A CRÓNICA: JOGO MORNO COM FINAL EMOCIONANTE

No Pavilhão Multiusos de Sines, o Sporting CP e a UD Oliveirense defrontaram-se na primeira meia final da Taça Hugo dos Santos, com a equipa de Oliveira de Azeméis a levar a melhor num jogo que apenas terminou após dois prolongamentos.

O início do encontro prometia com ambas as equipas a entrarem em campo com uma intensidade digna de jogo grande e a eliminar. No entanto, com o passar dos minutos, essa mesma intensidade transformou-se em ineficácia e até alguma desorganização ofensiva. O jogo chegaria mesmo ao intervalo com o resultado de 29-33 favorável à UD Oliveirense, resultado que revela bem a dificuldade de ambas as equipas no setor ofensivo.

Na segunda parte, o jogo melhorou com ambas as equipas a melhorar na eficácia de lançamento e com isso o jogo a crescer em qualidade. No entanto, nenhuma das equipas conseguia estabelecer domínio no jogo e com cestos de ambos os lados a partida foi correndo para o final com as equipas muito próximas. Perto do fim do tempo regulamentar, parecia ser o Sporting CP quem ia sair vitorioso, com a equipa a melhorar imenso da linha de três pontos nos últimos minutos. Porém, mérito para a UD Oliveirense que soube manter a cabeça fria e empatou o jogo a 70, forçando o prolongamento.

No prolongamento manteve-se o equilíbrio, com cada posse de bola a ser jogada como se o jogo dela dependesse, algo que era visível nas intensas lutas pelos ressaltos. Apesar da vontade e da luta, os primeiros cinco minutos extra não foram suficientes para desempatar o jogo. No final, e após mais cinco minutos de partida onde já se jogava mais com o coração do que com a cabeça, foi a equipa da UD Oliveirense a conseguir a vitória. Muito mérito para os bicampeões nacionais, mas também algumas culpas para o Sporting CP, que nos últimos segundos perde um ressalto defensivo, o adversário falha os dois lançamentos livres, e com sete segundos para jogar com desvantagem de apenas três pontos, perde a posse de bola e a chance de forçar mais um prolongamento.

 

A FIGURA

Fonte: FPB

Dois prolongamentos – Apesar da fraca primeira parte, a parte final do jogo esteve recheada de emoção, e os dois prolongamentos ajudaram imenso neste capítulo. Num jogo a eliminar e com ambas as equipas a deixaram tudo no court, os dois prolongamentos ajudaram a que um jogo inicialmente morno se tornasse num bom espetáculo, com resultado equilibrado, alterações de marcador e incertezas no vencedor até ao último segundo.

O FORA DE JOGO

Fonte: FPB

Primeira Parte – Embora o emocionante final, é possível que o jogo tenha perdido telespectadores durante os primeiros 20 minutos. Quando se esperava um início forte, com as duas equipas a procurar superiorizar-se, o que se viu foi nervosismo, desorganização e uma falta de eficácia ofensiva que não se espera destes dois conjuntos.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

A equipa leonina abordou este jogo com uma estratégia algo conservadora, apostando muito no aspeto físico do jogo, e com o ataque a procurar forçar trocas que colocassem os jogadores do Sporting em superioridade de estatura perto do cesto. Fora isto, o jogo dos leões prendeu-se muito à qualidade individual dos seus jogadores, ficando claro que esta equipa ainda tem que evoluir coletivamente.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Ventura (5)

Travante Williams (8)

James Ellisor (8)

Abdul-Malik Abu (8)

João Fernandes (6)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Amiel (4)

Pedro Catarino (5)

Ty Toney (7)

Diogo Araújo (3)

Cláudio Fonseca (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

A Oliveirense entrou no jogo a querer surpreender o Sporting, entrado em campo com dois bases, revelando uma atitude mais ousada do que a dos leões. Com naturalidade, o jogo exterior revelou-se a grande arma da equipa treinada por Norberto Alves.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Corey Sanders (5)

José Barbosa (6)

Duda Sanadze (7)

John Fields (8)

Shonn Miller (8)

SUBS UTILIZADOS

André Bessa (5)

João Balseiro (8)

João Grosso (5)

João Guerreiro (6)

Marc-Eddy Norelia (6)

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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