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Imortal BC 68-97 FC Porto: O segundo finalista tem um dragão ao peito

Andreia Araújo · 4 min

FC Porto x Imortal BC
Foto: FPB

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A CRÓNICA: BASQUETEBOL BONITO DESFEZ DESGASTE ALGARVIO

Na luta pela descoberta do segundo finalista do campeonato nacional de basquetebol, depois do Sporting CP ter vencido, de forma invicta, a série frente ao SL Benfica (3-0), o outro duelo deu-se em Albufeira. No seu pavilhão, o Imortal BC recebeu o FC Porto para um encontro que poderia ditar o fim da época dos algarvios e consequente passagem dos dragões à final, ou um suspirar de alívio e esperança para o Imortal BC na luta pelo objetivo.

Sem grandes esforços e com as mãos quentes, o FC Porto entrou no jogo a abrir. A reação do Imortal BC ainda foi algo positiva, através da assertividade de lançamentos dos bases, mas foram os dragões a levar a melhor no primeiro quarto, com o marcador a ditar 20-31.

Com os comandados de Luís Modesto a precisar de reagir para ir em busca da esperança para dar a volta ao resultado da série, o Imortal BC ainda fez frente ao FC Porto ao reduzir a vantagem portista para seis pontos, mas a turma da Invicta não se conformou e começou a cozinhar o resultado bem cedo no jogo. 44-55, era este o resultado que ditava o marcador à chegada do intervalo, com vantagem para os jogadores de Moncho López.

Voltou-se dos balneários e o Imortal BC continuava a tentar correr atrás do resultado. O que ficava realmente no olho era o basquetebol bonito praticado pelo FC Porto. Toda a equipa era envolvida no processo ofensivo e a diferença no resultado ia aumentando como culminar desse trabalho coletivo. Já do lado contrário, o desgaste físico dos algarvios foi-se demonstrando com o passar do tempo e o corpo já não conseguia acompanhar a cabeça. À entrada para os dez minutos finais, o resultado fixava-se num 60-79, favorável ao FC Porto.

Caminhando a passos largos para o último soar da buzina, o desgaste do Imortal BC tomou conta do jogo. Nos primeiros cinco minutos do último período, os algarvios concretizaram apenas dois pontos, enquanto a equipa de Moncho López continuava a aumentar a vantagem. No período inteiro, a equipa de Luís Modesto apenas concretizou oito pontos e o FC Porto selou a vitória e a passagem à final do campeonato nacional de basquetebol.

O resultado terminou com uma vitória dos dragões por 68-97, ao passo que, desta forma, defrontam o Sporting CP na derradeira luta pelo título de campeão nacional.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

João Soares – Não começou no cinco inicial, alinhou apenas em metade do tempo integral de jogo, mas fez brilhar os olhos do treinador. O jogo do FC Porto ficou marcado pelo elevado nível de basquetebol praticado frente ao Imortal BC e João Soares foi dos que menos passou indiferente.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Cansaço do Imortal BC – Com um jogo de alto nível e alta pressão, o desgaste físico dos jogadores algarvios foi sendo bastante notório ao longo da partida. O que a cabeça queria fazer, o corpo já não conseguia. A vontade dos atletas do Imortal BC estava lá, mas não deu para mais.

 

ANÁLISE TÁTICA – IMORTAL BC

 Com aposta na assertividade de DJ Fenner e na agressividade ofensiva de Miguel Toreia, Luís Modesto fez subir o seu melhor cinco à quadra. Aquando dos momentos defensivos, o Imortal BC assumia uma marcação individual bastante cerrada aos homens do FC Porto, sendo que a tarefa se dificultava devido à rapidez nos passes entre jogadores portistas.

Nas transições ofensivas, os algarvios privilegiavam o lançamento de DJ Fenner, ou então, tentavam tirar partido no duelo individual debaixo de cesto para conseguir concretizar ou conseguir com que o adversário fizesse falta.

 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

DJ Fenner (7)

Hugo Sotta (7)

Nuno Morais (6)

António Monteiro (4)

Miguel Toreia (6) 

SUBS UTILIZADOS

Jason Catarino (5)

Manuel Magalhães (6)

Diogo Neves (-)

João Rodrigues (5)

João Neves (5)

Salvador Victo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Moncho López quis arrumar “a limpo” a série frente ao Imortal BC e escolheu o cinco inicial habitual do FC Porto. Já caracterizado pela fluidez nos momentos ofensivos, os dragões dificultavam a tarefa defensiva dos algarvios com a rapidez de passes entre os jogadores. Privilegiaram o lançamento exterior e a assertividade de lançamento de Garrett Nevels.

Nos momentos defensivos, o FC Porto voltou a recorrer à marcação individual, tirando partido da vantagem de estatura entre os atletas.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES 

Jalen Riley (8)

Vlad Voytso (5)

Bradley Tinsley (7)

Tanner McGrew (7)

Garrett Nevels (8)

 

SUBS UTILIZADOS 

João Torrie (5)

Pedro Pinto (-)

Francisco Amarante (6)

Miguel Queiroz (6)

João Soares (8)

Larry Gordon (8)

Ricardo Neves (-)

                                                                                                          Foto de capa: FPB

Andreia Araújo

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