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Rockets a caminho do pior recorde da história? | NBA

Na temporada 2011-12, estabelecia-se um dos recordes menos desejados na história da NBA.

Os Charlotte Bobcats terminaram em último lugar da NBA, com sete vitórias e 59 derrotas. A franquia, cujo dono é Michael Jordan, terminou com uma percentagem de vitórias de 10.6% (0.106).

O treinador, Paul Silas, campeão três vezes pelos Celtics enquanto jogador, teve a sua última experiência como treinador principal de qualquer franquia na NBA, tendo chegado duas vezes às meias-finais da conferência Este com os Charlotte Hornets em 2000/01 e 2001/02.

O seu filho, Stephen Silas, que trabalhava como treinador assistente desde 2000 até 2020 (trabalhou até com o pai nesse período), comanda agora a equipa dos Houston Rockets. Chegou, tendo que lidar com a saída de James Harden e Russell Westbrook, entrando assim em modo de reconstrução, no modo que não era suposto encontrar quando chegou à equipa.

Na sua primeira temporada, teve de lidar com a perda do seu franchise player Christian Wood durante uma série de jogos, o que levou aos Rockets perderem 20 jogos consecutivos.

Até então, vinham com um record positivo (11-10) e o trio WOW (Wall, Oladipo e Wood) comandava a franquia, rumo ao play-in. Após a série de 20 jogos a perder, surgiram peças como Kevin Porter Jr, KJ Martin e até Armoni Brooks no final da temporada.

Nesta segunda temporada de Silas, o principal objetivo dos Rockets é desenvolver as peças jovens da franquia. No entanto, o caminho tem sido bastante sinuoso.

Até à presente data, os Houston Rockets já tiveram outra série enorme sem vencer, desta vez foram 15 jogos. Stephen Silas continuou por cometer os mesmos problemas do ano passado, principalmente nas rotações da equipa.

Os jovens não estão a ser desenvolvidos como esperado, principalmente Kevin Porter Jr e Jalen Green. A dupla do backcourt não tem funcionado como o esperado, tem cometido demasiadas perdas de bola e a eficiência não tem sido melhor. Mas vamos por partes:

Kevin Porter Jr começou por jogar como base na última temporada, tendo tido um jogo com 50 pontos e 11 assistências, frente aos Milwaukee Bucks. O treinador e o próprio Porter Jr cometeram um erro grave. Assumiram o rótulo de point guard, o que pressionou Kevin Porter Jr a assumir mais o estilo de Chris Paul e não James Harden.

Teve performances um pouco dececionantes, até à sua lesão frente aos Golden State Warriors. A partir desse jogo, jogou condicionado até ao jogo com os Grizzlies. Nos últimos jogos tem assumido mais uma postura de marcador de pontos, enquanto base, do que de passador – como é Chris Paul, por exemplo.

Quanto a Jalen Green, apesar do enorme jogo que fez frente aos Boston Celtics – acabou com 30 pontos, oito triplos, quatro ressaltos e três assistências – não tem tido a melhor das épocas de rookie. No entanto, tem estado muito tempo só no canto, sem se envolver muito no ataque da franquia do Texas.

Mesmo em maus jogos, não é chamado para jogar o garbage time, onde poderia jogar o seu jogo sem tanta pressão e acaba por não se envolver tanto no ataque da equipa, a decidir por onde jogar. A “decepção”, que tem sido este início de época de Jalen Green, deve-se um pouco a Stephen Silas.

De qualquer das formas, existem duas versões destes Rockets. Uma é quando Daniel Theis está presente em quadra, a outra é quando não está.

Quando joga, Christian Wood tem tido muitas dificuldades como extremo-poste, não consegue jogar pick-and-roll­ com o base, não tem estado tão envolvido na ofensiva do Texas. Cumulativamente, a nível mental não tem estado no seu melhor e o seu início de época tem sido penoso.

Foto de capa: Houston Rockets

É apaixonado por futebol desde cedo, tendo praticado durante uns tempos e, nos últimos anos, descobriu novas paixões: a NBA e os eSports.                                                                                                                                                 O Henrique escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

É apaixonado por futebol desde cedo, tendo praticado durante uns tempos e, nos últimos anos, descobriu novas paixões: a NBA e os eSports.                                                                                                                                                 O Henrique escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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