Antevisão do Tour de Flandres

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Chegou a altura do segundo monumento da época no ciclismo. É neste domingo que irá correr a Ronde Van Vlaanderen-Tour des Flandres (Tour de Flandres). 

Em altura de clássicas da primavera, a Bélgica é o país anfitrião de alguns dos momentos mais bonitos da temporada. Nesta prova mítica, os ciclistas vão ter pela frente 270 quilómetros entre Antuérpia e Oudenaarde, com cerca de 23 passagens por trajetos complicados, numa mistura de piso empedrado e de subidas curtas com elevada inclinação. Algumas rampas chegam mesmo aos 22% de inclinação!

A primeira parte da corrida será calma como o habitual. Na segunda fase, a história será outra devido à seleção natural do pelotão.

A fase final terá Kanarieberg – Oude Kwaremont- Paterberg- Koppenberg- Steenbeekdries-Taaienberg-Kruisberg- Oude Kwaremont- Paterberg. Será uma parte da prova em que a respiração custará e em que os ciclistas terão de estar sempre bem colocados, porque qualquer metro dentro destes percursos irá fazer a diferença.

Subidas como o Koppenberg, com 700 metros, mas com pendentes a 22% num piso empedrado são muito difíceis de ultrapassar, por vezes nesta parte do percurso vemos os ciclistas saírem das suas bicicletas e ultrapassarem a subida fora da bicicleta, só demonstra a dureza que lhes é apresentada.

As passagens por Oude Kwaremont e Paterberg serão cruciais. Os ciclistas vão passar três vezes por Oude Kwaremont e duas pela subida icônica de Paterberg. A primeira subida conta com cerca de 2.2 quilómetros a 4% de inclinação média. Já a segunda subida, são cerca de 360 metros com 12.9% de inclinação média com uma rampa a 20.3% de inclinação! Um verdadeiro quebra-pernas, a fase final da corrida.

Trajeto de Koppenberg, cerca de 700 metros com pendentes a 22%
Fonte: Cycling in Flanders

As maiores dificuldades estarão ultrapassadas quando faltarem apenas 13.3 quilómetros para a meta.

Muitos ciclistas que têm objetivos nas Grandes Voltas acabam por não querer vir a este tipo de clássicas para se resguardarem de possíveis quedas e da possibilidade de terem de ficar meses de fora da competição, como o caso de Geraint Thomas este ano, que decidiu não correr a Volta a Flandres, porque existe uma Volta à França mais à frente.

O pavé, por ser muito famoso em furos e quedas, um pequeno trajeto pode deitar tudo a perder, trabalho de meses e de horas pode cair por terra num espaço de segundos.

André Filipe Antunes
André Filipe Antuneshttp://www.bolanarede.pt
O André é licenciado em Marketing e Publicidade e um fã incondicional de ciclismo. Começou desde pequeno a ter uma paixão pelo desporto, através do futebol. Chegava a saber os plantéis de todas as equipas da Primeira Liga! Com o tempo, abriu-se o horizonte e o interesse para outros desportos, como o Ciclismo, o Futsal e, mais recentemente, a NBA. Diz que no Ciclismo existem valores e táticas que mais nenhum desporto possui e ambiciona um dia ter a oportunidade de assistir ao vivo a um evento deste calibre.

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