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De 27 de Setembro a 6 de Outubro, a cidade de Doha, a capital do Qatar, recebe a 17.ª edição dos Campeonatos do Mundo de Atletismo.
A estranha escolha da cidade organizadora levanta dúvidas em várias áreas – números de espectadores, respeito de direitos humanos, condições climatéricas – mas muitos são os que acreditam que a nível de performances estes poderão ser campeonatos verdadeiramente especiais.
Os primeiros campeonatos sem Usain Bolt, são campeonatos que, felizmente, estão recheados de estrelas em várias disciplinas, seja na velocidade, na meia/longa distância, na estrada, nas barreiras, nos obstáculos, nos saltos ou nos lançamentos. Nos últimos anos, grandes promessas a nível mundial despontaram e estes serão os primeiros grandes campeonatos para muitos deles, que terão uma grande montra para mostrar o seu valor e derrotar alguns dos nomes mais consagrados do nosso desporto.
Com várias inovações a serem introduzidas – estádio com ar condicionado; provas de estrada à noite/madrugada; recursos tecnológicos de ponta; patrocínios no equipamento nacional; provas mistas – o Atletismo parece entrar numa nova era e nós estaremos lá para vivenciar tudo! Numa parceria com o Planeta do Atletismo, iremos tentar trazer um pouco do calor do Qatar, com análises e artigos diários (ou sempre que se justifique), procurando focarmo-nos tanto nas prestações nacionais, quanto nos destaques internacionais, num tipo de cobertura pouco vista a nível nacional.
Falando de Portugal, relembramos que são 15 os atletas que levamos ao Qatar, com diferentes expectativas, os quais também introduzimos neste especial.
Este “Guia para Doha 2019” vai estar dividido em dois artigos onde iremos falar, em primeiro lugar, sobre toda a comitiva portuguesa que vai representar o país em Doha e, por fim, teremos uma perspetiva para todas as provas deste Mundial.
A PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA EM MUNDIAIS
Portugal participou em todas as 16 edições (esta será a 17.ª) dos Mundiais, que decorreram de quatro em quatro anos entre 1983 e 1991, passando depois a realizar-se a cada dois anos. A nível de medalhas de Ouro, seis atletas portugueses já alcançaram essa honra por uma vez na história: Rosa Mota (Maratona, Roma 87), Fernanda Ribeiro (10.000 metros, Gotemburgo 95), Manuela Machado (Maratona, Gotemburgo 95), Carla Sacramento (1.500 metros, Atenas 97), Nelson Évora (Triplo Salto, Osaka 07) e Inês Henriques (50 km Marcha, Londres 17).
No total foram 21 medalhas alcançadas por portugueses em todas as edições de Mundiais, sendo que os mais medalhados da história nacional são Fernanda Ribeiro e Nelson Évora, ambos com quatro medalhas. Os campeonatos onde tivemos mais finalistas (1.º ao 8.º) foram os de Atenas em 1997, com seis atletas e também foram esses campeonatos, a par dos de Gotemburgo dois anos antes, os campeonatos em que alcançámos mais medalhas, com quatro em cada um deles.
CURIOSIDADES DA ATUAL COMITIVA

