Giro d´Itália | Jai Hindley leva a rosa da edição de 2022

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    A Ineos Grenadiers ficava sem Richie Porte, devido a problemas estomacais, e era a Bora-Hansgrohe quem controlava o ritmo no grupo principal. Houve ataques nos últimos quilómetros, mas Carapaz, Hindley e Landa estavam em marcação cerrada. Lá na frente, a etapa caía mesmo para o neerlandês Koen Bouwman, batendo ao sprint Mauro Schmid e Alessandro Tonelli. O ciclista da Jumbo-Visma vencia assim a sua segunda etapa nesta edição do Giro, ele que se sagraria rei da montanha.

    Chegávamos ao temeroso vigésimo dia de Volta à Itália, onde as diferenças tinham de ser feitas, visto que os nomes a lutar pela geral não queriam deixar as grandes decisões para o dia de contrarrelógio. Foi mesmo nesta etapa que tudo se decidiu. A Ineos Grenadiers fazia a seleção no grupo dos favoritos, para preparar o ataque de Richard Carapaz, que acabaria mesmo por fazê-lo, seguido por Hindley.

    Ambos seguiram distanciados dos restantes homens da geral, mas mais à frente encontravam Lennard Kamna, companheiro de equipa de Hindley. O germânico impôs um ritmo forte, preparando o terreno para novo ataque de Hindley. Foi aqui, a 3,5 quilómetros da meta, que Carapaz vacilou e não teve pernas para voltar a alcançar o segundo à geral.

    Lá na frente, resultado da fuga do dia, Alessandro Covi seguiu isolado desde a ascensão ao Passo Pordoi, a Cima Coppi deste ano, até à meta. Foram 54 quilómetros a solo até ao desejado triunfo da UAE Team Emirates. Os primeiros cinco lugares seriam ocupados por homens da fuga, e em sexto já aparecia Hindley a 2m30s de Covi. Carapaz perdia 1m28s para Hindley e trocava de lugar na geral com o australiano, na véspera do derradeiro dia do contrarrelógio.

    No dia do contrarrelógio teríamos vitória, novamente, de um italiano. Matteo Sobrero dava o terceiro triunfo à Bike-Exchange. Fez o trajeto de 17.4 quilómetros em 22m24s, com Thymen Arensman a ficar em segundo a 23 segundos! Mathieu Van der Poel fecharia em terceiro lugar a 40 segundos do italiano.

    Nas contas pela geral, Richard Carapaz precisava de recuperar 1m25s para Hindley, quando nenhum dos dois é conhecido por fazer bons contrarrelógios. Landa tinha o seu terceiro posto praticamente assegurado, excetuando algum azar, pois Nibali estava em quarto lugar a mais de seis minutos do basco. No entanto, Landa partia para o esforço individual a 26 segundos do segundo lugar do equatoriano.

    Carapaz cumpriu e tentou melhorar, acabou a 1m24s do melhor tempo, fechando no 10.º posto do dia. Mas era uma tarefa praticamente impossível, e Hindley perdeu apenas sete segundos para o ciclista da Ineos e sagrou-se o novo vencedor do Giro de Itália. Landa fez um contrarrelógio péssimo e perdeu 1m40s para Carapaz.

    Hindley tinha estado perto de vencer o Giro de 2020, perdendo apenas para Tao Hart, e acabou por vingar-se da Ineos Grenadiers, triunfando na edição deste ano. Terminou com uma vantagem de 1m18s para Carapaz e 3m24s para Landa.

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    André Filipe Antunes
    André Filipe Antuneshttp://www.bolanarede.pt
    O André é licenciado em Marketing e Publicidade e um fã incondicional de ciclismo. Começou desde pequeno a ter uma paixão pelo desporto, através do futebol. Chegava a saber os plantéis de todas as equipas da Primeira Liga! Com o tempo, abriu-se o horizonte e o interesse para outros desportos, como o Ciclismo, o Futsal e, mais recentemente, a NBA. Diz que no Ciclismo existem valores e táticas que mais nenhum desporto possui e ambiciona um dia ter a oportunidade de assistir ao vivo a um evento deste calibre.
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