Cabeçalho modalidadesUma das principais provas de início de temporada teve, ontem (durante a madrugada, para nós, europeus), a sua conclusão e, como de costume, os australianos voltaram a mexer bastante com a corrida e a serem os protagonistas da mesma.

O primeiro destaque deste Santos Tour Down Under 2017 tem de ir, naturalmente, para o vencedor da classificação geral individual, Richie Porte. O australiano da BMC dominou as duas etapas mais importantes da prova e arrecadou, finalmente, um título que lhe escapava há algum tempo – nas duas últimas edições, tinha sido segundo classificado em ambas, sendo que numa delas ficou a apenas 2 segundos do primeiro lugar.

Mas a verdade é que outro australiano não deixou que Richie brilhasse sozinho e esta prova acabou por terminar tal e qual como começara: com uma vitória de Caleb Ewan. O jovem prodígio sprinter australiano da Orica não deu quaisquer hipóteses aos rivais e conseguiu nada mais, nada menos do que 4 vitórias em 6 etapas!

Se na primeira etapa a vitória foi “ao limite” (Danny Van Poppel, da Sky, esteve muito perto), as outras mostraram que as minhas esperanças de ver este ciclista como o melhor sprinter do mundo nos próximos anos é realmente algo perfeitamente atingível. Curiosamente, nessa primeira etapa, Peter Sagan optou por dar a oportunidade a Sam Bennett, seu colega de equipa, de sprintar para a vitória (ficou em terceiro), mas nas outras quis ser ele a tentar destronar Ewan.

Caleb Ewan dominou plenamente os sprints desta edição  FONTE: Tour Down Under
Caleb Ewan dominou plenamente os sprints desta edição
Fonte: Tour Down Under

Antes de avançarmos para as outras etapas, há que destacar a etapa 2 e a forma como Richie Porte se viu livre de todos os seus adversários. Bastou acelerar no momento certo e mais ninguém o conseguiu apanhar. Chaves e Izaguirre bem tentaram, mas o australiano acabou por levar a melhor e conseguir uma vantagem de 16 segundos que poderia vir a ser decisiva, numa prova que costuma ser decidida por segundos.

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Na terceira e quarta etapa, voltámos a ter um grande show de Caleb Ewan. Se a sua segunda vitória foi relativamente “tranquila”, a terceira vitória para o australiano mostrou o incrível potencial que tem para desenvolver, conseguindo sair de uma “zona de pressão”, ter ainda capacidade para ultrapassar adversários de qualidade e, ainda, vencer com uma margem de uma bicicleta. Nesse mesmo final, destaque, igualmente, para a capacidade de recuperação de Sagan, que, tal como Ewan, ultrapassou alguns ciclistas mas já não teve capacidade para bater o “rei dos sprints” deste TDU 2017.