A melhor ciclista portuguesa fez este ano a sua segunda temporada numa equipa UCI, mantendo-se na mesma estrutura, mas que mudou de nome e patrocinadores, ficando mais frágil. Isto traduziu-se em menos convites para provas World Tour, com a equipa a ficar de fora de todas as principais provas por etapas.

O ano começou sem grandes pontos de interesse, participando na Semana Ciclista Valenciana e nalgumas clássicas, onde se destacam os lugares entre os 30 primeiros no Trofeo Alfredo Binda e na Ronde van Vlaanderen.

Seguiu-se uma viagem à China, em que participou em três provas por etapas, e passagem por duas clássicas francesas, mas sem nenhum resultado de especial relevância.

Junho viu a corrente mudar, com os resultados a aparecerem. Primeiro, nos Campeonatos Nacionais, começou por vencer o crono por uma margem confortável para depois aproveitar um percurso ao seu jeito para destruir a oposição na prova de estrada, onde apenas Maria Martins perdeu menos de uma dezena de minutos (ficou a 5:28).

Seguiram-se os Jogos do Mediterrâneo, dos quais saiu ingloriamente sem uma medalha, sendo quarta tanto na prova de fundo como no esforço individual, tendo na primeira batido várias ciclistas melhor cotadas.

Quando parecia estar a viver o seu melhor momento de forma, uma lesão numa queda logo na primeira etapa do Tour de Feminin viria a praticamente terminar-lhe a época, impedindo-a de aproveitar o bom momento para alcançar mais alguns bons resultados. Participaria ainda no Madrid Challenge, mais de dois meses depois, terminando na parte de cima da tabela.

Para o próximo ano, continuará na Doltcini – Van Eyck Sport, que parece ter melhorado ligeiramente no mercado de transferências e esperemos que tenha uma estrutura que lhe permita melhorar os resultados e aproveitar por completo o seu potencial.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ciclismo

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Comentários