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cab andebol

Para um ex-jogador de andebol é sempre com muito agrado que vejo chegar mais uma edição do Europeu. Esta edição de 2014 realiza-se na Dinamarca, campeã em título e grande favorita à revalidação do troféu. Mas já lá vamos.
Até agora tem sido de uma espectacularidade impressionante. Como noutras modalidades, o Europeu é sempre melhor que o Mundial pois exclui equipas de nível inferior de outros continentes. O equilíbrio tem sido o prato forte desta ementa, com quase todos os resultados a terem poucos golos de diferença entre as duas equipas que se defrontam. Como em qualquer competição deste género, vou fazer as minhas apostas.

O Europeu'2014 promete muita emoção Fonte: ehf-euro.com
O Europeu’2014 promete muita emoção
Fonte: ehf-euro.com

A França é eterna candidata por ter um núcleo de jogadores de grande nível: destaque para Karabatic, um dos melhores executantes há já muitos anos, assim como Luc Abalo, o canhoto mais brilhante do andebol moderno. Além disso, a liderança de Claude Onesta assegura quase sempre prestações estáveis e onde reina a experiência. Veja-se o exemplo do jogo com a Polónia (27-26), em que ganharam nos últimos momentos do jogo com uma passe certo para o pivot Anic não desperdiçar. Parece fácil.

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Depois, claro, a Dinamarca com o fantástico Mikkel Hansen e um golo que já correu o mundo. Mas vale muito mais do que isso, vale pelo colectivo, pelo contra-ataque letal e pela organização ofensiva, por jogar pela certa sem grandes precipitações. A Dinamarca é a grande potência, capaz de arrumar qualquer uma. Recorde-se a edição de 2012, em que venceram a Sérvia na final (21-19) com uma calma impressionante e um sangue intenso, pouco próprio de gente do Norte da Europa.

Por último, falemos de nuestros hermanos. A Espanha tem sido consecutivamente a eterna derrotada. Nas mais diversas competições todos os analistas a apontam como uma possível candidata, como a equipa mais completa, isto tudo na fase de grupos. A verdade é que nos momentos decisivos parecem claudicar. Tive a oportunidade de ver um pedaço do jogo da Espanha contra a Islândia (33-28) e impressiona o 6-0 defensivo da equipa comandada por Valero Rivera. O duo central dessa defesa é composto por Vira Morros de Argila e Gedeon Guardiola, dois bichos-do-mato, se assim se pode dizer. Esta formação espanhola, de facto, impressiona por toda a capacidade e número de opções vindas do banco. Resta saber se é desta que conseguem levar a taça para casa.

Um artigo sobretudo informativo, não muito específico porque sei bem que muita gente não está muito dentro da modalidade. Sou suspeito, bem sei, mas aconselho apenas que vejam um jogo deste Europeu, um qualquer. Depois digam-me se conseguiram parar a meio.

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