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A terra escolhida para acolher este ano os campeonatos nacionais em Portugal foi Melgaço. No primeiro dia de competição tivemos os campeões do contrarrelógio. Na categoria masculina após 32,3 quilómetros, foi José Gonçalves quem levou a melhor. No segundo lugar ficou o seu irmão Domingos Gonçalves, à semelhança do ano passado, ambos a terminarem nas primeiras duas posições.

Domingos Gonçalves registou à chegada mais 21 segundos que o seu irmão e António Carvalho que terminou em terceiro lugar ficou a um minuto e três segundos do vencedor.

No setor feminino, após 24,6 quilómetros, foi Daniela Reis que assumiu o favoritismo e acabou por vencer. A corredora terminou com um tempo de 39 minutos e 45 segundos, revalidando assim o título de campeã do contrarrelógio. No segundo lugar ficou Liliana Jesus a 3 minutos e 41 segundos e em terceiro, Melissa Maia, a 3 minutos e 48 segundos, ambas as atletas correm no CE Gonçalves/Azeitonense.

Nos sub-23 foi percorrido o mesmo percurso das corredoras de elite. Com o ciclista João Almeida a sobressair, completando a corrida em 32 minutos e 37 segundos. Jorge Magalhães da W52- FC Porto, terminou com mais 58 segundos e ficou em segundo lugar, Guilherme Mota da UD Oliveirense/InOutBuild fechou o pódio a 1 minuto e 53 segundos do jovem da Axeon.

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Nas corridas de estrada/fundo tivemos a dobradinha de Daniela Reis e de João Almeida. Daniela Reis mostrou-se na ofensiva logo a partir da primeira volta e no momento que decidiu atacar, nunca mais a alcançaram. O ataque aconteceu na subida que antecedia a última volta, deixando a ciclista isolada na frente e conquistando assim mais um título nacional. Após 88 quilómetros, fechou com um tempo de 2 horas 38 minutos e 51 segundos. Raquel Queirós acabou em segundo, ela que está no escalão sub-23, a 2 minutos e 10 segundos. Sandra dos Santos acabou no terceiro lugar a 6 minutos e 19 segundos. Daniela Reis claramente que se encontra num patamar acima da concorrência.

De salientar ainda, o facto de Daniela Campos ter acompanhado as duas primeiras do escalão de elite durante quase toda a prova, concluindo os 66,1 quilómetros do escalão júnior isolada na frente. Sagrando-se campeã nacional à frente de Rafaela Ramalho que chegou com dez minutos de atraso e de Beatriz Martins que fez a prova com mais 11 minutos e 22 segundos.

João Almeida não vacilou na prova de fundo e mostrou-se com intenções claras de conquistar a camisola de campeão nacional. Esteve em fuga durante mais de cem dos 143,2 quilómetros da prova.

Almeida fez a ponte para a frente da corrida onde se encontravam seis ciclistas. No entanto, a trinta quilómetros para o fim o grupo partiu-se e restavam apenas Almeida e Fábio Costa (UD Oliveirense-InOutBuild) na frente. Os perseguidores tentaram alcançar o duo fugitivo, mas, no entanto, sem sucesso. Na última dificuldade do dia, o ciclista da Axeon atacou para alcançar a vitória. Fábio Costa atrasou-se em onze segundos e ficou na segunda posição, já João Leite (Vito Feirense) conseguiu o terceiro posto, chegando 36 segundos atrasado.

João Almeida que no ano passado tinha ficado em segundo lugar, tanto na prova de fundo como no contrarrelógio, onde perdeu a primeira posição para os irmãos Oliveira, Rui e Ivo. No entanto já se tinha sagrado campeão nas duas especialidades em júnior.

No ano de 2018, João terminou em segundo lugar no Giro Ciclistico d´Itália no escalão sub-23, apenas atrás de Aleksandr Vlasov da Gazprom Rusvelo. Neste momento Vlasov já compete de igual para igual com ciclistas World Tour. Como no Tour dos Alpes, Volta às Astúrias e no Tour da Eslovénia deste ano.

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O André é licenciado em Marketing e Publicidade e um fã incondicional de ciclismo. Começou desde pequeno a ter uma paixão pelo desporto, através do futebol. Chegava a saber os plantéis de todas as equipas da Primeira Liga! Com o tempo, abriu-se o horizonte e o interesse para outros desportos, como o Ciclismo, o Futsal e, mais recentemente, a NBA. Diz que no Ciclismo existem valores e táticas que mais nenhum desporto possui e ambiciona um dia ter a oportunidade de assistir ao vivo a um evento deste calibre.                                                                                                                                                 O André escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.