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Faltava uma semana de Giro, Carapaz tinha que manter a sua liderança face aos seus rivais. Todas as camisolas ainda estavam em disputa, no entanto, algumas classificações estavam quase garantidas.

A semana começa com a 16ª etapa, não houve a subida do Passo Gavia, devido às grandes paredes de neve, que poderiam colocar em risco a segurança dos ciclistas. No entanto, não deixou de ser uma etapa duríssima, pois houve bastante subida, incluindo o Mortirolo, com a sua pendente média de 10.8% numa distância de 12.1km. Esta etapa revelou-se excelente para a fuga, visto que Giulio Ciccone ( um dos protagonistas desta Volta a Itália) foi o vencedor final, ao concluir com sucesso a escapada.

Vimos um Nibali de outros tempos, ao ataque, enquanto que Roglic, Yates e M.A.López perderam tempo para os restantes rivais. Carapaz mantinha-se na liderança, mas Nibali ultrapassava Roglic, no segundo lugar da geral individual.

A etapa seguinte, a fuga voltou a vingar, desta vez, foi Nans Peters quem concluiu com sucesso. O francês da AG2R conquistou a primeira vitória da carreira e que vitória! Ainda por cima a sua equipa nesta temporada carece de triunfos.

Na fuga, tivemos a presença de Amaro Antunes, num grupo bastante numeroso. Bakelants e Thomas De Gendt estavam irrequietos na fuga, mas foi aos 16 km que Peters saiu, sem que ninguém o alcançasse. No final da etapa, Mikel Landa ainda ganhou tempo, mais tarde saíram Carapaz e M.A.López, acabando por ganhar alguns segundos a Roglic e Nibali.

Na etapa 18, a fuga para variar, voltou a ganhar.  Era a última tirada ao sprint, nesta edição do Giro. Durante quase toda a etapa, a equipa da Bora-Hansgrohe esteve ao trabalho, isto porque, Arnaud Démare detinha a camisola dos pontos.  No final da etapa, manteve-se a incerteza se a fuga chegaria a ser bem sucedida ou não. Juntamente com a Bora, a equipa da Lotto Saudal colocou-se ao trabalho também e por estranho que pareça, a própria Groupama-FDJ, equipa de Démare, que só tinha a beneficiar com a chegada da fuga, acabou por ajudar nos quilómetros finais. Ackermann fez segundo lugar e Démare acabou apenas em oitavo, tínhamos aqui um novo líder dos pontos. No final, dos homens da fuga, o único que acabou por não ser alcançado, foi Damiano Cima, da equipa italiana, Nippo-Vini Fantini, que alcançou a vitória mais importante da sua carreira.

Esteban Chaves está de regresso às vitórias
Fonte: Giro d’Italia

Na 19ª etapa e pela quinta vez consecutiva, a fuga acabaria por vingar. Foram nove fugas, a serem bem sucedidas, neste Giro! Esteban Chaves voltou às vitórias, praticamente um ano depois, visto que a sua última vitória tinha sido no Giro 2018. Acabou por salvar a prestação da Mitchelton-Scott, sendo que foram colocadas altas expetativas na equipa, após a boa prestação do Giro em 2018. Amaro Antunes foi um dos homens da fuga e acabou por alcançar um pódio, ficando em terceiro lugar na etapa. Relativamente aos homens da geral, M.A.López ganhou quase 45 segundos para os rivais mais diretos.

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