Fonte: COP
➕ Pela primeira vez na história, Portugal terá cinco atletas no Triplo. Por género, tanto no masculino (dois – Nelson Évora e Pedro Pichardo), quanto no feminino (três – Patrícia Mamona, Susana Costa e Evelise Veiga) é também recorde o número de atletas. Os atletas presentes no Triplo representam 1/3 de toda a nossa seleção, sendo que três deles já estão qualificados para os Olímpicos do próximo ano.
➕ Também pela primeira vez, Portugal contará com duas atletas no Disco feminino, com a presença de Irina Rodrigues e Liliana Cá, repetindo a presença em grandes campeonatos, depois de o terem feito nos Europeus do ano passado.⠀
➕ João Vieira irá igualar Susana Feitor na tabela dos atletas nacionais com mais participações em Mundiais (11). Inês Henriques consolidará o seu lugar como o 3.º atleta com mais presenças no global e 2.ª no feminino (9 presenças), todos eles provando o forte peso da Marcha no contexto internacional.⠀
➕ Nos Saltos, Nelson Évora é, por larga margem, o atleta com mais presenças em Mundiais e chegará a Doha aos sete Mundiais. Passará também a ser isolado o 2.° atleta masculino com mais presenças (em todas as disciplinas e não apenas saltos).⠀
➖ Em 17 edições dos Mundiais, esta é a 4.ª comitiva nacional mais pequena (15). Menos atletas apenas nos Mundiais inaugurais em Helsínquia ’83 (11), em Paris ’03 (14) e em Moscovo ’13 (12). Nos últimos Mundiais, em Londres, foram 20 atletas a representar Portugal.⠀
➖ É a primeira vez na história que não existe qualquer atleta nas provas de corrida masculina (englobando pista e estrada).⠀
➖ É também a primeira vez que as provas de meia e longa distância femininas em pista não têm qualquer representante.⠀
ℹ Ao contrário do equilíbrio verificado em Londres, em Doha o Sporting será o clube claramente mais representado: oito atletas pertencem aos leões, sendo que o Benfica se faz representar por três atletas. A Academia Fernanda Ribeiro, o CN Rio Maior, o CO Pechão e a A. Novas Luzes fazem-se representar por um atleta cada.
OS PORTUGUESES EM PROVA
Masculino
NELSON ÉVORA

Idade: 35 anos
Disciplina: Triplo Salto
PB: 17.74
SB: 17.13
Clube: Sporting CP
Treinador: Ivan Pedroso
Um terço da comitiva portuguesa em Doha estará presente no Triplo Salto: são cinco atletas. Algo nunca antes visto em Portugal e que prova que algo de muito bom está a ser feito na disciplina. E muito o devemos a Nelson Évora. Foi com o atleta que foi campeão mundial (Osaka 07) e olímpico (Pequim 08) da disciplina que aprendemos a olhar para o Triplo de uma outra forma, tornando-o quase como uma obsessão nacional.
Depois de sucessivas lesões, vários foram os que retiraram Évora da equação, mas cometeram um pecado capital: nunca devemos excluir os verdadeiros campeões. Évora voltou a ser um dos melhores triplistas do mundo e nas últimas duas edições dos Mundiais voltou ao pódio (Bronze em Pequim e Londres). Depois disso ainda melhorou o recorde nacional de Pista Coberta com mais um Bronze em Mundiais Indoor, tendo-se sagrado pela primeira vez campeão europeu ao ar livre em Berlim na temporada passada.
Este ano já foi Prata nos Europeus Indoor e, apesar de ainda só ter saltado uma vez acima dos 17 ao ar livre este ano, poucos serão os que apostarão as suas fichas contra Nelson Évora. É que ele voa sempre em grandes competições.
PEDRO PABLO PICHARDO
Idade: 26 anos
Disciplina: Triplo Salto
PB: 18.08 (2015)
SB: 17.53
Clube: SL Benfica
Treinador: Jorge Pichardo
As polémicas decorrentes da sua naturalização já ficaram para trás e agora Pedro Pichardo é mais um português em busca da glória nos Mundiais deste ano. Olhando para as possibilidades de medalha, talvez seja o atleta que apresenta maiores probabilidades de a obter, sendo parte integrante do restrito clube dos 18 metros no Triplo (foram seis apenas os atletas que o conseguiram em toda a história).
No início da temporada, referimos que Pichardo tem uma enorme tendência na sua carreira a fazer os melhores de cada temporada bastante cedo, mas a abordagem a esta época parece ter sido diferente, uma vez que o seu melhor até agora foi no final de Julho (onde bateu Christian Taylor em Londres).
Os 17.53 que tem seriam o seu pior “season best” desde 2012, mas acreditamos que o(s) grande(s) salto(s) de Pichardo estão reservados para Doha, uma cidade onde se dá especialmente bem, tendo sido o primeiro local onde passou dos 18 metros, em 2015.
FRANCISCO BELO
Idade: 28 anos
Disciplina: Lançamento do Peso
PB: 20.97 (2019)
SB: 20.97
Clube: SL Benfica
Treinador: Vladimir Zinchenko
Os últimos três anos têm sido anos de enormes resultados para Belo, que repete aqui a presença em Mundiais. No início deste ano, em Glasgow, esteve à beira do pódio, ficando no 4.º lugar dos Europeus de Pista Coberta e está a cheirar os 21 metros, tendo chegado em duas competições aos 20.97 neste ano. Parece estar no final da temporada a voltar a recuperar a boa forma do início do ano, o que provavelmente faz tudo parte do planeamento da época do atleta. Chega a Doha à procura de um lugar na final numa das disciplinas com o nível mais elevado no momento.
JOÃO VIEIRA
Idade: 43 anos
Disciplina: 50km Marcha
PB: 3:45.17 (2012)
SB: 3:46.38
Clube: Sporting CP
Treinadora: Vera Santos
Não há palavras para descrever o eterno João Vieira, que ainda continua ao mais alto nível, indo a Doha para a sua 11.ª participação em Mundiais, igualando o registo máximo nacional que pertence a Susana Feitor. Apesar da marca de qualificação nos 20km e nos 50km, irá escolher a distância mais longa, onde este ano já andou próximo do seu melhor pessoal e onde espera não enfrentar os mesmos problemas que enfrentou nos Europeus de Berlim da temporada passada. A sua experiência poderá ser crucial numa das mais exigentes provas destes Mundiais, quando os termómetros marcaram mais de 30 graus na madrugada de Doha. Já ficou à beira do pódio (4º em Moscovo, 2013) na distância mais curta.
Feminino
LORENE BAZOLO

