Depois de um 2018 complicado, Elisa Longo Borghini voltou a rugir com um importante triunfo numa das mais históricas provas por etapas do circuito feminino, a Emakumeen Bira. A leoa italiana teve uma prestação impecável e foi capaz de surpreender Amanda Spratt, impedindo que a australiana revalidasse o título.

A primeira jornada foi a mais calma das quatro, num dia mais plano que serviu para Jolien d’Hoore finalmente se estrear a vencer esta época, dando bom seguimento à recuperação de uma lesão que lhe prejudicou a parte inicial da época.

Ao segundo dia, começaram a mexer as favoritas. A etapa não era extremamente dura, mas os últimos quilómetros a subir serviram para Amanda Spratt se lançar para a vitória na tirada e para a liderança, colocando-se em boa posição para revalidar o título de 2018.

Seguiu-se uma etapa com duas subidas bem duras no seu último terço e que seria decisiva. Desta feita, foi a Trek-Segafredo que esteve um nível acima das adversárias. Taylor Wiles triunfou isolada e Longo Borghini consumaria a dobradinha da equipa americana, levando a melhor por poucos segundos face às principais opositoras para as contas finais e aproximando-se de Spratt.

Um último dia muito acidentado foi prolífico em ataques com a Mitchelton-Scott a tentar controlar a corrida para a sua líder australiana. Só que, nos instantes finais, Elisa Longo Borghini conseguiu escapar-se para vencer a etapa por magra margem, mas suficiente para a catapultar para o primeiro lugar e conquistar um importante triunfo, tanto para si como para a equipa.

Depois da demonstração de força de Van der Breggen na Califórnia, este resultado de Longo Borghini abre perspetivas de que as melhores do mundo estão a ficar na melhor forma para o Giro Rosa. Annemiek van Vleuten, sexta na Emakumeen, continua a ser a principal favorita, mas tudo aponta que não terá a vida tão facilitada como no ano passado.

Foto de Capa: Trek-Segafredo

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