A CRÓNICA: 105 MINUTOS DE MURALHA ANDALUZ NÃO CONTEVE TANQUE DOS BÁVAROS

O Puskás Aréna, em Budapeste, foi o palco da edição 20/21 da Supertaça Europeia, a prova mais aguardada neste início de temporada, que opôs as duas melhores formações europeias da época transata, o todo-poderoso FC Bayern München e o Sevilha FC, vencedores da Liga dos Campeões e Liga Europa, respetivamente.

Com o favoritismo à conquista do caneco a recair para a formação germânica, ambas as equipas se mostraram em grande nível, proporcionando um grande espetáculo de futebol aos 30% de adeptos permitidos no interior do estádio, bem como aos muitos milhões a ver pela televisão.

Os bávaros pareciam querer confirmar o favoritismo na partida, entrando muito bem nos primeiros minutos do encontro, mas quem abriu o marcador foram mesmo os andaluzes, através da conversão de um penálti por intermédio de Lucas Ocampos, ao minuto 12.

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Em desvantagem no marcador, o Bayern foi aumentado a pressão, o Sevilha foi aguentando, mas Gorezka haveria de restabelecer a igualdade no marcador, à passagem do minuto 34. Numa primeira parte muito bem disputada, o resultado não voltou a sofrer alterações e as equipas regressaram aos balneários com o marcador igualado.

No segundo tempo, as duas formações voltaram ao relvado com grande intensidade e entrega, à imagem da primeira metade, com os bávaros a introduzirem a bola na baliza sevilhana ao minuto 50, mas de forma irregular, pois Lewandowski encontrava-se fora de jogo. O Bayern esteve sempre por cima do encontro, a tentar furar as linhas do Sevilha, mas tal foi a muralha construída pelos comandados de Julen Lopetegui, que os da Baviera sentiram imensas dificuldades em ultrapassar, de maneira a colocar-se em vantagem no encontro. A equipa espanhola ainda dispôs de um par de oportunidades de golo em momentos de contra-ataque, mas também não conseguiu capitalizar, muito por culpa do gigante Neüer.

Já nos primeiros minutos do prolongamento, En-Nesyri ficou cara a cara com Neüer, mas desperdiçou uma soberana oportunidade, com a bola a bater no poste da baliza germânica. Com o jogo cada vez mais dividido, ainda que com maior pendor ofensivo do lado do Bayern, as equipas continuaram a encontrar dificuldades de finalização, até ao cabeceamento vitorioso do recém-entrado Javi Martínez, à passagem do minuto 105. No segundos 15 minutos do tempo extra, e já com os jogadores de ambas as formações completamente esgotados, o relógio não parou, mas o resultado manteve-se em 2-1 até ao fim da partida.

Com este triunfo, o Bayern sucedeu ao Liverpool FC na conquista do troféu, adicionando apenas pela segunda ocasião esta taça ao seu palmarés.

A FIGURA

Manuel Neuer – O gigante guardião alemão voltou a mostrar o porquê de ser um dos melhores – senão o melhor – guarda-redes do mundo, ao efetuar uma exibição absolutamente monstruosa, mantendo a baliza do FC Bayern München quase intocável – excetuando o golo de penálti de Ocampos -, através de intervenções decisivas, só ao nível dos melhores.

O FORA DE JOGO

Youssef En-Nesyri – Não que o avançado marroquino do Sevilha FC tenha feito uma má exibição, mas as flagrantes oportunidades não concretizadas de que dispôs acabaram por prejudicar a formação espanhola, que não podia ter-se dado ao luxo de as falhar.

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MÜNCHEN

A formação orientada por Hans-Dieter Flick apresentou-se a jogar num sistema base de 4-3-3, com as linhas muito subidas e com maior controlo da posse de bola ao longo do encontro, como era de esperar. Os germânicos foram a equipa mais perigosa e ofensiva ao longo da partida, com Sané muito ativo na penetração à linha defensiva espanhola, até ao momento da sua substituição. A consistência ofensiva, a experiência e a qualidade dos bávaros acabou por marcar a diferença.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neuer (8)

Pavard (6)

Alaba (6)

Süle (6)

Hernández (7)

Goretzka (8)

Kimmich (7)

Sané (6)

Müller (7)

Gnabry (6)

Lewandowski (7)

SUBS UTILIZADOS

 Tolisso (6)

 Javi Martínez (7)

Davies (6)

Boateng (-)

ANÁLISE TÁTICA – SEVILHA FC

Lopetegui colocou os seus pupilos dispostos também num 4-3-3, mas com dinâmicas claramente diferentes dos alemães, sendo obrigados a jogar com as linhas mais recuadas, face à constante pressão exercida pelos germânicos. Ainda assim, a formação da Andaluzia deu o ar da sua graça, criando algumas dificuldades de construção ao FC Bayern München e algum perigo relevante à baliza defendida por Manuel Neüer. A garra e a ambição da formação espanhola não foram suficientes para saírem vitoriosos deste encontro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bono (7)

Navas (6)

Carlos (7)

Koundé (7)

Escudero (6)

Jordán (6)

Fernando (6)

Rakitić (6)

Suso (6)

de Jong (6)

Ocampos (8)

SUBS UTILIZADOS

 En-Nesyri (6)

Óliver Torres (6)

Gudelj (6)

Vásquez (6)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão