Favoritos à geral

Geraint Thomas venceu o Tour no ano transato
Fonte: Le Tour de France

Geraint Thomas- É verdade que pode estar ainda debilitado devido à recente queda que teve, no entanto, a motivação de revalidar a amarela é muito grande. Nos contrarrelógios é dos melhores corredores, dentro dos favoritos e vai contar com um bloco de apoio muito forte na montanha. Kwiatkowski, Poels, Gianni Moscon e Castroviejo serão peças vitais na equipa milionária. Já para não falar do jovem Bernal, que deverá ser poupado a trabalho, no entanto a Team INEOS pode jogar com duas cartas.

Egan Bernal-  Na ausência de Christopher Froome, a chamada de Bernal era mesmo inevitável. O jovem corredor da INEOS está a andar muito bem nesta temporada, tendo ganho as gerais do Paris-Nice e do Tour da Suiça. Nesta última competição ainda ganhou uma etapa. É um dos principais favoritos à vitória, se não der com Thomas, a equipa vai virar o “jogo” para Bernal.

Jakob Fuglsang-  Seria impensável deixar de fora Fuglsang dos favoritos, ele que tem estado imparável nesta temporada. Sendo esta, sem sombra de dúvidas, a sua melhor temporada de sempre! Conquistou a Volta a Andalucia, ganhou uma etapa no Tirreno Adriático, venceu a Liège-Bastogne-Liège e ainda somou a geral individual do Critérium du Dauphiné! Só não ganhou a Flèche Wallone e a Strade Bianche porque Alaphilippe esteve muito bem e acabou por ser melhor nos sprints finais.

Yates-  Os dois irmãos formam uma dupla temível, em boa forma conseguem fazer estragos de longe, como já provaram no passado. Desta vez, a aposta principal deverá cair sobre Adam Yates, visto que Simon já fez o Giro nesta temporada, acabando no oitavo posto, desde aí não voltou a correr. Adam em termos de geral, não lhe tem estado a correr bem o ano de 2019, mas já venceu! Conseguiu uma vitória na Volta à Comunidade Valenciana, um triunfo na Volta à Catalunha e ainda levantou os braços na Volta ao País Basco, tudo em Espanha. 

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Nibali-  O tubarão de Messina já tem muita experiência e se é verdade que a sua última vitória foi na Milan-Sanremo do ano passado, também é verdade que fez um Giro muito regular, acabando em segundo, apenas atrás do virtuoso Richard Carapaz. Em 2014 venceu o Tour e vai liderar a Bahrain-Merida para mais uma Grande Volta. Certamente que vai ser um ciclista combativo e vai tentar no mínimo levar uma etapa para casa.

Dupla Quintana/Landa –  Será que a Movistar vai funcionar desta vez? Já mostraram no passado que vacilam com demasiados líderes, será que desta vez vai ser melhor? É uma incógnita, que só vamos saber com o desenrolar da corrida. Podemos afirmar que Carapaz e Landa no Giro se comportaram a um nível de classe mundial. Mas agora há Quintana e Valverde, dois chefes de fila da Movistar, mais um Landa que quer ter o estatuto de líder também. Levam ainda Marc Soler, Carlos Verona, Imanol Erviti, Amador e Nélson Oliveira para os apoiar na montanha. Com tantos nomes de luxo é obrigatório colocar a Movistar como uma das possíveis vencedoras do Tour.