A CRÓNICA: EFICÁCIA EGÍPCIA FEZ A DIFERENÇA

A Seleção Portuguesa de Andebol defrontou, este sábado, o Egito, no segundo jogo do grupo B desta edição dos Jogos Olímpicos.

Ainda sem poder contar com o regressado Gilberto Duarte e sem o lesionado Alex Cavalcanti, Portugal apresentou-se em Tóquio já sabendo do desfecho do jogo inaugural do seu grupo, onde a Suécia bateu a selecção do Bahrain pela margem mínima.

O início da partida foi bastante intenso com o lateral esquerdo português André Gomes a abrir o marcador, mas, ao fim dos primeiros oito minutos, era o campeão africano a registar uma vantagem de três golos.

Portugal defendia com o seu já habitual 6×0; contudo, a seleção egípcia mostrava soluções para o conseguir ultrapassar, muito devido às ações de Yahia Omar, atleta do Veszprém, e de Ahmed Mohamed.

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O equilíbrio foi a nota determinante até ao intervalo, sendo que os últimos minutos da primeira parte foram marcados pelo aparecimento de João Ferraz. O lateral direito português, que não esteve presente no Pré-Olímpico, mostrou que pode ajudar a resolver muitos jogos com a sua meia distância. As equipas saíram para os balneários com um empate a 15.

A segunda parte iniciou-se com a entrada de António Areia para o lugar de Pedro Portela e nenhuma equipas se conseguia distanciar no marcador. A cerca de quinze minutos para o final da partida, o Egito começou a ganhar vantagem, aproveitando as várias defesas do seu guarda-redes, Mohamed Eltayar, e os rápidos contra-ataques que se seguiram.

Portugal respondeu com o 7×6 em momento ofensivo e com a entrada de Miguel Martins, mas os muitos erros dos seus intervenientes levaram ao desnível apresentado no marcador final. A próxima partida é na próxima segunda-feira contra a seleção do Bahrain.

A FIGURA

Ahmed Mohamed (Egito) – Fez uma exibição muito consistente, anotando 7 golos e com uma excelente eficácia ao nível do remate. Seja a central ou jogando como lateral esquerdo, este jovem jogador, de 21 anos, da seleção do Egito mostrou que deve ser seguido de perto ao longo da competição.

O FORA DE JOGO

Guarda-redes portugueses – Não foi a noite de Humberto Gomes nem de Gustavo Capdeville. Apesar de algumas falhas do processo defensivo português, a eficácia dos nossos guarda-redes não foi a melhor e foi um dos motivos que levaram a esta derrota.

 

ANÁLISE TÁTICA PORTUGAL

A primeira linha esteve em bom nível do ponto de vista ofensivo, mas esta derrota deveu-se muito ao aspeto defensivo, já que Portugal teve sempre dificuldades em controlar a zona central da defesa. Ofensivamente, o 7×6 também não se revelou tão proveitoso como desejável. Tudo situações a rever para os próximos desafios.

7 INICIAL E PONTUAÇÕES

Humberto Gomes (5)

Pedro Portela (6)

Diogo Branquinho (6)

João Ferraz (8)

André Gomes (5)

Daymaro Salina (5)

Alexis Borges (5)

SUBS UTILIZADOS

Gustavo Capdeville (4)

António Areia (5)

Fabio Magalhães (6)

Miguel Martins (4)

Vitor Iturriza (6)

Rui Silva (7)

 

ANÁLISE TÁTICA EGITO

Equipa bem orientada pelo selecionador Roberto Parrondo. Ofensivamente, é um registo muito interessante marcar 37 golos contra um bloco central tão forte como o português. O Egito mostrou também um grande aproveitamento ao nível de ataques rápidos e contra-ataques.

7 INICIAL E PONTUAÇÕES

Karim Hendawy (6)

Mohammad Sanad  (7)

Omar El Wakil (5)

Ahmed Mohamed (9)

Yahia Omar (8)

Yehia Elderaa (7)

Ahmed Mesilhy (6)

SUBS UTILIZADOS

Mohamed Eltayar (7)

Seif  Elderaa (6)

Ali Mohamed (8)

Ahmed Elahmar (7)

Hassan Kadah (5)

Mohamed Shebib (7)

Ibrahim Elmasry (5)

Foto de Capa: Comité Olímpico de Portugal

Artigo redigido por António Ferreira

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

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