A revolução do Passo Zero

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O basquetebol, ao contrário do futebol, é um desporto vivo e com constantes alterações ás regras.

Recentemente, a FIBA divulgou mais 14 alterações pontuais, depois de na época passada (junho 2017), sem que a maioria tenha dado grande conta, ter modificado o Artigo 25 (“Avanço ilegal”) introduzindo o denominado Passo Zero, numa clara tentativa de uniformizar os critérios com a NBA.

A NBA que tem os mais extraordinários talento  mostra que o Passo Zero é um recurso ofensivo que cria grandes vantagens. A Europa, e Portugal em particular, continua a  dormir  face a uma NBA que leva anos de vantagem.

A maioria dos treinadores ainda não entendeu ou finge não entender o enorme potencial destas alterações. Por outro lado também não é fácil aos jogadores mudarem os gestos técnicos muito automatizados por anos de pratica.

Quando iniciei o estudo desta regra cedo fiquei convencido que não era um alteração pontual ás regras mas sim uma alteração radical ao jogo. Estamos perante uma revolução tanto na técnica como na táctica. Com o Passo Zero temos um novo potencial de acções ofensivas que vão exigir também da defesa um esforço suplementar e muita inteligência na tomada das decisões.

Os treinadores deviam estar actualizados e conhecer ao pormenor as alterações de forma a tirarem o melhor partido o que a maioria, mesmo ao nível profissional, até ao momento, ainda não fez já que não acreditam e continuam na zona de conforto recusando a mudança.

Mas o caminho é imparável e a FIBA não vai voltar atrás. As novas gerações vão passar a jogar um basquetebol diferente deixando para trás quem continuar a jogar à moda antiga (antes de 2017). A titulo de exemplo é  só relembrar a moda em vigor dos Triplos. Nos anos 80 muitos a negaram mas agora todos gostam…

Mário Silva
Mário Silvahttp://www.bolanarede.pt
De jogador a treinador, o êxito foi uma constante. Se o Atletismo marcou o início da sua vida desportiva enquanto atleta, foi no Basquetebol que se destacou e ao qual entregou a sua vida, jogando em clubes como o Benfica, CIF – Clube Internacional de Futebol e Estrelas de Alvalade. Mas foi como treinador que se notabilizou, desde a época de 67/68 em que começou a ganhar títulos pelo que do desporto escolar até à Liga Profissional foi um passo. Treinou clubes como o Belenenses, Sporting, Imortal de Albufeira, CAB Madeira – Clube Amigos do Basquete, Seixal, Estrelas da Avenidada, Leiria Basket e Algés. Em Vila Franca de Xira fundou o Clube de Jovens Alves Redol, de quem é ainda hoje Presidente, tendo realizado um trabalho meritório e reconhecido na formação de centenas de jovens atletas, fazendo a ligação perfeita entre o desporto escolar e o desporto federado. De destacar ainda o papel de jornalista e comentador de televisão da modalidade na RTP, Eurosport, Sport TV, onde deu voz a várias edições de Jogos Olímpicos e da NBA. Entusiasmo, dedicação e resultados pautam o percurso profissional de Mário Silva.                                                                                                                                                 O Mário escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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