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Enquanto escrevo estas linhas para vós, a Associação Desportiva Ovarense acaba de conquistar a sexta edição do Troféu António Pratas, vencendo o Sampaense pelo placard final de 65 – 62. O conjunto de S. Paio de Gramaços já havia derrotado o Benfica na véspera. É um torneio recente (daí ter chegado apenas à meia dúzia de edições), mas nem por isso deixa de ser um marco importante – e por várias razões. Primeiro, porque é oficial. E mal de alguma equipe que entra em competição, seja de que cariz for, se não apenas com o intuito de a vencer. Em segundo lugar, quebrou a hegemonia do Benfica (é tetra nesta taça), atual campeão em título e aparente gigante solitário para lutar pelo mesmo. Depois porque foi a sua primeira conquista; e a primeira vez nunca se esquece. E ainda porque, este ano, a Federação Portuguesa de Basquetebol entregou a responsabilidade da organização da contenda ao dito Sport Lisboa e Benfica, ou seja, venceu na casa do adversário, o que, apesar de passar a campo neutro, é sempre simbólico.

Estes são, julgo, os ingredientes principais para fazermos tal aferição. É claro que, como se costuma dizer na gíria popular, “isto não é como começa, mas como acaba”. Porém, o que este torneio António Pratas veio demonstrar foi a capacidade de a Ovarense se superiorizar e fazer face às suas limitações. Sem grandes nomes e sem um tipo de jogo sonante, os aveirenses foram eficientes e levaram de vencida os preconceitos.

Ovarenses festejam depois da conquista exuberante  www.record.xl.pt
Ovarenses festejam depois da conquista exuberante
Fonte: Record

Já ouviram falar no mito do acordar de um gigante? E como isso pode ser perigoso; se pode! O clube já conta com cinco Campeonatos Nacionais, três Taças de Portugal, outras tantas Taças da Liga e oito Supertaças. Possui também vários títulos nas camadas jovens da sua formação. É um palmarés que impõe respeito.

É cedo para fazer conjeturas; parece só haver um único favorito para ganhar a prova maior, mas quando o grande matulão acorda é perigoso. Um grandalhão que já está longe das decisões há muito tempo. E este artigo termina como começou: com uma pergunta. Será que apenas um se sente capaz de caçar o grande tesouro? Até quando?

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