O domínio germânico no Dardo masculino

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Os principais adversários

Apesar de falarmos essencialmente do trio Vetter/Rohler/Hofmann, a verdade é que o Dardo atravessa tempos de elevado nível e há mais nomes que merecem destaque. 

Julian Weber, campeão europeu júnior em 2013, é outro alemão que se pode intrometer na luta pelos lugares cimeiros, até porque para Doha já existe um wild card garantido para Johannes Vetter, abrindo a porta a um quarto germânico.

Julian Weber pode ser um dos nomes em destaque em 2019
Fonte: European Athletics

Weber lançou em 2016 a mais de 88 metros (88.29) e no final desta temporada voltou a dar sinais de que poderá chegar a essas distâncias mais uma vez. 

O checo Jakub Vadlejch tem vencido importantes meetings do circuito mundial e no ano passado foi a Londres conquistar a Prata nos Mundiais, com um lançamento de 89.73 metros, o seu melhor pessoal. 

Vadlejch foi Prata em Londres
Fonte: IAAF

Este ano voltou a passar os 89 metros, embora tenha falhado nos Europeus de Berlim ao ficar-se pelo 8º lugar, com pouco mais de 80 metros, na 8ª posição. 

Quem brilhou em Berlim foi o atleta da Estónia Magnus Kirt. Kirt foi o único não-alemão nesse pódio, ao ficar com a medalha de Bronze, numa época em que se mostrou bastante regular, com vários lançamentos acima dos 88 metros. 

Recordista nacional e o melhor não-germânico do ano
Fonte: European Athletics

O seu lançamento de 89.75 metros (a roçar os 90) que lhe garantiu a vitória em Rabat, coloca-o como o 4º atleta a lançar mais longe no ano, logo atrás do trio alemão. 

Provavelmente a maior promessa – falando de atletas ainda não-feitos – é o indiano Neeraj Chopra. Com apenas 20 anos, Chopra lançou, este ano, 88.06 metros em Jakarta para vencer os Jogos Asiáticos, num ano em que também venceu os Jogos da Commonwealth, tendo sido presença regular nos meetings da Diamond League. 

https://www.youtube.com/watch?v=8DDFKR3aDrE

Foi o campeão mundial júnior em 2016, ao lançar 86.48 metros, uma marca que é recorde mundial júnior por larga margem. O atleta decidiu mudar-se para a Alemanha (o que provocou bastante polémica no seu país natal) e é hoje treinado pela lenda Uwe Hohn. 

Falando de grandes promessas juniores, temos que referir o nome de Keshorn Walcott. O lançador de Trinidad & Tobago teve o seu grande ano em 2012, quando se sagrou campeão mundial júnior em Barcelona e um mês depois iria a Londres sagrar-se campeão olímpico com apenas 19 anos! 

Campeão olímpico de Londres com apenas 19 anos!
Fonte: London 2012

No Rio, alcançou a medalha de Prata, mas regularidade não tem sido uma palavra presente no dicionário de Walcott, que nunca conquistou uma medalha em Mundiais mas que em 2015 alcançou o seu máximo pessoal com os 90.16 metros em Lausanne. Tem demonstrado dificuldades para voltar a encontrar essa forma. 

Por fim, existe uma incógnita chamada Julius Yego. O autodidata queniano, que apanhou o mundo de surpresa e conquistou o título mundial em Pequim, em 2015, lançou nesse ano 92.72 metros nos Campeonatos Mundiais, marca que o coloca como o 5º no ranking de toda a história. 

Desde aí o queniano tem vindo claramente a regredir de ano para ano e, apesar de ter idade para ainda voltar ao seu auge, fica difícil fazer qualquer tipo de previsão a seu respeito, depois de um 2018 em que o seu melhor foi de apenas 80.91 metros, ficando por várias vezes abaixo dos 80 metros. 

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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