Idade: 36 anos
Disciplina: 100 metros
PB: 11.21 (2016) NR
SB: 11.23
Clube: Sporting CP
Treinador: Rui Norte
Repete a presença em Mundiais, depois de em 2017 ter estado em Londres na prova dos 200 metros. Desta vez, participa nos 100 metros, prova onde detém o recorde nacional e onde este ano já esteve muito próximo de o melhorar. Chega assim com esperanças de melhorar ainda mais esse recorde, tentando um lugar na fase seguinte da competição, quem sabe chegando às semi-finais, tal como fez nos Europeus ao livre do ano passado e nos de pista coberta deste ano.
CÁTIA AZEVEDO

Idade: 25 anos
Disciplina: 400 metros
PB: 51.62 (2019) NR
SB: 51.62
Clube: Sporting CP
Treinador: Carlos Silva
Presença já mais do que habitual em grandes campeonatos, Cátia Azevedo melhorou este ano o recorde nacional dos 400 metros que já lhe pertencia. 2019 marca também o ano em que baixou por duas vezes dos 52 segundos, algo que ainda não tinha acontecido na sua carreira. Poderá fazer melhor do que fez há 2 anos em Londres e caso volte a quebrar a barreira dos 52, pode ambicionar um lugar na fase seguinte.
PATRÍCIA MAMONA

Idade: 30 anos
Disciplina: Triplo Salto
PB: 14.65 (2016)
SB: 14.44i (14.37 ao ar livre)
Clube: Sporting CP
Treinador: José Uva
Esta é uma temporada muito diferente da 2018 para Mamona. Se o ano passado ficou marcado pelas lesões e pelas dificuldades em manter-se acima dos 14 metros, neste ano já passou em 15 competições (16 a contar com a qualificação em Glasgow) dessa marca, tendo inclusive batido o recorde nacional indoor. Nos Europeus de pista coberta terá ficado o gosto amargo de ter feito uma excelente prova, mas ter falhado a medalha por 4 centímetros numa competição com um nível impressionante.
Já foi campeã europeia, foi 6ª nos Jogos do Rio e participou na final dos Mundiais de Londres, tendo sido 9ª (tecnicamente, só é finalista se ficar nas oito primeiras). O Triplo está com um nível impressionante, mas se entrar na área do seu recorde nacional ao ar livre, pode até entrar na luta pelas medalhas.
SUSANA COSTA

