O Tour de Suisse 2018 terminou este fim-de-semana com um pouco surpreendente regresso do australiano Richie Porte às vitórias. Numa prova usada como preparação por vários candidatos à vitória no Tour de France, a escalada a Arosa voltou a ser uma das etapas chave, com Nairo Quintana a testar os adversários com um ataque de longe que lhe valeu o triunfo na jornada. 

Com isso em mente, decidimos reviver, numa rubrica certamente a repetir, a etapa de Arosa de 2012, um dia importante para o “nosso” Rui Costa que, tal como Porte, resistiu aos avanços adversários para se manter de camisola amarela envergada.

Após o prólogo inaugural, o Tour de Suisse 2012 teve logo uma chegada em alto, ao Verbier e foi Rui Costa que surpreendeu e venceu a etapa, batendo o campeão luxemburguês Frank Schleck e passando a envergar a camisola amarela. A etapa decisiva seguinte foi o contrarrelógio da sexta etapa, em que o português foi oitavo e aumentou a vantagem para os adversários. Assim, e com um dia final que não deveria ser duro o suficiente para grandes diferenças, restava a sétima etapa, de montanha e chegada em alto a Arosa, para tentar destronar Rui Costa.

Na luta pela vitória da etapa, uma fuga de quatro elementos constitui-se cedo na jornada. Michael Albasini, o homem da casa, arrancou na subida a Castiel e só Peter Velits o conseguiu acompanhar. Ainda não se subia a Arosa e Albasini voltou a atacar, seguindo desta vez a solo. Com uma vantagem de três minutos para gerir sobre o pelotão, conesuiu gerir até final e somar a única vitória suíça na prova nesse ano, consumando a excelente época de estreia da Orica – GreenEDGE. 

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Albasini, homem da casa, foi o vencedor da etapa
Fonte: Mitchelton-Scott

Já no grupo dos homens da Geral, a corrida também começou a aquecer ainda em Castiel, com a Rabobank de Robert Gesink (terceiro a 55 segundos) a colocar um forte ritmo que encurtou o grupo para somente à volta de 20 unidades. Na descida haveria lugar a um reagrupamento, mas estava dado o mote para o que aí vinha.

Assim que se começou de novo a subir, desta vez já em Arosa, a Rabobank voltou a assumir o comando e o trabalho de Laurens Ten Dam começou a dar frutos com ciclistas a descolar à medida que os metros passavam. Rui Costa, o camisola amarela, já não dava as melhores indicações e, ainda seguindo no seio do grupo, já estava longe da frente, posto onde um líder forte sempre gosta de se mostrar.