Marta Pen agarrou a oportunidade em Birmingham

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Outras finais: 

100 metros (M): Era uma das provas mais aguardadas da tarde e as emoções começaram cedo, antes ainda da transmissão televisiva, com a realização de meias-finais. A primeira série trouxe, desde logo, algumas dúvidas se Noah Lyles conseguiria estar ao nível que vinha apresentando ao longo da época. Demorou bastante a sair dos blocos e da fase de aceleração, apurando-se diretamente para a final apenas na terceira posição em 10.11 (+0.1), numa série ganha por Akani Simbine em 10.07. Na segunda série, Christian Coleman partiu bastante bem – como é hábito – e controlou a prova, nem sequer dando tudo até ao final e terminando em 10.01 (+0.9), com Yohan Blake bastante próximo em 10.03. Na final, as boas indicações de Christian Coleman mantiveram-se e correu forte em 9.93 (-0.5) segundos para conquistar a vitória no photo finish, com uma chegada apertadíssima a par do britânico Reece Prescod. Com uma decisão ao milésimo de segundo, o britânico apertou Coleman ao correr num novo recorde pessoal, demonstrando, mais uma vez, uma impressionante fase final da prova. 

No terceiro lugar, Noah Lyles correu em 9.98, depois de ter sido o mais rápido a reagir nos blocos, o que não quer dizer que tenha tido uma boa partida, antes pelo contrário. Esteve tão fora da prova, que no final até disse que pensava que tinha sido último! No quarto lugar, Yohan Blake também baixou dos 10 segundos, em 9.99. 

400 metros (M): Não é habitual, nos dias que correm, vermos um evento da Diamond League ser ganho em 45.54, mas pode-se dar o desconto por ser uma prova que não contava para a classificação da Liga Diamante. Ainda assim, havia nomes em prova habituados a correr na casa dos 44, e em alguns casos até na casa dos 43 segundos. Fred Kerley venceu a prova, parecendo fazer apenas o mínimo para garantir a vitória na frente do atleta da casa – e novo campeão europeu – Matthew Hudson-Smith, que correu em 45.59, gorando mais uma tentativa de recorde nacional, um dos objetivos traçados para esta época.

800 metros (M): Sabíamos que ia ser uma prova rápida e Emmanuel Korir não fez por menos. O queniano mostrou mais uma vez estar num grande momento de forma e voltou a correr em 1:42, mostrando em 2018 que irá a 2019 para atacar o título mundial, independentemente da estrela do país, David Rudisha, estar presente ou não. Com uma estratégia da prova um pouco na expetativa, mas em boa posição para os metros finais, Korir apenas se preocupou em assumir a primeira posição da prova a sensivelmente 100 metros do final, quando ultrapassou o seu compatriota Jonathan Kitilit (1:43.53) e bateu o recorde do meeting de Birmingham. O queniano tem agora dois dos três melhores tempos desta temporada. Destaque ainda para o terceiro lugar e novo recorde pessoal do também queniano Elijah Manangoi, em 1:44.15, ele que é o campeão mundial mas da distância dos 1500 metros. 

1 milha (M): Era um evento que não contava para a Liga Diamante e que terminou com os dois primeiros lugares a serem divididos por australianos: Stewart McSweyn em 3:54.60, com um novo recorde pessoal e Ryan Gregson em 3:55.10. No terceiro lugar, o norte-americano Paul Chelimo terminou em 3:55.96, também ele com recorde pessoal na milha. 

110 metros barreiras (M): Orlando Ortega correu em 13.08 (+1.3), um tempo que o coloca como o segundo atleta mais rápido em 2018. Certamente que o espanhol teria desejado um tempo semelhante em Berlim há uma semana – onde foi 3º em 13.34 – pois a marca chegaria para ser campeão europeu, mas não há duas provas iguais e correr uma final de um campeonato não é o mesmo que correr uma prova Diamond League. No segundo lugar, Ronald Levy percorreu a distância em 13.22 e o campeão europeu, Pascal Martinot-Lagarde apenas chegou na terceira posição em 13.27!

3000 metros obstáculos (M): Foi uma prova corrida de forma cautelosa e com um tempo mais lento do que se poderia esperar, mas com o regresso de Conseslus Kipruto às vitórias! O campeão olímpico e mundial correu em em 8:14.33, aproveitando também a ausência de El Bakkali, que não compareceu em Birmingham. Kipruto apenas assumiu a liderança da prova na última volta e até chegou a ter contacto físico com um dos rivais em prova no último fosso de água, mas conseguiu mesmo triunfar. O etíope Chala Beyo foi segundo, bem próximo, em 8:14.61 e em terceiro lugar ficou o queniano Kiptanui Bett, que correu em 8:16.44. 

Salto em Comprimento (M): Luvo Manyonga era o claro favorito e não desapontou. Mais um salto na casa dos 8.5, desta vez 8.53 metros (+1.5), um novo recorde do meeting de Birmingham, num concurso em que não teve qualquer concorrência, com o segundo lugar – Tajay Gayle – a terminar a 36 centímetros!

A prova ficou ainda marcada pela despedida de Greg Rutherford de Birmingham, na sua última época como atleta, depois do recente calvário de lesões. Uma carreira recheada de sucessos para o britânico, que venceu ao ar livre tudo aquilo que poderia conquistar – Jogos Olímpicos, Mundiais e Europeus. 

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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