Idade: 35 anos
Disciplina: Triplo Salto
PB: 14.43i (2016) (Ao ar livre, 14.35 em 2017)
SB: 14.43i (13.99 ao ar livre)
Clube: Academia Fernanda Ribeiro
Treinadora: Teresa Ribeiro
Muito experiente, Susana Costa chega a Doha com muito poucas competições ao ar livre (três), tendo sempre saltado na casa dos 13.9 – algo pouco habitual para a atleta que desde 2012 sempre saltou na casa dos 14 metros ao ar livre.
Se isso acontece por alguns problemas físicos ou pelo planeamento do pique de forma para estes Campeonatos é pouco claro, mas a atleta continua a ser capaz de grandes voos, uma vez que até foi este ano que alcançou o seu recorde pessoal absoluto, quando saltou 14.43 metros nos Europeus de Pista Coberta, sendo 5ª com uma marca que normalmente daria medalha.
Há dois anos na final de Londres foi 11.ª, numa competição que se tivesse repetido o grande salto que fez na qualificação (14.35m), teria sido 5.ª!
EVELISE VIEGA

Idade: 23 anos
Disciplina: Triplo Salto
PB: 14.32 (2019)
SB: 14.32
Clube: Sporting CP
Treinadora: Cátia Ferreira
É a maior surpresa do ano e que surpresa! Os 14.32 metros alcançados na Maia estavam completamente fora de qualquer projeção, uma vez que o melhor que a atleta tinha feito na sua carreira no Triplo eram os 13.65 metros nos Campeonatos do Mediterrâneo no ano passado. Sempre vista como uma atleta do Salto em Comprimento, onde até foi 8ª na final dos Europeus do ano passado, procurou e procurou os mínimos nessa disciplina, mas “encalhou” nos 6.61 metros, tendo feito essa marca em três competições diferentes nesta temporada, igualando o seu recorde pessoal.
O Triplo, que até aqui nunca foi a sua aposta, poderá muito bem vir a ser a sua grande aposta, uma vez que a sua marca de Maio qualificou-a não só para estes Mundiais, como para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020. Agora o mais importante é procurar no Triplo a consistência que já tem no Comprimento.
IRINA RODRIGUES

Idade: 28 anos
Disciplina: Lançamento do Disco
PB: 63.96 (2016)
SB: 62.74
Clube: Sporting CP
Treinador: Júlio Cirino
Nos últimos oito anos, em sete deles Irina Rodrigues passou dos 62 metros, mostrando uma regularidade impressionante. A marca que alcançou em Leiria no mês passado é o seu melhor dos últimos três anos e já tem importantes experiências internacionais na bagagem. 9.ª nos Europeus do ano passado, tentará melhorar a prestação conseguida nos Mundiais de Londres em 2017, quando foi a 21.ª melhor com 56.98 metros.
Recentemente teve a oportunidade de representar a seleção europeia no encontro Europa x EUA, que decorreu em Minsk e não desapontou, sendo mesmo a 4.ª melhor entre as presentes. Não tem tido muito sorte nas fases finais de grandes campeonatos, mas tem capacidade para mudar essa sorte a qualquer momento.
LILIANA CÁ

Idade: 32 anos
Disciplina: Lançamento do Disco
PB: 61.02 (2018)
SB: 59.69
Clube: A. Novas Luzes
Treinador: João Reis
Depois de uma prolongada paragem – não competiu durante quatro anos – Liliana Cá não só regressou ao Atletismo, como o fez fazendo algo que nunca tinha feito. Em 2018, bateu o seu recorde pessoal e qualificou-se para os Europeus de Berlim, conseguindo mesmo ser finalista, ficando na 7.ª posição. Este ano, apesar de ainda não ter chegado aos 60 metros, o convite da IAAF para fazer parte da comitiva portuguesa é um merecido prémio para a atleta que participa pela primeira vez em Campeonatos do Mundo. Normalmente agiganta-se nos grandes palcos e isso será um factor extra de motivação para estes Mundiais.
CARLA SALOMÉ ROCHA

