Começa na próxima sexta-feira, dia 19 de março, a dança de Neemias Queta na March Madness. Durante o terceiro mês do ano, a NCAA implementou um formato de Playoffs onde todas as 68 equipas podem surpreender e, eventualmente, tornar-se campeões nacionais. Quase sempre, existe a história de “Cinderella” e, quem sabe, uma das equipas pode ser Utah State.

O caminho até à entrada no torneio não foi facilitado. Depois de dois anos em que venceram a conferência Mountain West, os aggies perderam a final deste ano frente a San Diego State. Se vencessem, tinham garantido, desde logo, o bilhete para a competição. Assim, tiveram de esperar pela Selection Sunday, onde a Liga escolhe 36 universidades que, devido ao mérito, merecem a presença no certame.

Se Utah State está presente, muito o deve a Neemias. Ao longo da época regular, o português brilhou e tornou-se, sem dúvida, a grande estrela da equipa. Depois da saída de Sam Merrill, jogador que foi escolhido no Draft de 2020 pelos Milwaukee Bucks, Queta assumiu o papel de estrela e não desiludiu. Os aggies terminaram com um recorde de 20 vitórias e oito derrotas, um registo francamente positivo.

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Com médias de duplo-duplo, 15.1 pontos, 10 ressaltos e 2.5 assistências, o poste arrecadou diversos prémios. Na conferência Mountain West, teve honras de melhor jogador defensivo e fez parte do melhor cinco da competição. No entanto, apesar de não ser oficial, o Bleacher Report, um dos meios de comunicação mais badalados nas terras do tio Sam, considerou Neemias o melhor defesa a nivel nacional (!).

Durante a época, Queta bateu o recorde da Universidade, com a marca de mais bloqueios num só jogo (nove, frente a Colorado State). Em média, foram mais de três blocks por partida, numa valência importante para qualquer equipa do mundo. Além disso, a % de lançamentos de campo foi, quase sempre, acima de 50%, um dado relevante de eficácia individual.

O terceiro ano na NCAA foi o melhor. Depois de se propor ao Draft por duas ocasiões, o português decidiu sempre voltar ao local de partida, Utah. Quando vemos estes números e exibições ao mais alto nível, percebemos o porquê. Principalmente, quando um jogador está numa conferência menos conhecida, a batalha é mais complicada.

Este ano, com mais holofotes virados para Queta e com o melhor basquetebol que está a praticar desde o início da carreira, tudo ficou mais fácil. Agora, com o início da March Madness, uma grande parte do mundo vai estar atenta e é, claramente, a montra onde todos se querem expor. Com boas performances, ainda mais olheiros e pessoas ligadas à NBA e ao basquetebol profissional podem os conhecer.

A primeira batalha será frente a Texas Tech. Os red raiders terminaram com um recorde de 17-10 numa conferência mais conhecida, a Big 12. O jogador a ter em conta para a defesa dos aggies será Mac McClung, um base conhecido nos Estados Unidos desde os tempos de High School. Num bom dia, vai dar dores de cabeça a Neemias e companhia.

É contra os melhores que os jogadores querem ser a figura. Será um pouco irrealista pensar que Utah State pode chegar até a uma fase avançada do torneio, como uma Elite Eight ou a tão desejada Final Four. No entanto, é possível chegar longe e, se há competição onde todos os sonhos se podem tornar realidade, essa chama-se March Madness. Venha a dança!

Foto de Capa: USU Basketball

 

 

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