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A 71ª edição do Critérium du Dauphiné, prova que antecede o Tour, apresentava bastantes durezas. A competição começou com uma etapa, que já apresentava algumas dificuldades a nível de subidas. Uma primeira categoria, uma quarta categoria, uma terceira e duas segundas. No entanto, o final era plano, sendo o final ideal para aqueles sprinters que passam bem a montanha. Edvald Boasson Hagen como um dos nomes fortes, arrebatou a sua terceira vitória da temporada e a camisola amarela, sendo que a sua equipa leva apenas quatro triunfos esta época.

No segundo dia, a etapa foi muito movimentada e com isso a fuga acabou por vingar. No final das contas, restavam apenas Dylan Teuns (Bahrain-Merida) e Guillaume Martin (Wanty-Gobert) para decidir quem iria ganhar. O belga Dylan, foi quem levou a melhor num sprint esforçado, vindo de trás, conseguindo ultrapassar o francês mesmo nos metros finais. Teuns assumia assim a liderança da geral, com três segundos para o seu colega de fuga, Guillaume Martin. Nos favoritos, Jakob Fuglsang foi quem liderou o grupo na chegada, juntamente com Pinot, Woods, Quintana, Yates e Froome.  No entanto, Daniel Martin, Kruijswijk, Buchmann, Bardet e Porte já perdiam 31 segundos para os mais diretos rivais.

A terceira etapa, era uma, das poucas oportunidades que os sprinters dispunham. A equipa da Bora-Hansgrohe trabalhou bem durante toda a etapa e conseguiu levar Sam Bennett à vitória. Já leva sete vitórias nesta temporada, o ciclista irlandês. Após um grande trabalho de Shane Archbold, a vitória acabou por surgir de forma autoritária. Teuns manteve a liderança da geral no final do dia. Nesta etapa, os portugueses Rúben Guerreiro e Nélson Oliveira desistiram, o primeiro devido a queda (vai ficar de fora do Tour de France) e o segundo devido a doença.

No dia seguinte, a manhã começa com a notícia de uma queda de Chris Froome num reconhecimento de percurso, do contrarrelógio. O britânico acabou por cair tendo fraturado o fémur e assim o principal candidato à vitória no Tour, vai ficar de fora da prova, sem saber quando irá voltar à competição. Numa descida técnica, Froome terá retirado uma mão do guiador e uma rajada de vento levantou a roda dianteira da sua bicicleta, acabando por atirá-lo contra uma parede de uma casa que estava por perto. A queda registou-se a mais de 50 km/h.

O contrarrelógio individual tinha uma fase inicial em subida e a segunda parte era em ligeira descida/plano. O trajeto realizou-se na localidade de Roanne, num total de 26.1km. A vitória acabou por surgir a um estreante a ganhar no World Tour, de seu nome, Wout Van Aert. Fez um tempo estonteante, tendo feito menos 31 segundos que Van Garderen (segundo lugar) e menos 47 segundos que Dumoulin (terceiro lugar)! Foi uma surpresa claramente, visto que havia nomes de luxo no que toca ao contrarrelógio. Adam Yates passou para a frente na geral, com quatro segundos de vantagem para Teuns e seis segundos para Van Garderen.

Wout Van Aert voou para a vitória no contrarrelógio
Fonte: Team Jumbo-Visma

Na etapa cinco, com um final novamente complicado para os sprinters, houve mais uma surpresa no final do dia. Só que a novidade foi dada pelo belga Van Aert, outra vez! O homem da Jumbo-Visma bateu com autoridade Sam Bennett e Alaphilippe ao sprint! No início do ano dava-se por Van Aert, como um ciclista de clássicas, agora já ganha contrarrelógios e sprints em provas WT… Que menino prodígio que esta equipa holandesa tem nas suas fileiras! No final do dia, o britânico Yates manteve a liderança da prova, Van Aert subiu quatro lugares na geral e estava agora na quinta posição.

Na sexta etapa, tivemos a vitória de um dos homens da temporada! Uma fuga bem sucedida, em que no final restavam Alaphilippe (QuickStep) e Muhlberger (Bora-Hansgrohe), ao sprint, o francês acabou por levar a melhor. Já leva dez vitórias nesta temporada! A juntar à sua vitória na etapa, acabou por subir ao primeiro lugar na geral da montanha. Na geral, Yates defendeu facilmente a sua liderança, enquanto que Van Aert caiu de quinto para a 34.ª posição.

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