O segundo ano do barcelense no World Tour foi extremamente positivo e, apesar de desta vez não ter dado nenhuma vitória à Team Katusha – Alpecin, será lembrado pelo seu excecional desempenho no Giro d’Italia.

José Gonçalves entrou tranquilo no ano, com apenas um 17.º na Cadel Evans Great Ocean Race a dar algum (pouco) destaque nos primeiros meses da temporada. No final de abril, no Tour de Romandie já parecia começar a melhorar a forma para maio, onde brilharia na primeira Grande Volta da época.

No Giro d’Italia, o português começou logo com um fantástico quarto posto no prólogo e melhoraria esse registo para um terceiro na chegada a Santa Ninfa, numa altura em que se ia mantendo entre os primeiros da Geral. O que ninguém esperava era que o fizesse até ao fim da prova. Colecionando mais dois top 10 em etapas pelo caminho, José Gonçalves terminaria as três semanas num surpreendente 14.º lugar, igualando o melhor registo nacional da década em Grandes Voltas.

O terceiro lugar em Santa Ninfa foi um dos destaques da época
Fonte: Giro d’Italia

Seguiu-se o Tour de Suisse onde também ainda esteve na discussão de duas etapas e a participação nos Campeonatos Nacionais (ganhos pelo seu irmão gémeo), onde conquistou a prata no contrarrelógio individual.

Depois de uma paragem para repousar, participou na Vuelta, onde nunca se encontrou e acabaria por desistir à etapa 13. Até ao final da temporada ainda conseguiu resultados positivos no Paris-Tours e no Gree-Tour de Guangxi.

Após um 2018 em que confirmou o estatuto como um dos melhores portugueses da atualidade e surpreendeu com a sua capacidade a subir e no crono, continuará na Katusha e será uma boa aposta para termos sucessos internacionais lusitanos no ano que aí vem.

Foto de Capa: Team Katusha – Alpecin

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

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