A Dama de Gelo

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A ameaça ao Recorde Mundial que se torna em obsessão

A frieza de Mariya Lasitskene, que raramente deixa transparecer as suas emoções (principalmente positivas), levou a que alguns críticos a acusassem de falta de respeito e arrogância ao não festejar as vitórias nos Europeus, mostrando-se até zangada. A atleta viria depois a justificar ser tudo uma questão de marcas e expetativas: “não me importa como os outros saltam”, referiu Mariya. A atleta mencionou que ficou satisfeita com a vitória em Berlim, mas que tinha uma marca maior em mente e que esse era o seu objetivo para os Europeus. Mariya mostra assim mais uma vez que, neste momento, mais do que competir contra outras atletas, compete contra si mesma e contra as suas marcas.

À sua frente no ranking de sempre do Salto em Altura estão 6 mulheres: a alemã Heike Henkel que saltou 2.07 metros (em pista coberta) em Fevereiro de 1992; a russa Anna Chicherova (que mais tarde, acusou doping) que saltou 2.07 metros em Julho de 2011; a búlgara Lyudmila Andonova que saltou 2.07 metros em Julho de 1984; a sueca Kajsa Bergqvist que saltou (em pista coberta) 2.08 metros em Fevereiro de 2006; a croata Blanka Vlasic que saltou 2.08 metros em Agosto de 2009 e a búlgara recordista mundial Stefka Kostadinova que saltou 2.09 metros em Agosto de 1987. São já mais de 31 anos de um recorde que pareceu muito perto de cair em várias alturas da história, mas que se mantém de pé. E na mente de Lasitskene poderá estar agora a carreira da croata Blanka Vlasic. É que em 11 anos da sua carreira, a croata ultrapassou, pelo menos, os 2 metros. Especificamente entre 2007 e 2010 sempre pareceu que a queda do recorde seria uma questão de tempo, mas uma série de lesões e de tentativas falhadas por uma “unha negra” ditaram que a croata nunca tenha alcançado o recorde mundial.

https://www.youtube.com/watch?v=taDlHrfbe5g

Possivelmente, a russa também olhará para o caso masculino em que o recorde parece poder ir a qualquer altura para Mutaz Essa Barshim, mas o tempo vai passando e a grave lesão do atleta do Qatar em 2018 levanta muitas interrogações se o mesmo será capaz de bater a lendária marca de Javier Sottomayor que dura desde 1993. É isso que Lasitskene tenta evitar e daí se explica a sua frustração, apesar das vitórias. Atingir o recorde mundial o mais cedo possível será importante também para retirar essa “pressão” dos seus ombros o mais rápido possível e, quem sabe, permitir voos ainda mais altos sem pressão.

Já salta 2 metros…num centro comercial!
Fonte: European Athletics

Para já, a russa parece preparar-se para coisas especiais em 2019. Depois das férias, já começou a competir em ambiente indoor e esta semana num centro comercial em Minsk (Bielorrússia) saltou já 2 metros. E com uma ameaça a 2.07 metros muito, muito próxima de sucesso…

Foto de Capa: European Athletics

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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