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A edição 105 do Giro d’Italia terminou com a vitória a cair para o australiano Jai Hindley na classificação geral. Richard Carapaz finalizou em segundo lugar, seguido por Mikel Landa no último lugar do pódio.
A semana final era complicada, com muita montanha à mistura, para haver espaço para os puros trepadores fazerem as diferenças. A etapa com chegada a Aprica, a abrir a semana, com três contagens de primeira categoria, era perfeita para os fãs se deliciarem.
A passagem pelo Passo del Mortirolo seria um ponto fulcral e decisivo para as aspirações de muitos nomes importantes para a geral. A fuga do dia, com vários nomes de luxo, viu um dos seus integrantes a vencer. O checo Jan Hirt celebrou numa das etapas mais complicadas deste Giro, conquistando a sua maior vitória da carreira.
João Almeida cedia 14 segundos a alguns nomes importantes, como: Carapaz, Landa, Hindley e Valverde. O caldense mantinha-se no terceiro lugar da geral, a 44 segundos do equatoriano.
Grande Jan 🥇 pic.twitter.com/lDrTqYwKWV
— Biniam Girmay (@GrmayeBiniam) May 24, 2022
A etapa 17 trazia nova vitória para a fuga, com o colombiano Santiago Buitrago a alcançar a sua segunda vitória como profissional e da temporada! Tinha estado perto na etapa 15, acabando em segundo lugar, e até tinha chorado no final. Uma etapa de glória para a Bahrain-Victorious, pois venceram a tirada e viram Mikel Landa subir ao terceiro lugar da geral, retirando João Almeida do posto. O português perdia 1m10s para os favoritos.
👏 What a day for our team! @SantiagoBS26 won the stage, and @MikelLandaMeana moved onto the GC podium @giroditalia #RideAsOne #Giro
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— Team Bahrain Victorious (@BHRVictorious) May 25, 2022
A etapa 18 foi uma tirada de transição e representava uma das últimas oportunidades para a fuga poder vencer. Foi o belga Dries de Bondt quem fez as honras, batendo Edoardo Affini e Magnus Cort ao sprint. Foi uma fuga consentida pelo pelotão, e quando as equipas dos principais sprinters acordaram já foi tarde demais. Um dia marcado pelo abandono de João Almeida, visto que testou positivo à covid-19. Foi uma triste realidade, pois estava na luta pelo pódio final.
🇮🇹 #Giro
Che emozione! 🫶 https://t.co/E9mVq4RQ5U
— Alpecin-Fenix Cycling Team (@AlpecinFenix) May 26, 2022
A etapa 19 marcava o regresso da montanha, com a chegada ao Santuario di Castelmonte, uma subida de segunda categoria. Mas ainda havia espaço para mais três subidas categorizadas ao longo dos 178 quilómetros de extensão. Uma fuga numerosa ganhou uma vantagem larga, garantindo margem de manobra até ao final.
A Ineos Grenadiers ficava sem Richie Porte, devido a problemas estomacais, e era a Bora-Hansgrohe quem controlava o ritmo no grupo principal. Houve ataques nos últimos quilómetros, mas Carapaz, Hindley e Landa estavam em marcação cerrada. Lá na frente, a etapa caía mesmo para o neerlandês Koen Bouwman, batendo ao sprint Mauro Schmid e Alessandro Tonelli. O ciclista da Jumbo-Visma vencia assim a sua segunda etapa nesta edição do Giro, ele que se sagraria rei da montanha.
🇮🇹 #Giro
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— Team Jumbo-Visma cycling (@JumboVismaRoad) May 29, 2022
Chegávamos ao temeroso vigésimo dia de Volta à Itália, onde as diferenças tinham de ser feitas, visto que os nomes a lutar pela geral não queriam deixar as grandes decisões para o dia de contrarrelógio. Foi mesmo nesta etapa que tudo se decidiu. A Ineos Grenadiers fazia a seleção no grupo dos favoritos, para preparar o ataque de Richard Carapaz, que acabaria mesmo por fazê-lo, seguido por Hindley.
Ambos seguiram distanciados dos restantes homens da geral, mas mais à frente encontravam Lennard Kamna, companheiro de equipa de Hindley. O germânico impôs um ritmo forte, preparando o terreno para novo ataque de Hindley. Foi aqui, a 3,5 quilómetros da meta, que Carapaz vacilou e não teve pernas para voltar a alcançar o segundo à geral.
