O último dia do evento trouxe-nos um recorde mundial, um recorde dos campeonatos, surpresas, desqualificações (claro!) e novos campeões. Mais tarde durante a semana voltaremos ao nosso formato de um artigo semanal e o mesmo incidirá sobre o balanço geral dos campeonatos, curiosidades e o que pode mudar no Atletismo depois destes campeonatos. Esperamos que tenham gostado da nossa (extensa) cobertura que acompanhou e cobriu todos os momentos dos campeonatos.

Finais do Último Dia

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Salto Com Vara Masculino

Sabíamos que Renaud Lavillenie (FRA) estava bem e sabemos o que isso normalmente significa, ainda mais em Pista Coberta. Conseguiu a medalha de Ouro ao saltar 5 metros e 90 na segunda tentativa, naquele que é o seu terceiro Ouro mundial indoor e a décima medalha em eventos globais. No segundo lugar, Sam Kendricks (USA), que saltou 5.85, o mesmo que saltou Pior Lisek (POL) no Bronze.

Fonte: IAAF

Salto em Comprimento Feminino

Ivana Spanovic (SRB) dominou o concurso desde bem cedo, com o primeiro salto de 6.89 metros. Mais tarde, na 4.ª tentativa, Brittney Reese (USA) passava para a frente no quarto ensaio, exactamente com o mesmo salto, mas tinha um segundo salto melhor. Spanovic não demorou a responder e ainda no 4.º salto fez 6.96, a marca que lhe viria a dar o Ouro, ficando desta vez Brittney Reese com a Prata. Na posição de Bronze, Sosthene Moguenara (GER) saltou 6 metros e 85 centímetros. Por mais incrível que isto possa soar, este é o primeiro Ouro, em eventos globais, para Ivana Spanovic!

Fonte: IAAF

3000 Metros Masculino

O domínio etíope já era esperado, mas foi com alguma surpresa que vimos o favorito Hagos Gebrhiwet (ETH) de fora do pódio. Numa prova que começou super lenta e tática (na verdade foi o tempo mais lento de sempre a vencer os campeonatos), que só subiu de intensidade nos últimos 1000 metros, a vitória foi para Yomif Kejelcha (ETH), ele que tinha o tempo mais lento este ano, entre os três etíopes em pista. Kejelcha, que no final da temporada passada juntou-se ao Nike Oregon Project, consegue assim aos 20 anos o seu primeiro grande título sénior, depois de ter ficado próximo do pódio nos Mundiais de Pequim e de Londres (4.º em ambos). No segundo lugar, aquele que é o atleta mais rápido este ano, o jovem de 18 anos Selemon Barega, ao terminar em 8:15.59 face aos 8:14.41 do vencedor. No pódio, numa disputada luta pelo Bronze, ficou o queniano Bethwell Birgen em 8:15.70, naquela que foi a única medalha dos campeonatos para o Quénia.