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Numa espécie de segunda linha de favoritismo, encontramos ciclistas como Steven Kruijswijk (Lotto-Jumbo), que, para mim, teria sido o justo vencedor do Giro do ano passado – não fosse aquela queda aparatosa e tudo o que se desenrolou logo após isso, provavelmente o holandês estaria aqui a ser designado como o último vencedor da prova –; Thibaut Pinot (FDJ), que tem melhorado cada vez mais as suas prestações nos contrarrelógios e nas descidas e isso poderá ser algo decisivo para uma subida ao pódio final; ou Adam Yates (Orica), que tem sido cada vez mais “polido” para disputar estas grandes voltas e acredito que terá aqui uma excelente oportunidade para mostrar exatamente isso.

Outros nomes a ter em consideração são: Bauke Mollema (Trek-Segafredo), que aponta a um top’5 depois de ter de mudar alguns planos após a aposta da sua equipa em Contador para liderar no Tour; Tom Dumoulin (Sunweb), que pertence à elite no que toca aos contrarrelógios, mas ainda existem dúvidas de que consiga acompanhar os melhores pelas montanhas mais complicadas, como algumas das que encontrará neste Giro; a dupla da Sky composta por Mikel Landa e Geraint Thomas, que tentarão funcionar bem em conjunto para proporcionarem uma maior vantagem tática à sua equipa.

Também a ter em consideração, temos, igualmente, Ilnur Zakarin (Katusha), que similarmente a Kruijswijk acabou por cair e, ainda mais grave, teve de desistir da prova naquela altura e acredito que esteja pronto para mostrar o que de bom poderia ter feito no ano passado; Davide Formolo (Cannondale-Drapac), um dos ciclistas jovens com mais potencial nas montanhas; a dupla da BMC composta por Tejay Van Garderen e Rohan Dennis; Domenico Pozzovivo (AG2R); Wilco Kelderman (Sunweb), Maxime Monfort (Lotto-Soudal) ou Bob Jungels (Quick-Step).

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Em relação ao português Rui Costa, poder-se-á dizer que iremos ter um Rui a batalhar pelos melhores lugares da classificação geral na primeira semana de prova até ao contrarrelógio. Após isso, dependendo de como estiver na classificação e do que fez até ali, provavelmente irá tomar a decisão de lutar ou não pela geral. Se optar por tentar vencer etapas, essa será a altura ideal para tal escolha. Ainda assim, acredito que o ciclista português da UAE Team Emirates consiga fazer o seu primeiro top’10 num Grand Tour.

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Rui Costa está determinado a fazer uma boa Volta a Itália
Fonte: Rui Costa

Além do ex-campeão do mundo, também iremos ter em prova mais 2 portugueses: José Gonçalves (Katusha), que irá tentar apoiar da melhor forma o seu líder, que é o Zakarin, e atacar algumas das etapas mais viradas para os “oportunistas”, sendo que o terceiro elemento português presente na prova é José Mendes (Bora-Hansgrohe), que terá um pouco mais de liberdade para tentar fazer a sua corrida na geral individual.

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