Lá na frente, resultado da fuga do dia, Alessandro Covi seguiu isolado desde a ascensão ao Passo Pordoi, a Cima Coppi deste ano, até à meta. Foram 54 quilómetros a solo até ao desejado triunfo da UAE Team Emirates. Os primeiros cinco lugares seriam ocupados por homens da fuga, e em sexto já aparecia Hindley a 2m30s de Covi. Carapaz perdia 1m28s para Hindley e trocava de lugar na geral com o australiano, na véspera do derradeiro dia do contrarrelógio.
🔥 THAT WINNING FEELING 🔥
🎥 The moment @AlessandroCovi crossed the line for his first-ever Grand Tour stage victory 🏆 @VelonCC @giroditalia #UAETeamEmirates #WeAreUAE #Giro pic.twitter.com/JFEf5acSKs
— @UAE-TeamEmirates (@TeamEmiratesUAE) May 29, 2022
No dia do contrarrelógio teríamos vitória, novamente, de um italiano. Matteo Sobrero dava o terceiro triunfo à Bike-Exchange. Fez o trajeto de 17.4 quilómetros em 22m24s, com Thymen Arensman a ficar em segundo a 23 segundos! Mathieu Van der Poel fecharia em terceiro lugar a 40 segundos do italiano.
Nas contas pela geral, Richard Carapaz precisava de recuperar 1m25s para Hindley, quando nenhum dos dois é conhecido por fazer bons contrarrelógios. Landa tinha o seu terceiro posto praticamente assegurado, excetuando algum azar, pois Nibali estava em quarto lugar a mais de seis minutos do basco. No entanto, Landa partia para o esforço individual a 26 segundos do segundo lugar do equatoriano.
Carapaz cumpriu e tentou melhorar, acabou a 1m24s do melhor tempo, fechando no 10.º posto do dia. Mas era uma tarefa praticamente impossível, e Hindley perdeu apenas sete segundos para o ciclista da Ineos e sagrou-se o novo vencedor do Giro de Itália. Landa fez um contrarrelógio péssimo e perdeu 1m40s para Carapaz.
Jai, the Rose from down-under.@JaiHindley – @BORAhansgrohe#Giro pic.twitter.com/vVHZWwGh5U
— Giro d’Italia (@giroditalia) May 29, 2022
Hindley tinha estado perto de vencer o Giro de 2020, perdendo apenas para Tao Hart, e acabou por vingar-se da Ineos Grenadiers, triunfando na edição deste ano. Terminou com uma vantagem de 1m18s para Carapaz e 3m24s para Landa.
NOTAS FINAIS E VENCEDORES DE CAMISOLAS
Um Giro muito controlado, com algumas etapas onde se esperava muito mais, mas parecia que os homens da geral estavam com as forças muito justas. Não foi das edições mais emocionantes, longe disso, mas acaba por premiar um justo vencedor, que esteve sempre à altura dos acontecimentos e que teve uma das equipas mais fortes deste ano. A Bora-Hansgrohe levou duas etapas e geral, estando a um nível muito forte, em comparação com outros anos. Hindley venceu a etapa com a chegada a Blockhaus e foi sempre dos ciclistas mais fortes.
Carapaz era o principal favorito à vitória, acabou por ter um momento negativo que foi suficiente para não conseguir vencer a competição. Quanto a Mikel Landa, depois desta edição do Giro, parece que será muito difícil alguma vez conseguir vencer uma Grande Volta. Este Giro tinha muita montanha e pouco contrarrelógio, mas nunca vimos um Landa superior à concorrência. Esta edição também ficou marcada por muitos abandonos de homens da geral, como: M.A.López, João Almeida e Romain Bardet.
A competição ficou a perder muito com as saídas do português e do francês de cena. Bardet estava em grande forma e foi obrigado a abandonar, tal como João Almeida, que tinha praticamente a vitória na classificação da juventude assegurada. Nos sprints, Arnaud Démare foi claramente o mais forte, sem grande oposição.
CLASSIFICAÇÕES
Classificação da Montanha: Koen Bouwman – 294 pontos
Classificação dos Pontos: Arnaud Démare – 254 pontos
Classificação da Juventude: Juan Pedro López – 86h49m54s
Classificação por Equipas: Bahrain-Victorious – 259h:48m:12s
Classificação Geral: Jai Hindley – 86h31m14s
Portugueses em Prova:
#Giro We’re all with you, João. @JooAlmeida98 🇵🇹 ❤️#UAETeamEmirates #WeAreUAE pic.twitter.com/s7zLwUbFf2
— @UAE-TeamEmirates (@TeamEmiratesUAE) May 29, 2022
Rui Costa terminou no 44.º lugar a 2h38m11s do líder
Rui Oliveira finalizou na 141.ª posição a 6h27m39s de Hindley
João Almeida abandonou na etapa 18









