É possível jogar sem o base?

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DUKE joga sem base

Quem acompanha a competição da NCAA e está atento ao jogo, certamente já reparou que a equipa de Duke joga, na maioria dos encontros, sem um base de raiz.

A “estrela da companhia” é o polémico Grayson Allen, a que se juntam os rookies Jayson Tatum, Harry Giles, Marques Bolden e os veteranos Amile Jefferson e Matt Jones.

Na equipa actual, apenas o rookie Frank Jackson, que é mais um score-first guard, tem capacidade para ocupar o lugar no futuro.

Jackson, uma “estrela” proveniente de Utah, já se tinha comprometido, aos 14 anos, com BYU e pensava mesmo servir a religião numa missão Mórmon depois do Colégio, o que significava que o basquetebol universitário poderia ter de esperar alguns anos. Mudou de ideias e quer agora ajudar Duke a ganhar um campeonato nacional. Contudo, pese o facto de ser McDonald’s All-American, ainda não está preparado para ocupar um lugar de tanta responsabilidade.

Fonte: DUKE
Fonte: DUKE

“Ele é realmente bom, e queremos que ele seja ainda melhor”, disse o treinador adjunto de Duke, Jeff Capel. “Tem de se adaptar à equipa e aos companheiros . Ele pode ser um criador de jogo e ao mesmo tempo um marcador de pontos. Na defesa, é já o melhor a marcar, o portador da bola . Está também a aprender a comunicar e a liderar a equipa. Não queremos que ele pense demais, queremos sim que reaja e jogue”.

Pese o facto de Duke não ter um verdadeiro Point Guard, como tinha no passado (Bobby Hurley, Jayson Williams, Kyrie Irving e Tyus Jones), o treinador, Mike Krzyzewski, acredita nos jogadores sem posição definida, o que significa que os papéis na rotação dos Blue Devils são determinados pelo conjunto de habilidades e não pela posição. Então, quando ele construiu a equipa para esta temporada, fez uma aposta calculada com a distribuição de responsabilidades.

“Já não existem mais bases como Chris Paul”, disse recentemente o técnico, Mike Krzyzewski. “Ele é o tipo de base antiquado, o líder. Agora temos bases que marcam muitos pontos mas que, na verdade, não dirigem a equipa”.

O seu treinador assistente, Jon Scheyer, antigo jogador de Duke, sabe bem como lidar com esse problema. Em 2010, Krzyzewski definiu para a equipa o objectivo de ser campeã nacional e tinha o mesmo problema. A solução foi colocar Scheyer a fazer um papel que nunca foi o seu: base. “Eu não era um verdadeiro base, mas sabia o que o treinador queria”, disse Scheyer. “Tinha de ser o treinador no campo”.

Fonte: DUKE
Fonte: DUKE

Para o papel de liderança no campo, que cabe tradicionalmente ao base, Krzyzewski conta com Jefferson. “Eu não diria que temos um John Stockton na nossa equipa”, disse Scheyer. “Temos jogadores que são realmente versáteis e que podem jogar a base. Na realidade, são jogadores de basquetebol que podem transportar a bola para o ataque, marcar pontos e comandar a equipa. Podemos usar isto para criar vantagens? Podemos ser uma equipa altruísta e mover a bola”.

A equipa tem muito talento e o treinador acredita que é capaz de superar esta lacuna. Tem nove McDonald’s All-Americans, o que faz pensar ser possível dividir a tarefa de base. Na verdade, nas últimas épocas, também raramente teve um verdadeiro base, mas foram sempre ofensivos e chegaram mesmo ao Sweet 16. Com melhores atletas podem agora fazer o mesmo.

Mário Silva
Mário Silvahttp://www.bolanarede.pt
De jogador a treinador, o êxito foi uma constante. Se o Atletismo marcou o início da sua vida desportiva enquanto atleta, foi no Basquetebol que se destacou e ao qual entregou a sua vida, jogando em clubes como o Benfica, CIF – Clube Internacional de Futebol e Estrelas de Alvalade. Mas foi como treinador que se notabilizou, desde a época de 67/68 em que começou a ganhar títulos pelo que do desporto escolar até à Liga Profissional foi um passo. Treinou clubes como o Belenenses, Sporting, Imortal de Albufeira, CAB Madeira – Clube Amigos do Basquete, Seixal, Estrelas da Avenidada, Leiria Basket e Algés. Em Vila Franca de Xira fundou o Clube de Jovens Alves Redol, de quem é ainda hoje Presidente, tendo realizado um trabalho meritório e reconhecido na formação de centenas de jovens atletas, fazendo a ligação perfeita entre o desporto escolar e o desporto federado. De destacar ainda o papel de jornalista e comentador de televisão da modalidade na RTP, Eurosport, Sport TV, onde deu voz a várias edições de Jogos Olímpicos e da NBA. Entusiasmo, dedicação e resultados pautam o percurso profissional de Mário Silva.                                                                                                                                                 O Mário escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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