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Deus quis, o homem sonhou e a obra nasceu. Fernando Santos, crente, em Deus e nos seus jogadores, pediu para sonhar, e viu os seus pedidos serem escutados. Fê-lo. Anunciou-o aos portugueses, como que os convidando a entrar no seu sonho.

“Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.

Senhor, falta cumprir-se Portugal”

A obra nasceu. Não encantou, no início. Era uma geringonça que muitos não entendiam em campo e que até nojo chegou a meter de tão informe que parecia ser. Mas, a pouco e pouco, com sorte e a falta dela, foi sendo lapidada até ficar concluída como uma das mais belas obras do futebol português, com a chegada à final. Faltava ser a mais bela. Faltava cumprir-se o sonho. Faltava cumprir-se Portugal.

A taça é nossa! Fonte: UEFA
A taça é nossa! Obrigado, mister
Fonte: UEFA

E cumpriu-se Portugal. Aí está a primeira conquista sénior de um país que tanto futebol deu ao mundo, mas que pouco teve em troca. A recompensa merecida, na bola de Éder (que passou a ser só dele), conduzida até à entrada da àrea pelo rapaz formado na Adémia (a menos de um par de quilómetros de onde esta crónica está a ser escrita) antes de desferir um portentoso remate para o fundo das redes de Lloris.

Um pontapé de raiva, que deu sentido ao sofrimento de nomes como os de Figo, Vitor Baía, João Vieira Pinto, Rui Costa, Nuno Gomes, Pauleta, Paulo Sousa ou… Cristiano Ronaldo.

Um pontapé que entrou na esfera do paranormal e que fez sorrir Eusébio, Coluna, Bento e tantos outros.

Um pontapé que matou a besta das eliminações com franceses após prolongamentos (Euro 1984 e 2000 vêm à memória), que caçou o trauma, que há tanto tempo nos apoquentava.

Obrigado!

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