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Portugal entrou para a partida frente ao Irão, a saber que apenas a vitória interessava às nossas cores. Depois da derrota frente à Zâmbia e do empate frente à Costa Rica, os jogadores nacionais tinham de conseguir algo que não tinham alcançado nesta competição: uma vitória.

Emílio Peixe voltou a fazer várias alterações na equipa inicial. Na defesa, Rúben Dias, expulso na partida anterior, foi substituído por Ferro. No meio campo, Florentino Luís voltou à titularidade e Pedro Delgado estreou-se finalmente, depois de não ter sido opção em nenhum dos outros dois jogos. No ataque, José Gomes e André Ribeiro voltaram à titularidade, depois de terem sido rendidos por Xande Silva e Hélder Ferreira no encontro frente à Costa Rica.

Portugal teve uma grande oportunidade no primeiro lance do encontro. Diogo Gonçalves, com um pormenor de grande qualidade, isolou José Gomes na cara de Adeli, mas o avançado foi displicente e rematou contra o guarda redes. Depois deste falhanço incrível do jovem avançado do Benfica, o Irão respondeu de forma dupla e atingindo o objetivo. Num lance em que fez uma diagonal da esquerda para a área, Reza Jafari obrigou Diogo Costa a uma grande defesa para canto. Na marcação da bola parada, o Irão marcou. Reza Shekari aproveitou a passividade do central, que não saltou, e desfeiteou Diogo Costa. Portugal via-se assim a perder e obrigado a dar uma resposta rápida. Pedro Delgado e Diogo Gonçalves eram os homens mais ativos na tentativa de levar Portugal para a frente e organizar o nosso jogo ofensivo.

José Gomes falhou duas oportunidades flagrantes neste encontro Fonte: FIFA
José Gomes falhou duas oportunidades flagrantes neste encontro
Fonte: FIFA

A seleção iraniana estava a ser inteligente na tentativa de retirar a posse de bola aos portugueses e na gestão do tempo de jogo, tentando enervar a seleção nacional que até estava a jogar bem nos primeiros vinte minutos. Logo aos 26 minutos, Emílio Peixe colocou Bruno Xadas e retirou Miguel Luís do jogo. Até ao final da primeira parte, os nossos jogadores tentaram chegar ao empate, maioritariamente através de jogadas individuais, mas sem nunca conseguir jogar efetivamente em equipa. O encontro chegou ao intervalo com uma desvantagem injusta, mas que traduzia a fragilidade defensiva da nossa equipa e a incapacidade dos nossos jogadores formarem uma equipa compacta.

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No início da segunda metade, Portugal voltou a ter uma oportunidade flagrante. Diogo Dalot, um dos melhores jogadores que temos (que qualidade tem este jogador do FC Porto!), subiu à área adversária e rematou para uma grande defesa de Adeli. Na recarga, Xadas, totalmente livre de marcação e em ótima posição para marcar, precipitou-se e rematou a bola, pareceu-me, para fora do estádio. Pouco depois, Diogo Gonçalves (outro dos melhores jogadores da equipa das quinas) rematou à figura de Adeli. Peixe não mexeu ao intervalo mas, logo aos 49 minutos, retirou o central Ferro e colocou Hélder Ferreira em campo. Florentino Luís recuou para central, Pedro Delgado, que começou o encontro como médio mais ofensivo, passou para médio mais defensivo, e Portugal começou a jogar com José Gomes e André Ribeiro em dupla no centro do ataque, com Diogo Gonçalves e Hélder Ferreira nas alas.

Aos 54 minutos, Diogo Gonçalves tirou um coleho da cartola. Na sequência de um pontapé de canto em que Adeli saiu mal à bola, Diogo Gonçalves ficou com a bola e rematou em arco, para o ângulo superior esquerdo da baliza iraniana, com a bola a passar por cima de várias cabeças de adversários. Um verdadeiro golaço do avançado do Benfica. José Gomes, colega de Diogo Gonçalves no Benfica B, é que fez desesperar os adeptos portugueses. Os iranianos fecharam-se bastante, com quase toda a gente a defender. Perto dos 70 minutos, José Gomes falhou a sua segunda oportunidade flagrante. Livre de marcação para cabecear, quase não acertou na bola, na pequena área. Pouco depois, foi substituído por Xande Silva.

Aos 73 minutos, o árbitro equatoriano Roddy Zambrano marcou grande penalidade contra Portugal, por alegada mão de Jorge Fernandes na bola. O jogador português, contudo, tinha o braço encostado ao corpo, não havendo motivos para a marcação da grande penalidade. Com a ajuda do vídeo-árbitro, Zambrano emendou a mão e anulou o que tinha assinalado. Mais uma vez se prova que o vídeo-árbitro só ajuda à implementação da verdade desportiva no futebol.

Já a tentar de qualquer maneira chegar ao golo, Portugal lá conseguiu o milagre. Aos 86 minutos, Xande Silva, na área adversária, cruzou e beneficiou de um ressalto feliz em Shojaei para introduzir a bola pela segunda vez na baliza dos asiáticos. Portugal aguentou o resultado até ao fim e conseguiu passar, com muito esforço, aos oitavos de final do Mundial, onde vai defrontar, na próxima terça feira, a seleção da Coreia do Sul.

Por fim, é de salientar a importância do vídeo-árbitro neste encontro. Se não estivesse implementado, teríamos uma grande penalidade contra nós aos 73 minutos e provavelmente estaríamos já com as malas feitas e de regresso a casa. Obrigado a quem lutou (sempre) pela introdução do vídeo-árbitro.

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Comentários

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Apaixonado por futebol, antes dos livros da escola primária já lia jornais desportivos. Seja nas tardes intermináveis a jogar, nas horas passadas no FIFA ou a ver jogos, o futebol está sempre presente. Snooker, futsal e andebol são outras paixões. Em Portugal torce pelo Sporting; lá fora é o Barcelona que lhe enche as medidas. Também sonha ver o Farense de volta à primeira…                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.