Europa e se não há um certo jogador, sabem que têm garantias no banco.

Está assegurado o futuro da seleção espanhola, com estes jovens talentos, que já jogam muito à bola! A vingança foi feita por parte da Espanha, já que no ano de 2017, a Alemanha tinha derrotado na final do Europeu a seleção espanhola por 1-0.

Na Alemanha, Dahoud foi o melhor da sua equipa, foi ele quem tentava impor o ritmo de jogo e proporcionar transições de qualidade, no entanto, não foi dos seus melhores dias.

O melhor jogador do torneio foi Fabian Ruíz, após ter-se apresentado a um nível elevadíssimo durante toda a competição.

Com o fim desta competição de esperanças e até ao começo da nova temporada de clubes, pode fazer as suas previsões através do site de prognósticos e apostas desportivas SportyTrader, que acompanha, por exemplo, a apaixonante Copa América ou o Mundial Feminino.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

ALEMANHA: Nubel; Baumgartl, Tah, Heirichs e Klostermann; Eggestein (sub. Nmecha, 80´), Dahoud e Serdar (sub. Neuhaus, 61´); Amiri, Oztunali (sub. Richter, 72´)e Waldschmidt;

ESPANHA: Sivera; Vallejo, Nunez, Aguirregabiria e Junior; Ruiz (sub. Merino, 78´), Roca, Fornals ( sub. Mayoral, 72´), Olmo e Ceballos; Oyarzabal (sub. C.Soler, 55´)

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O André é licenciado em Marketing e Publicidade e um fã incondicional de ciclismo. Começou desde pequeno a ter uma paixão pelo desporto, através do futebol. Chegava a saber os plantéis de todas as equipas da Primeira Liga! Com o tempo, abriu-se o horizonte e o interesse para outros desportos, como o Ciclismo, o Futsal e, mais recentemente, a NBA. Diz que no Ciclismo existem valores e táticas que mais nenhum desporto possui e ambiciona um dia ter a oportunidade de assistir ao vivo a um evento deste calibre.                                                                                                                                                 O André escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.