Évora continua a rimar com medalhas e Muir foi mesmo a estrela

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03/03:

Manhã

Para o período da manhã do último dia, a missão portuguesa tinha uma dupla presença numa final. Patrícia Mamona – que entrava como recordista nacional em pista coberta e ao ar livre – e Susana Costa que entrava como a 2ª melhor da qualificação com um grande recorde pessoal em pista coberta. Patrícia logo ao primeiro salto fez 14.43 metros, a um centímetro do recorde nacional debaixo do teto. Mas também já aí se percebia que o nível ia ser altíssimo, pois a grega Paraskevi Papahrístou saltou 14.50 metros no primeiro salto do concurso. Ao segundo ensaio, Olha Saladukha saltava 14.47 metros – marca que viria a repetir mais duas vezes no concurso! Susana Costa saltaria aí a 14.43 metros, também ela a 1cm do recorde nacional indoor e um novo recorde pessoal para a atleta. Em Pista Coberta, aumentou 44 centímetros desde que o ano começou (começou com um melhor pessoal de 13.99) e mesmo ao ar livre o seu melhor era de 14.35 em Londres, há 2 anos, aumentando agora 8cm também a essa marca. 

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Por essa altura, Susana estava no pódio, mas Patrícia viria a ultrapassar Susana ao fazer um 2º (mais tarde 3º) salto melhor, tendo feito no total 4 saltos válidos, todos acima dos 14.20. O que ninguém contava é que Ana Peleteiro – colega de Nelson Évora – que era uma das favoritas, mas que tinha feito dois nulos inicialmente, tivesse um dia para ficar na história. Respondeu fantasticamente a esses dois nulos – talvez lhe tenha ajudado que fosse uma final direta com 8 participantes, com 6 tentativas asseguradas – com uma marca de 14.56 metros que a colocava na frente do concurso, mas na 4ª tentativa viria mesmo a “arrumar” com o concurso, com um salto de 14.73 metros, que é a marca líder europeia do ano e um novo recorde nacional espanhol absoluto.

Peleteiro confirmou aquilo que antecipáramos há uma semana
Fonte: European Athletics

Sendo assim, Patrícia (4ª) e Susana (5ª), que não melhoraram, ficaram fora do pódio, com uma marca que há dois anos teria dado Ouro em Belgrado. O 5º lugar de Susana Costa foi também o 5º lugar mais valioso da história da competição, pois nunca se saltou tanto nessa posição. 

Tarde/Noite

À tarde tínhamos Nelson Évora na final do Triplo Salto, com expectativas de Ouro. Foi uma prova estranha, muito estranha. Para o comprovar basta dizer que houve 44 tentativas de salto, das quais 24 foram nulas! Apenas 20 saltos válidos e poucas marcas de valor entre os mesmos, mas curiosamente as 3 marcas de pódio não envergonham ninguém! E esteve tudo muito contido até ao final da 3ª ronda. Nazim Babayev, jovem de 21 anos do Azerbaijão, dominava, mas abaixo dos 17 metros, bem ao alcance de Évora. No quarto ensaio, Nelson Évora saltou 17.11 metros e assumiu o comando da prova, sendo o primeiro dos participantes a passar dos 17 metros este ano. 

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Durou pouco. Logo a seguir Babayev saltou 17.28 metros, um incrível recorde pessoal para o atleta e assumia a liderança que não mais largou. O alemão Max Hess ainda assustou Évora e ficou apenas a 1cm de lhe roubar a Prata, mas as posições não se alteraram mais e Évora ficou com a Prata, sendo esta a 11ª medalha do atleta português em Europeus, Mundiais e Jogos Olímpicos, uma carreira verdadeiramente impressionante e que ainda ganha um peso maior, se analisarmos o tempo que Nelson esteve ausente ou condicionado por lesões graves. No final, o atleta confessou que tentou coisas diferentes, mas que acredita plenamente que esse é o caminho para obter diferentes resultados e para chegar onde muitos já não esperam. Em Doha, Nelson voltará a querer subir ao pódio. 

Mais um pódio de Évora, já são 11!
Fonte: European Athletics
Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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