A etapa 14 foi sinónimo de contrarrelógio e de diferenças de tempo. Mathias Brandle e Rohan Dennis ainda tiveram os tempos referência, mas foi só chegar o campeão do mundo da especialidade para a questão ficar arrumada. Filippo Ganna fez o percurso de 34,1 quilómetros, em 42m40s, a uma média de 47.953km/h. Rohan Dennis ficou a 26 segundos do tempo do companheiro, e chegou para garantir a segunda posição. O jovem Brandon Mcnulty fez um grande contrarrelógio, acabando no terceiro lugar, a 1m09s.

João Almeida aguentou-se bem, ganhando tempo a todos os concorrentes diretos nos pontos intermédios, e a concluir a prova no sexto lugar. No final, o caldense somou 16 segundos de vantagem para o seu adversário mais próximo na geral, o holandês Kelderman. O português ganhou ainda 1m06s a Majka, 1m22 a Pello Bilbao, 1m23s a Nibali, 1m30s a Pozzovivo, 1m42s a Fuglsang, 2 minutos a Konrad e 2m08s a Jai Hindley. Antes da última etapa da segunda semana, João dispunha de 56 segundos para Kelderman, e alargava o fosso para o terceiro lugar de Bilbao, já a 2m11s. Giulio Ciccone (Trek-Segafredo), um dos principais escudeiros de Nibali, não partiu para a etapa.

Chegava o último dia, antes do segundo dia de descanso, que era recheado de montanha. A fuga foi constituída por nomes de qualidade, entre os quais Rohan Dennis, Thomas de Gendt e Giovanni Visconti. Ruben Guerreiro tentou sair, também, para a frente da corrida, mas sem sucesso. O italiano Visconti conseguiu somar 42 pontos, o que foi suficiente para retirar a camisola azul, símbolo da liderança da montanha, do português Rúben Guerreiro.

O trabalho no pelotão era feito, maioritariamente, pela Team Sunweb e pela NTT, para os seus líderes, Wilco Kelderman e Pozzovivo. Dennis entrou com uma vantagem interessante na subida final, mas depressa se percebeu que iria ser alcançado. O grupo dos favoritos depressa encurtou, com Fuglsang e Pozzovivo a serem os primeiros a descolar dos favoritos. João Almeida conseguia seguir o ritmo imposto pelos homens da Sunweb, enquanto via Nibali também a ficar para trás, a cerca de 7,5 quilómetros do fim.

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Seguiu-se Rafal Majka e pouco depois foi o próprio camisola rosa a sentir dificuldades, cedendo alguns metros para Jai Hindley, Wilco Kelderman e Tao Hart. João Almeida seguiu ao seu ritmo até ao final, mas não conseguiu alcançar, novamente, os da frente. Depois de um trabalho espetacular de Jai Hindley pela subida acima, chegava a hora de discutir a etapa, com o britânico Tao Hart a ser claramente o mais forte, batendo Kelderman ao sprint. Jai Hindley terminou em terceiro, enquanto que João Almeida chegou na quarta posição, a 37 segundos do vencedor e a 35 de Kelderman.

Muitos ciclistas perderam tempo e posições na geral, mas a camisola rosa permaneceu com João Almeida, que parte com o sonho intacto para a terceira semana da Volta à Itália. Na classificação geral, Almeida dispõe de 15 segundos para Kelderman, e de 2m56s para Jai Hindley. Tao Hart subiu da 11.ª posição para o quarto lugar da geral.

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