NBA | Afinal, Andrew Wiggins merece ou não ser titular no All Star Game?

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PORTANTO, ENTRE O FRANCÊS E O CANADIANO, QUEM MERECIA MAIS A TITULARIDADE?

Convém, acima de tudo, recordar o papel de cada um na sua equipa.

Jogam ambos em franquias que lutam pelo anel. Por um lado, Gobert é a segunda figura da sua equipa, atrás de Donovan Mitchell. Por outro lado, Wiggins é, agora com o regresso de Klay Thompson, a quarta figura da equipa, atrás de Curry, Green e do próprio Klay. Mas o “peso” de cada um na sua equipa é incomparável.

Esta temporada, notou-se uma diferença gigante entre os Jazz com e sem Rudy Gobert.

Até à presente data, em jogos que o francês participou, os Jazz venceram 29 e perderam 13. Quando o francês esteve de fora, a franquia de Salt Lake apresentou muitas dificuldades a nível defensivo, sendo que a equipa ganhou três jogos e perdeu oito jogos, uma percentagem de 27.3% de vitórias, numa amostra considerável. Para colocar este número em perspetiva, atualmente uma franquia com esta percentagem de vitórias seria a terceira pior equipa classificada no campeonato. Com e sem Gobert, a percentagem de vitórias baixa de 69% para 27.3%.

No caso de Wiggins é diferente. Nos jogos em que participou, os Warriors ganharam 36 vezes e perderam somente 12. Nas partidas em que esteve de fora, os Golden State venceram quatro jogos e perderam apenas um. A percentagem de jogos vencidos sem Wiggins é maior em relação aos jogos com Wiggins (80% para 75%), se bem que a amostra de jogos sem ele não é tão grande como os de Gobert, mas é notório que a sua equipa não depende tanto dele para ganhar jogos.

A nível individual, continua superior Rudy Gobert.

De acordo com o site da NBA, o francês tem um rating ofensivo superior ao de Andrew Wiggins, de 115.6 para 111.6. Este rating mede a quantidade de pontos produzidos pelo jogador a cada 100 posses de bola. Quanto ao rating defensivo, é a quantidade de pontos permitidos a cada 100 posses de bola. Neste caso, o canadiano leva a melhor, com um rating de 102.1 contra 103.8 de Gobert. Resumidamente, Gobert produz mais 4 pontos e permite mais 1.6 pontos a cada 100 posses. Fazendo as contas, Gobert tem um saldo positivo de 2.4 pontos gerados a mais que Andrew Wiggins.

Mesmo sem estas estatísticas avançadas, é relativamente fácil entender o porquê de Rudy Gobert merecer mais que Andrew Wiggins. O poste dos Jazz chegou, inclusive, a figurar a luta pelo MVP durante algumas semanas, de acordo com o site da NBA.

Mesmo retirando Rudy Gobert da conversa, também o colega de equipa, Draymond Green, acabaria por merecer mais a seleção, apesar da presente lesão que o está a atormentar. A influência dele nos Golden State está ao nível da influência de Gobert nos Jazz. É candidato a jogador defensivo do ano e mesmo ofensivamente é o chamado point forward. Da posição “4”, o jogador que tem a bola na mão e cria para os colegas, inclusive Steph Curry. Mostra uma visão de jogo e inteligência muito acima da média, está a fazer uma incrível e nota-se muito na sua equipa quando está (ou não) na equipa.

Apesar da belíssima temporada que Andrew Wiggins está a fazer, com uma média sólida de lançamento de três pontos (41.8%), acaba por ser um pouco injusto para com os jogadores já referidos Andrew Wiggins ser o escolhido para titular no jogo amigável em Cleveland.

Artigo revisto por Joana Mendes

Henrique Silva
Henrique Silvahttp://www.bolanarede.pt
É apaixonado por futebol desde cedo, tendo praticado durante uns tempos e, nos últimos anos, descobriu novas paixões: a NBA e os eSports.                                                                                                                                                 O Henrique escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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