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basquetebol feminino

O basket português vive um momento algo preocupante pela falta de equipas e pelo desequilíbrio existente entre as mesmas, como se pode ver de forma fácil, mais no lado masculino do que no feminino.

É precisamente sobre o basket feminino português que vou opinar, visto que este tem neste momento uma das melhores gerações de sempre, conseguindo obter bons resultados nas campanhas existentes. O ano passado tivemos a equipa de sub-16 a conquistar um segundo lugar no Europeu B, em competição que decorreu em Matosinhos, e no passado fim de semana a equipa de sub-20 conquistou um brilhante terceiro lugar, também na Divisão B, que lhe garantiu a subida à principal divisão europeia. Começa esta semana, dia 17, em Matosinhos, o Europeu Divisão A de sub-18, em que Portugal compete devido à fantástica participação no ano passado.

Na competição, que vai decorrer até dia 27 de julho, e apesar da grande geração de que neste momento Portugal dispõe, é totalmente impensável pensar num título europeu, mesmo jogando em casa. A luta pela manutenção tem de ser o objetivo definido, já que mesmo este será sempre difícil de alcançar. Mas aí o fator casa pode ser importante; no ano passado, as assistências nos jogos realizados em Matosinhos foram comentadas pela Europa fora, pois não é normal haver tanta gente nos Europeus de formação e ainda por cima numa segunda divisão europeia. Repetir as boas casas e apoiar as nossas jogadoras é fundamental para que os bons resultados continuem a aparecer. Para já, as adversárias lusas são a Suécia, República Checa e a Itália. Adversárias complicadas mas em que nada é impossível.

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Repetir assistências como esta será muito importante para a seleção
Fonte: matosinhosport.com

A crise financeira que Portugal atravessa tem sido um problema, por diminuir as capacidades dos clubes em contratar atletas estrangeiros. Tem sido também um pouco por isso que a formação tem sido levada mais a sério, pois é uma forma mais barata de tentar continuar a ter qualidade nos plantéis, já que os atletas custam menos do que mandar vir estrangeiros – que, sendo mais valias claras, acabam por ocupar vagas dos atletas portugueses. Os resultados começam a aparecer, e as três equipas femininas estão neste momento na principal divisão europeia, sabendo que duas ainda não entraram em competição (sub-18 e sub-16) e que a seleção de sub-20 esta temporada jogou na divisão secundária, mas tendo a subida sido assegurada.

Para terminar, quero apenas lamentar que a competição, que vai decorrer em Portugal, não tenha nenhum acompanhamento televisivo por parte do canal público, quando eventos recentes de futebol em escalões mais jovens tiveram. Coisas que não mudam no nosso país.

Rodrigo Fernandes
Rodrigo Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
O Rodrigo adora desporto desde que se lembra de ser gente. Do Futebol às modalidades ditas amadoras são poucos os desportos de que não gosta. Ele escreve principalmente sobre modalidades, por considerar que merecem ter mais voz. Os Jogos Olímpicos, por ele, eram todos os anos.                                                                                                                                                 O Rodrigo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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