Idade: 29 anos
Disciplina: Maratona
PB: 2:24.47 (2019)
SB: 2:24.47
Clube: Sporting CP
Treinador: Rui Ferreira
Apesar de não ter sido um facto muito comentado pela imprensa em geral, o feito de Salomé Rocha em Londres foi um dos mais importantes do atletismo nacional a nível individual em 2019. A marca alcançada em Londres (na sua 4.ª Maratona) coloca-a no 3.º lugar de sempre a nível nacional, apenas atrás de Rosa Mota e Jéssica Augusto, dando-lhe também acesso directo aos Jogos Olímpicos de Tóquio do próximo ano. Nesse dia foi 8.ª numa das mais prestigiadas Maratonas do mundo, depois de já o ter sido em Berlim no ano passado.
Existe muita curiosidade para perceber o que ela poderá fazer numa prova especial em Doha, que terá certamente características muito diferentes, de madrugada, com elevados níveis de humidade e temperatura elevada (a rondar os 30 graus, mesmo sem sol). A marca será o menos importante no Qatar e o espírito de sacrifício fará, com certeza, toda a diferença. Esteve já antes em Mundiais e Jogos Olímpicos (10.000 metros), mas é a primeira vez que o faz na prova de estrada, onde parece ter um futuro bastante promissor.
ANA CABECINHA

Idade: 35 anos
Disciplina: 20km Marcha
PB: 1:27.46 (2008)
SB: 1:31.12
Clube: CO Pechão
Treinador: Paulo Murta
Sempre muito próxima da glória das medalhas, Ana Cabecinha é um dos nomes que merece muito mais atenção mediática no nossos país. Nos últimos quatro Mundiais, ficou sempre entre a 7.ª (em Moscovo, 2013) e a 4.ª posição (Pequim, 2015), tendo também sido 5.ª (Daegu 2011) e 6.ª nos últimos Mundiais de Londres. Pelo meio, andou pelos mesmos lugares nos Jogos Olímpicos, ao ser 7.ª em Londres, 2012 e, mais tarde, 6.ª no Rio em 2016. Tem sistematicamente roçado o pódio e seria muito bom que a pontinha de sorte que lhe tem faltado, aparecesse no Qatar.
A Marcha, tal como a Maratona, não se disputa no estádio e por isso não terá acesso ao ar condicionado que aclimatizará a temperatura para a maioria das disciplinas. Tem feito treino específico para simular o tipo de dificuldades que irá encontrar em Doha e pode ter a experiência necessária para lidar com uma prova totalmente diferente das habituais.
INÊS HENRIQUES

Idade: 39 anos
Disciplina: 50km Marcha
PB: 4:05.56 (2017)
SB: 4:13.57
Clube: CN Rio Maior
Treinador: Jorge Miguel
É a atual campeã mundial da distância e tem um título a defender em Doha. A introdução dos 50 km Marcha femininos acabou por vir no melhor momento para Inês Henriques, que venceu o título mundial e o título europeu, já depois de ter sido a primeira recordista mundial da disciplina. Em 2019, há várias mulheres que fizeram o percurso mais rápido do que ela, mas Inês Henriques parece ter recuperado a motivação necessária para ser uma das favoritas para estes Campeonatos.
Ainda luta pela introdução da disciplina nos Jogos de Tóquio, o que não teve, até ao momento, aprovação do COI. A distância será reduzida muito em breve e os 50km Marcha femininos irão para sempre ficar fortemente marcados pelo nome de Inês Henriques.
MARA RIBEIRO
Idade: 24 anos
Disciplina: 50 km Marcha
PB: 4:27.14 (2017)
SB: 4:27.14
Clube: SL Benfica
Treinador: Jorge Miguel
Mais um promissor nome para o futuro da Marcha, que participará aqui na maior competição sénior da sua carreira, depois de já o ter feito como júnior por duas vezes. Apesar de ser uma estreia, já tem uma bastante considerável experiência internacional, sendo que esta grande marca foi alcançada na primeira vez que fez os 50 km na European Cup deste ano. Tudo o que trouxer de Doha será positivo, uma vez que esta presença é um bónus e um excelente indicador daquilo que poderá fazer no futuro da Marcha.
Foto de Capa: Doha Diamond League
artigo revisto por: Ana Ferreira













